<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903</id><updated>2012-01-02T10:12:46.682-08:00</updated><title type='text'>O Relógio e a Bússola</title><subtitle type='html'>A Evolução Histórica da Consciência</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-6311177638789044713</id><published>2009-11-01T10:33:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T09:02:15.231-08:00</updated><title type='text'>Síntese da Evolução Anímica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/SyEpgx-fYfI/AAAAAAAAGIw/dxFb890JtWA/s1600-h/EA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 309px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/SyEpgx-fYfI/AAAAAAAAGIw/dxFb890JtWA/s400/EA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413653870224040434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-6311177638789044713?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/6311177638789044713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/6311177638789044713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2009/11/blog-post.html' title='Síntese da Evolução Anímica'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/SyEpgx-fYfI/AAAAAAAAGIw/dxFb890JtWA/s72-c/EA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-7363928928949144003</id><published>2008-02-22T19:35:00.000-08:00</published><updated>2009-12-08T10:47:34.567-08:00</updated><title type='text'>A Utopia do Sétimo Homem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/Sx6fHX95YTI/AAAAAAAAGIQ/Yuu_G7caGrQ/s1600-h/the_Da_Vinci_Code.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/Sx6fHX95YTI/AAAAAAAAGIQ/Yuu_G7caGrQ/s400/the_Da_Vinci_Code.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412938751187444018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;font-size:78%;" &gt;O Homem Vitruviano de Leonardo Da Vinci &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Utopia significa sonho humano de um mundo melhor, busca de um lugar perfeito onde reina a felicidade. Tudo que acontece no mundo exterior é puro pretexto para nos conduzir ao mundo interno, o reino de Manas ou da mente, onde tudo está, tudo é real e tudo tem significado e sentido definitivo e eterno. O contrário, como já dissemos, é puro pretexto e ilusão. Nosso relacionamento com o mundo, em todas as fases evolutivas, sempre foi conflituoso, contraditório, crítico e reflexivo, efeito das dificuldades biológicas e psicológicas, inquietações, medos, angústias, dúvidas e incertezas. É o processo natural de desilusão. Impossibilitados de romper esses limites, barreiras, para nós instransponíveis, apelamos para a adaptação, mecanismo maravilhoso da mente humana que nos faz suportar as mais terríveis provas do tempo presente e ainda nos projeta para as inúmeras possibilidades do tempo futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmago do Espírito existe uma “mônada”, o princípio inteligente, uma centelha divina que vibra como marca microcósmica da Criação. Na mente humana essa mônada se manifesta como um enorme vazio existencial, acomodado no plano biológico, porém insaciável no plano psicológico. Em nosso íntimo esse vazio vibra na forma de uma insatisfação permanente, como se fosse um compromisso eterno com a nossa transformação. É a utopia da Perfeição, a busca do modelo ideal e infalível que enxergamos no Criador. Essa é a utopia do Sétimo Homem. Em todas as épocas construímos ou aderimos a utopias que despertaram em nós o interesse por uma vida diferente, promissora, contrária aos problemas das sociedades em que nos agrupamos e as limitações próprias do meio em que nascemos e nos desenvolvemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pré-história desenvolvemos a utopia da caverna permanente, refúgio ideal para a proteção do corpo, para saciar a fome, aquecer o frio e nos abrigar dos perigos da vida selvagem e da hostilidade da natureza, que naquela época nos parecia caótica. A cavernas se sucediam umas às outras porque a necessidade de sobrevivência, limitada pela inteligência primitiva e visão estreita de mundo, nos impelia ao nomadismo, numa caminhada interminável, de incerteza, em busca de uma caverna definitiva, da qual não seríamos mais expulsos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o advento do fogo e da agricultura , essa utopia da caverna se ampliou para a busca do domínio territorial , símbolo milenar da riqueza alimentar e da realização social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas primeiras civilizações das culturas teológicas, sobretudo no Egito, surgiu a utopia do tempo eterno e da imortalidade, reflexo do horror que tínhamos da morte do corpo e do fim da existência. As pirâmides de Gizé, símbolos exteriores dessa imortalidade era, na realidade esotérica, a metáfora da mente, cujas câmaras do tempo passado, presente e futuro, guardam os mais profundos sonhos de realização O culto aos mortos, as cerimônias funerárias, os túmulos monumentais, tudo isso representa psicologicamente a busca de respostas para os enigmas da morte. Ainda não aprendemos a driblar fisicamente a morte, mas desenvolvemos experiências psicológicas, aprendendo a aceitar os limites físicos e crer na possibilidade da existência de mundos metafísicos. Foi também nesse longo período da Antiguidade que, inspirados no espantoso avanço mental dos egípcios, que Moisés acreditou na utopia de Canaã, a terra prometida, atravessou o deserto da incerteza e conduziu seu povo para o caminho da lei e da fidelidade ao Deus Único. Essa utopia tinha como fundamento o Decálogo, dez princípios do mundo moral perfeito da cultura judaica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Índia, decepcionado pelo choque dos extremos de luxo e miséria, o jovem príncipe Gautama Sidarta, o Budha, construiu a utopia do Nirvana, o supremo estado de consciência, cujo acesso seria possível pelos nove degraus da meditação e do controle do desejo. Esvaziar a mente, fugir da ilusão e entregar-se ao poder da vontade era o caminho para o mundo feliz, sem dores e decepções. Na mesma Índia, Krishna, o sábio e provável autor dos Vedas, já havia cantado nesses célebres poemas a epopéia da Criação Divina e do tempo interminável. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Pérsia, Zoroastro elaborou uma das primeiras utopias da regeneração, contida no Zend-Avesta, o paraíso que foi construído após uma longa batalha entre o Bem e o Mal, lugar reservado aos justos e escolhidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os filósofos Lao-tsé e Confúcio, na China, criaram a utopia da Honestidade e da Paciência, poderosos sustentáculos da civilização indestrutível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Grécia antiga, reduto de inúmeros filósofos e estadistas, onde imperava a razão e o pragmatismo, onde Deus se chamava Logos Spermátikos, Sócrates desafiou o sistema e a morte, falando da Pneuma, ou a possibilidade da Alma e do Mundo da Idéias, e Platão, seu discípulo mais querido, escreveu na “República” a utopia do Estado perfeito, a polis ideal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Roma, provavelmente pela primeira vez, aparece a utopia de um Estado Mundial. O domínio do mundo, motivado pela ideal de força e honra, foram idealizados primeiramente no Marenostrum, o espaço geográfico conhecido e desejado na época de Cartago e, posteriormente, na política da Pax Romana, e representado na figura do Imperium, simbolizado politicamente por César. O estado Mundial Romano só não foi viabilizado por causa das limitações tecnológicas da época e, pelas contradições inevitáveis do sistema militar-escravista. Para contrapor essa pretensão do supremo poder material, surge no próprio seio da dominação romana, de forma desconcertante, a utopia da igualdade e do amor ao próximo, idealizada pelo Cristianismo. Nela um simples o rabino judeu, filho de carpinteiro, propunha a conquista do Reino de Deus, onde o braço poderoso de César jamais alcançaria. O Reino não era desse mundo e recomendava o sacrifício da própria vida, caso a idéia da imortalidade fosse colocada em xeque. Os martírios, projetados para supervalorizar a crueldade do materialismo romano, tiveram efeito contrário na mente dos expectadores dos famosos circos. O ataque dos leões e as chamas que fulminavam os corpos despertavam na mente popular o remorso, a atração e a simpatia pela Boa Nova. Roma sucumbiu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Idade Média, no universo do feudalismo, ganha força a utopia do Céu, contra instabilidade das bárbaras e a opressão do senhorio, o terror das pestes e epidemias, bem como as superstições tenebrosas do fim do mundo, do inferno e do Reino de Satanás. Santo Agostinho descreve esse lugar como a Cidade de Deus, idéia que também fascina o monge Tomaso Campanella. Na Península Arábica, o profeta Mohamed unifica o seu povo através da utopia do Islã, um Estado teocrático e expansionista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Renascença as utopias se multiplicam nas mãos geniais de Thomas Morus, de pintores e arquitetos italianos e holandeses. Em pleno capitalismo mercantil, no auge da Era das Navegações e Descobrimentos, a utopia se volta para o Novo Mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos séculos 17 e 18, na Inglaterra e na França, ao criticar os desequilíbrios da sociedade de estamentos e o Estado Absolutista, os filósofos iluministas criam a utopia da Razão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No século 19, por efeito dos desequilíbrios da Revolução Industrial, surge a utopia socialista de igualdade e harmonia, nas famosas colônias e falanstérios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em pleno século XX o nazi-fascismo reviveu a antiga utopia espartana da eugenia através de regimes totalitários cruéis e belicistas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E no mundo contemporâneo, depois de uma intensa onda de destruição ambiental e aniquilamento humano das duas guerras mundiais, volta à tona a utopia da Paz e da Harmonia, antigos sonhos que agora voltam a povoar a mente humana, ainda inquieta e em busca da sua caverna permanente. São sonhos alimentados pela atuação pacifista do Mahatma Gandhi, com a utopia da Não Violência; do pastor Martin Luther King e Nelson Mandela, pela igualdade racial, pela utopia da contra-cultura dos jovens hippies do mundo inteiro, dos inúmeros conspiradores da Era de Aquário e milhões de militantes do verde e da Ecologia. A caverna não é mais um lugar físico, mas a ânsia pela perfeição é mesma, agora rumo aos ilimitados confins da consciência. É a utopia do Homem do Futuro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-7363928928949144003?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/7363928928949144003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/7363928928949144003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/utopia-do-stimo-homem.html' title='A Utopia do Sétimo Homem'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/Sx6fHX95YTI/AAAAAAAAGIQ/Yuu_G7caGrQ/s72-c/the_Da_Vinci_Code.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-4556408914863993330</id><published>2008-02-22T19:25:00.000-08:00</published><updated>2008-02-23T05:52:39.521-08:00</updated><title type='text'>O Ser e a Consciência</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R7-Ucpe9acI/AAAAAAAAAVk/9jiVlvO-28E/s1600-h/IncompreensÃ£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170014117137574338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R7-Ucpe9acI/AAAAAAAAAVk/9jiVlvO-28E/s320/Incompreens%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Consciência é o governo do Universo. É ela quem reina e comanda a Vida, em todos os planos e dimensões que formam o Infinito. Nada escapa à sua Onisciência e Onipresença, através das leis que regulam a Natureza, em todos os lugares e mundos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando passamos a perceber essa verdade em nós, iniciamos imediatamente o processo de gestão de nossas existências. Passamos a administrar os rumos que tomam as nossas vidas. Somos pequenas consciências, criadas à imagem e semelhança de uma Consciência Maior, que rege as coisas e alimenta todas as necessidades. Somos microcosmos de uma realidade macro-cósmica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em nós existe, em pleno funcionamento, todas as dinâmicas e rítmicas que acontecem nos múltiplos esteios da Criação. Carregamos em nós todos os seus elementos vitais: a energia, o tempo, os ciclos, as pulsações, os compassos, circunstâncias, pensamentos, emoções, vontades, escolhas, decisões e finalmente as tramas do destino. Tudo isso é o Reino da Vida, que existe dentro e fora de nós, simultaneamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não é por outro motivo que todos somos, a todo instante, impulsionados pela necessidade de dominar e controlar as inúmeras forças que se movimentam ao nosso redor. Vivemos incomodados numa perturbação física e psíquica, tentando acalmar o turbilhão de inquietações íntimas e também exteriores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como Hércules, o filho de Zeus e Alemena, trazemos gravados em nossa memória espiritual os sinais das nossas origens divinas. Temos como metas compromissos inadiáveis, semelhantes aos Doze Trabalhos do célebre herói da mitologia grega, cuja realização representa as equações das coisas que precisamos entender, compreender e depois colocar em prática. Muitos enigmas ainda terão que ser decifrados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não é por outra causa também que estamos constantemente insatisfeitos, sempre em busca das coisas que consideramos inexplicáveis e incompreensíveis. Por isso sempre queremos mudar as que estão prontas e acabadas e resolver os problemas que estão, desde sempre, solucionados. Queremos ser deuses, dominar consciências, direcionar destinos alheios e contrariar a ordem natural. Enfim, queremos engolir toda a água dos oceanos e respirar toda a poeira cósmica que se espalhada pelo espaço. E ainda assim continuamos entediados, insaciáveis, querendo governar o mundo, porém fugindo sempre da necessidade de governar a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esse tem sido o nosso dilema central, esquecendo-nos de que perigoso não é morrer e sim existir. Esse tem sido o nosso “ser ou não ser”, o drama de todas as consciências, a história de todas as criaturas e dos eternos mistérios da Criação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas a consciência que herdamos do Criador tem sido a ferramenta principal das nossas tarefas, a bússola que vem nos guiando desde as mais rudes experiências dos reinos físicos até o nosso recente ingresso no reino psíquico. Ela é o meio que certamente nos conduzirá ao fim, que é o nosso encontro ou mergulho definitivo na Consciência Divina. Ela não é mero efeito do acaso existencial, mas o produto de uma longa jornada evolutiva pela qual passam os seres vivos, em incontáveis experiências nos pacientes laboratórios da Natureza. E a parcela de consciência humana, na escala infinita da Consciência Divina, talvez seja apenas um dos inúmeros estágios desse grande percurso. Ainda assim, ela não dá saltos, e sim queima as etapas de um complexo processo de percepção da realidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º momento – a consciência critica a realidade. Não são todas as mentes que possuem capacidade crítica para realizar questionamentos, fazer comparações, estabelecer nexo sobre as coisas. Quem ingressa nessa primeira fase já está abandonando a alienação instintiva, dando os primeiros passos na intuição e penetrando na caverna do mundo interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º momento – a consciência apreende a realidade. Essa apreensão é a busca da verdade através da reflexão sobre os questionamentos. É a formação do pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º momento – a consciência significa a realidade. As reflexões são transformadas em códigos abstratos e estes precisam ser comparados de forma analógica com a realidade exterior. Essa comparação têm implicações emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º momento – a consciência projeta a realidade. Os signos, significados, significações é o esforço empreendido para definir e conceituar a as coisas que estão ao nosso redor. As emoções se manifestam em forma de sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º momento – a consciência compreende a realidade. De posse de conceitos e definições nos voltamos novamente para o mundo interior. Ocorre a mudança de pensamento. O real não é compatível com o ideal, gerando incongruências. Se estivermos satisfeitos, nos acomodamos em situação de conforto emocional e desinteresse intelectual. Se insatisfeitos, continuamos a nossa busca até que a compreensão seja plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º momento – a consciência age sobre a realidade. A persistência da insatisfação cria uma dinâmica de crises sucessivas. A mudança de pensamento vêm acompanhada de emoções e sentimentos em vias de transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7º momento – a consciência transforma a realidade. A compreensão plena só acontece quando cessa a insatisfação e conseqüentemente a busca. Ocorreu a mudança de pensamento e também de sentimentos. As emoções decorrentes são harmoniosas. A idealidade foi transformada em realidade, até que surja uma nova crise.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-4556408914863993330?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/4556408914863993330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/4556408914863993330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/o-ser-e-conscincia_22.html' title='O Ser e a Consciência'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R7-Ucpe9acI/AAAAAAAAAVk/9jiVlvO-28E/s72-c/Incompreens%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-9045156461115275472</id><published>2008-02-22T19:10:00.000-08:00</published><updated>2009-04-21T15:09:19.863-07:00</updated><title type='text'>A História e o destino</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/Se5DyhWKOGI/AAAAAAAAFJI/L8PORQVV7Dg/s1600-h/Dia+e+Noite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327269944449710178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/Se5DyhWKOGI/AAAAAAAAFJI/L8PORQVV7Dg/s400/Dia+e+Noite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R9K_ceVI64I/AAAAAAAAAYw/UCautQFKNJg/s1600-h/RelÃ³gio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175409417701092226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R9K_ceVI64I/AAAAAAAAAYw/UCautQFKNJg/s320/Rel%C3%B3gio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;A sincronia do tempo biológico (existência) com o tempo psicológico (consciência)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R7-QBpe9aYI/AAAAAAAAAVE/jkJB4O2ThUA/s1600-h/Exiscon.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170009255234595202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R7-QBpe9aYI/AAAAAAAAAVE/jkJB4O2ThUA/s320/Exiscon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Qualquer que seja a duração de vossa vida, ela é completa. Sua utilidade não reside na duração e sim no emprego que lhe dais. Há quem viveu muito e não viveu. Meditais obre isso enquanto o podeis fazer, pois depende de vós, e não do número de anos, terdes vivido bastante. Imagineis então nunca chegardes ao ponto para o qual vos dirigíeis? Haverá caminho que não tenha fim?” – &lt;strong&gt;Michel de Montaigne&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hércules era filho de Zeus e Alemena, a rainha de Tirinto. A deusa Hera, esposa de Zeus tentou frustrar o seu nascimento, mas somente conseguiu impedir que Hércules se convertesse em rei de Tirinto retardando sua vinda ao mundo até que nasceu outro menino que herdou o trono. Hercules nasceu, mas na condição de um escravo. Precocemente se manifestou a natureza semi-divina de Hércules. Hera enviou duas serpentes ao seu berço, mas o bebê as estrangulou. Desde muito cedo aprendeu as artes marciais. Ninguém podia se opor à lança nem à flecha de Hércules, que também era um lutador sobressalente. Hera não estava disposta a perder e no momento culminante do triunfo de Hércules lhe provocou um ataque de loucura. No meio da sua aterradora amnésia, o herói matou a esposa e os filhos. Incapaz de recobrar a tranqüilidade de espírito, depois de cometer esse crime espantoso, Héracles consultou o oráculo de Apolo em Delfos. Este lhe respondeu que fosse a Tirinto e acatasse as ordens do rei Euristeu. O herói obedeceu e o monarca lhe encomendou uma série de tarefas ou trabalhos. Eram tarefas simples e complexas que se articulavam entre si e aos destinos de outras pessoas, numa verdadeira trama existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma das 12 tarefas foi sendo cumprida por Hércules de acordo com as circunstâncias, conveniências e limites da sua força física e moral. Algumas ele cumpriu corretamente e com relativa facilidade; em outras teve grandes dificuldades e as cumpriu através de artifícios ardilosos, o que agravava seus débitos diante das novas tarefas. Quando pensava que havia cumprido totalmente um trabalho, decepcionava-se porque via novamente diante de si algo semelhante ao que não havia concluído satisfatoriamente. Então revoltava-se e cometia novos erros. Finalmente Hércules defrontou-se com o 12º trabalho, que era tirar Cerbero dos infernos, o cão de três cabeças. Ao finalizar com êxito esta tarefa, o herói venceu Hades – rei dos mortos – e se tornou imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Hércules ainda tinha que viver parte da vida e sofreu novos ataques de Hera. Ela seduziu Djanira, a segunda esposa do herói, que o envenenou acreditando que lhe dava um remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transpondo esse relato mitológico para a esfera da interpretação objetiva podemos ter uma compreensão mais significativa do mito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hércules simboliza o Ser Consciente, “filho” de Deus, criado simples e ignorante; a perfeição relativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hera simboliza o destino, o Programa Existencial da individualidade, a sua constante busca do tempo futuro e ao mesmo tempo a raiz dos nossos compromissos como o passado, o karma e o imperativo da lei de Ação e Reação.&lt;br /&gt;O rei Euristeu representa a sua Consciência e o Dever com os compromissos e responsabilidades assumidas na pré-existência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Os 12 trabalhos representam a História e o jogo das circunstâncias no dia-a-dia e o uso do Livre arbítrio, a síntese da evolução espiritual humana, composta pelas as provas (obstáculos, seduções) e expiações (resgates de dívidas). Mas a História é muito mais do que o relato de acontecimentos, coisas, lugares e pessoas que viveram no passado. Na verdade, ela tem muito mais a ver com o futuro e com os fatos que atualmente afetam bem de perto as nossas vidas. Ela é uma sucessão lógica de acontecimentos no tempo e no espaço, encadeados em tramas individuais e coletivas, produto de ações e reações geradas pelas atitudes humanas. No grande tempo de longa duração da História cada um de nós possui um fragmento pessoal de realidade, um tempo individual e um cenário para atuação, delimitados pelo ciclo biológico do corpo e pelas circunstâncias sociais nas quais nos envolvemos. O tempo existencial a ser equacionado varia de pessoa para pessoa, mas, em média, dura entre 70 e 80 anos, o suficiente para a realização de experiências necessárias ao nosso padrão moral e de inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe na Natureza Divina uma relação proporcional entre o Macrocosmos e o microcosmos, como contata-se na relação natural entre a semente e a Árvore . Assim como o Ser humano é o micro e o Criador é o Macro, o corpo físico é o micro e o Universo e o Macro, podemos dizer também que o dia está para a Existência assim como a existência está para a Eternidade. As experiências que realizamos nos segundos e minutos são simulações e treinamentos para unidades maiores e sucessivas do tempo existencial e vivencial. São nos inúmeros minutos que aprendemos e realizamos as coisas importantes do dia. São nos múltiplos dias que entendemos as coisas importantes da existência e assim sucessivamente. São nas diversas existências que compreendemos as coisas essenciais da vivência ou da Eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Relógio Existencial&lt;/strong&gt; possui quatro momentos que coincidem perfeitamente com as fases do ciclo biológico do corpo. Ele é a exteriorização da &lt;strong&gt;Bússola Eterna da Consciência&lt;/strong&gt;. Enquanto o primeiro funciona no tempo absoluto, em sentido horário, medido pelos dias, horas, anos, até o limite da morte física, a segunda funciona no sentido inverso da introspecção, medida nos graus do tempo relativo, sem limites. Um marca a extroversão do ser no plano objetivo; a outra marca a sua introspecção no plano subjetivo da mente. Um define o status-quo da encarnação biológica e a outra aponta o rumo da ressurreição psicológica. No tempo de uma existência na carne, o relógio existencial e a bússola consciencial se interpenetram e formam um terceiro marcador, que é o ciclo Dia-e-Noite, de 24 horas divididas também em quatros momentos nos quais ora estamos em atividade biológica, ora em atividade psicológica, seja em vigília, seja durante o sono. &lt;strong&gt;O Dia-e-Noite&lt;/strong&gt; é a síntese e a transição do tempo absoluto do corpo biológico existencial para o tempo relativo da consciência e da eternidade. É no Dia-e-Noite que realizamos as experiências fundamentais para o desenvolvimento mais amplo da mente em seus três campos vivenciais – o Pensamento, a Ação e o Sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada fase do nosso tempo pessoal diário acontecem pequenos fatos corriqueiros, importantes para a pequena mente existencial, limitada pelo cérebro; mas também os fatos essenciais, muito significativos para a mente maior, da consciência e da Vida. Esses fatos nos estimulam a pensar, agir e sentir as experiências e cada uma dessas operações se desenvolvem na medida que o corpo também amplia a sua manifestação no meio ambiente. Nossas existências se resumem num mecanismo constante de fazer escolhas e tomar decisões, desde a mais simples, como tomar um copo de água, até as mais complexas, que causam grandes desgastes emocionais. Diante dos fatos somos forçados a escolher, a tomar um dos caminhos que se abrem aos nossos olhos, mesmo que seja a opção do recuo ou opção da fuga. Toda escolha gera uma experiência e esta desencadeia em nós um irreversível processo de transformação mental, mesmo quando não aceitamos as conseqüências da escolha que fizemos; podemos até ficar estacionados numa determinada situação, mas já fomos afetados inevitavelmente pela mudança. É isso que se chama “erraticidade”, uma situação de expectativa e ansiedade na qual o Ser já foi atingido pela necessidade de mudança, mas ainda não compreendeu o que se passa com ele e fica adiando ou planejando uma nova experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo indica que existimos num campo universal de atuação onde estamos sujeitos a leis que fogem do nosso controle individual. Leis como a de Ação e Reação e a de Evolução, só para citar as mais conhecidas, estabelecem limites em nossas escolhas; possuímos o livre-arbítrio, mas na maioria dos casos, ele está limitado e restrito a determinadas ações. Isso parece absurdo, mas a lógica desse limite está numa ordem maior que impede que as nossas decisões causem desequilíbrios além dos parâmetros da normalidade. Entendemos, então, que o livre-arbítrio é uma faculdade proporcional ao grau de maturidade do Ser. Na sua fase humana e individualista, em mundos materiais imperfeitos, naturalmente sofre as limitações necessárias a manutenção da ordem geral. Na Terra ele ainda é o veículo do egoísmo e do personalismo, daí os distúrbios mentais que o aprisionam temporariamente como efeito dos abusos. Em mundos mais perfeitos sua manifestação provavelmente se amplia porque o Ser age sempre no sentido do bem estar da coletividade. Alguns autores chegam mesmo a especular que o livre-arbítrio se torna uma faculdade desnecessária quando o Ser se integra perfeitamente na harmonia universal e passa a cooperar em graus cada vez mais complexos da Criação Divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nosso caso, as escolhas ainda são muito afetadas pelas provas e expiações. Não podemos avançar em determinadas linhas de opção porque criamos obstáculos de ação que somente podem ser ultrapassados quando dali forem removidos os entulhos gerados pelos nossos gestos de destruição. São naturalmente entulhos mentais, experiências negativas antigas que nos prendem à condição estacionária da erraticidade, onde podemos tanto fazer escolhas, cometer erros, como também repetir experiências para reaprender com os fracassos. Aqui se vê claramente o limite entre o livre-arbítrio e o determinismo. Na erraticidade escolhemos com clareza e convicção, porque estamos conscientes da situação e operamos com a mente maior. Quando encarnados, estaremos operando subjetivamente com a mente reduzida, sem memória objetiva. Seremos “atraídos” e “empurrados” para situações onde as escolhas e decisões sofrem as influências naturais dos acontecimentos. Poderemos recuar e desviar dos nossos caminhos, mas, ainda assim, teremos que suportar a sedução das circunstâncias ou o imperativo das reações “cármicas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, estamos ainda mergulhados no plano da Existência, restrito, incompleto, parcial e confuso, por causa multiplicidade de existências e personalidades. Nele estamos construindo parcialmente o nosso Eu, a nossa História, participando com o nosso tempo individual, interagindo com a Família, a Cidade, o País e a Humanidade. Mas, num plano mais amplo, que é a Vida Integral, ainda estamos atrelados a um Destino, que é um caminho ideal. Ainda não possuímos maturidade emocional e inteligência suficientes para fugirmos desse destino e exercer com plenitude o livre-arbítrio. Por isso, diante das crises existenciais, sempre nos colocamos e nos sentimos divididos entre a probabilidade e a fatalidade, entre a relatividade do tempo metafísico e o absolutismo do tempo físico e biológico. Enfim, estamos entre a liberdade e o limite. A primeira somente deixará de ser um ideal quando o segundo deixar de ser real. Quando nos livrarmos desses limites teremos uma sensação real de liberdade, sem angústia, sem ansiedade. O tempo será apenas uma sensação realizadora, sem interferência incômoda do passado e sem o medo do futuro. O passado não será mais nostalgia, o presente não será fantasia nem o futuro será visto como ideologia. Quando tudo isso for superado estaremos passando das múltiplas existências para a Vida única. Isso é o que os Seres Superiores chamam de Felicidade ou Plenitude, uma realidade comum nos mundos mais perfeitos e que na Terra é inconstante e só ocorre em alguns momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a nossa atual felicidade, relativa e parcial, tem uma razão de ser; tem a ver com o nosso estado de espírito, que também flutua na perfeição relativa ou potencial de perfectibilidade. Ainda não possuímos maturidade suficiente para sermos felizes. Essa questão é bem fácil de entender, mas nem sempre é fácil de compreender: se fôssemos transportados a mundo onde a felicidade plena é uma realidade coletiva não suportaríamos tal situação por causa da interferência dos conflitos íntimos que ainda não foram solucionamos e que ainda nos causa a instabilidade emocional. Pensamos que é fácil viver num mundo feliz quando ainda não nos sentimos felizes. Mas o processo natural é bem diferente e altamente dialético. Para atingirmos a felicidade integral temos que nos adaptar gradualmente através do desmonte dos conflitos e dos efeitos emocionais negativos que eles nos causam. Em resumo, a regra é a seguinte: temos que aprender a ser felizes nas situações de infelicidade. É como aprender a respirar dentro da água; no começo ficamos nos debatendo, aflitos, agonizados, nos contorcendo em forma de desespero. Depois vamos percebendo que não é possível lutar contra a natureza; paramos de tentar respirar bruscamente, ficamos mais calmos, passamos a olhar o que se passa ao nosso redor; não conseguimos respirar, mas já vislumbramos por alguns segundos a paisagem que nos parecia hostil e para a qual nem abríamos os olhos. Com o tempo vamos aumentando os períodos nos quais prendemos a respiração e nos quais exercitamos a calma e a paciência. Essa é, de forma análoga, a chave da passagem das Existências para a Vida, da História para o Destino, da Fatalidade para a Probabilidade, da Encarnação para a Ressurreição, do Reino Animal Biológico para o Reino Hominal Psicológico, do Reino de César para o Reino de Deus e, finalmente, da alienação para a Consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já dissemos, essa é uma temática que podemos entender facilmente, mesmo porque as filosofias espiritualistas explicam tais questões com muita didática e objetividade. Mas resta o problema da compreensão. Nem tudo que entendemos objetivamente com o intelecto repercute com clareza no mundo íntimo da subjetividade e que é o verdadeiro universo da experiência. Uma coisa é a teoria, outra coisa é a prática. É um conceito tão antigo que hoje soa aos ouvidos mais exigentes como um “chavão”, um “clichê”, gasto pelo uso retórico, mas que continua tendo seu significado de verdade filosófica. Como diz a música, “Não adianta fingir, nem mentir pra si mesmo...” Podemos até estacionar para discutir milhares de aspectos que as nossas doutrina oferecem sobre a Vida e o Universo, podemos permanecer por longos períodos tentando solucionar problemas do mundo fenomenal, que já “estão desde sempre solucionados por Deus”, para os quais basta aplicar o raciocínio. Já entendemos o fenômeno da morte biológica, já solucionamos o problema objetivo da imortalidade. Esse enigma de Tomé já foi solucionado por diversos pesquisadores da alma, através da ciência e da tecnologia sensitiva do entendimento das leis naturais. Mas ainda falta compreender o enigma de Nicodemos, que é fenômeno da morte do Espírito. Esse enigma os mestres também decifraram, não para nós, mas para eles mesmos. Deixaram pistas das suas experiências pessoais, mas não puderam ir muito além disso, pois o mundo interior de cada um deles é diferente do nosso, têm o seu próprio caminho a percorrer. O contato teórico com essas verdade básicas são os primeiros passos para entender o problema, mas a compreensão depende do mergulho psicológico no enigma. No aspecto teórico entendemos perfeitamente o problema do ser, do destino e da dor. Mas isso ainda deixa um vácuo, uma sensação de vazio de compreensão emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira inteligência não é o raciocínio, mas a capacidade de fazer escolhas. Muitas vezes pessoas pouco inteligentes do ponto de vista racional fazem escolhas certas usando a intuição. Já algumas pessoas tidas como inteligentes freqüentemente desprezam a intuição, usam a razão acreditando estarem seguros em suas decisões para mergulharem em grandes fracassos. Pior ainda, não aceitam as conseqüências de suas decisões e agravam ainda mais os efeitos das suas ações. A arte da escolha, talvez seja esse o segredo do livre-arbítrio, das suas possibilidades e dos seus limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a evolução espiritual do ser humano é impulsionada pelo livre-arbítrio, cuja regra universal é “A Semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a nossa evolução em mundos inferiores a maioria das nossas experiências se realiza no campo do mal e da imperfeição, o que é normal até certo ponto, pois é a fase de defesa e sobrevivência no meio hostil . O Bem e a perfeição aparecem lentamente, quando passamos a ter percepção de nós mesmos, como ser semelhante ao outro. O limite do livre-arbítrio é a nossa capacidade de distinguir o Bem e o mal. Quando ultrapassamos esse limite esbarramos na lei de causa e efeito (ação e reação) e temos que assumir responsabilidades pelos nossos atos.&lt;br /&gt;As responsabilidades e os choques de retorno geralmente nos levam a duas atitudes e caminhos: estagnação, pelo orgulho ferido e a revolta; e o progresso, pela humildade e a resignação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Segundo as escolas espiritualistas clássicas a predominância do mal em nosso planeta é devido à concentração de seres rebeldes e reincidentes no erro, a maioria em situação de provas e expiações. As ações maléficas de alta destruição acontecem pela afinidade e conúbio psíquico de seres muito inteligentes, porém, sóciopatas, de sentimentos doentes, que não aceitam seus choques de retorno e não se conformam como fracasso de suas provas e revoltados com as expiações que sofrem na Terra. Disso surgiu provavelmente o mito de Satã (anjos caídos). Mesmo assim, no plano coletivo, essas ações são úteis no despertamento para o Bem e para a regeneração, através dos resgates de dívidas cármicas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O ódio e a revolta são as principais marcas do mal, que em mundos como a Terra torna-se ideologia de grupos organizados em atividade criminosas e que fazem da vingança uma lei, pela violência e brutalidade. Para neutralizar essa força maléfica não podemos jamais agir dentro do seu campo de ação e sempre fugir de ações de conivência direta ou indireta com essas atividades, com exemplificaram Jesus em sua época e o Mahatma Gandhi nos tempos modernos. Deve-se sempre agir no oposto, no Amor, que é a Lei universal mais ampla e superior.Mas quase sempre temos a falsa impressão de que a Lei do Amor é utópica, ainda muito distante nós, por causa dos nossos hábitos e instintos animais. Todos esses conceitos superiores logo caem por terra quando caímos nas contradições do dia-a-dia, típicas das nossas imperfeições. Daí vem a descrença e a desconfiança na nossa capacidade de mudar a realidade interior e o mundo que nos cerca. Por isso é necessário persistir para aprender a humildade, a mansuetude e o perdão, que são os caminhos mais acessíveis para praticarmos o Amor. A humildade é a ciência da confiança no tempo e na Justiça Divina; é saber esperar o momento certo, em atitude de resignação. Não se trata de conformismo, covardia ou burrice, mas da sabedoria em recuar com um passo para traz e depois dar muitos passos para frente. Na vida selvagem encontramos exemplos belíssimos de humildade e sabedoria quando pequenos animais se humilham, simulando estarem mortos, para desarmar os mais fortes que os perseguem. Todos que já passaram por essas experiências na vida humana afirmam que a mansuetude é o gesto humilde e também inteligente de desarmar a agressividade do outro. É o momento crítico em que, por exemplo, um homem tem que se tornar mulher, pois esta é uma inteligência típica do sexo feminino. Como já foi ensinado por um sábio espiritual: “A obediência é o consentimento da razão, a resignação é o consentimento do coração”. Para as pessoas experientes nesse terreno o perdão é capacidade de esquecer as coisas más que nos atingem, até que possamos entender o que realmente está acontecendo, bem como as razões de quem praticou esse mal. Quem não esquece o mal não consegue perdoar nem progredir. Muitas vezes as pessoas que nos fizeram mal mudam e nós não mudamos, persistindo na idéia ódio e vingança. Não podemos ficar estáticos achando que o tempo congelou para satisfazer os nossos caprichos. Podemos ficar estacionados por algum tempo, em compasso de espera, mas sempre almejando e planejando alguma mudança no futuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-9045156461115275472?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/9045156461115275472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/9045156461115275472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/histria-e-o-destino.html' title='A História e o destino'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/Se5DyhWKOGI/AAAAAAAAFJI/L8PORQVV7Dg/s72-c/Dia+e+Noite.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-6749400391237821556</id><published>2008-02-22T09:20:00.000-08:00</published><updated>2008-02-23T05:57:05.998-08:00</updated><title type='text'>A Consciência e a Verdade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R78Fk5e9aXI/AAAAAAAAAU8/mOi4unLB9M8/s1600-h/Olho+verdade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169857028708723058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R78Fk5e9aXI/AAAAAAAAAU8/mOi4unLB9M8/s320/Olho+verdade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Aos quinze anos, minha inteligência se consagrava ao estudo. Aos trinta, mantinha-me firme. Aos quarenta, não tinha dúvidas. Aos cinqüenta, conhecia os decretos o Céu. Aos sessenta, o meu ouvido era um órgão obediente para a recepção da verdade. Aos setenta, podia fazer o que me desejasse o coração sem transgredir o que era justo”. – &lt;strong&gt;Confúcio&lt;/strong&gt; (Kongtzeu)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas predominam e todo o Universo: a Consciência – que é Deus e os seres criados à sua imagem e semelhança; e a Lei, que é a vontade de Deus governando os seres e a Natureza. A Lei significa a ordem, o equilíbrio, a harmonia. A Consciência significa inteligência, pensamento, ação, emoção, realização, auto-controle, responsabilidade e convivência. O contrário da Lei é o caos, o mal, a escuridão, o medo e a ignorância, a incerteza, a insegurança e o sofrimento. O contrário da Consciência é a alienação e a loucura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando a Lei e a Consciência não se chocam e andam juntas significam sempre o Bem, a Luz, a fé, a confiança, a sabedoria, a resignação, a tranqüilidade, a confiança e a felicidade.  A união da Lei com a Consciência resulta no conhecimento gradual da Verdade. Quando conhecemos a Verdade a nossa vida se transforma incessantemente.  A Verdade total ainda está bem longe do nosso alcance: ainda não temos maturidade para conhecê-la como um todo. Por isso vamos conhecendo-a em partes. Se conhecêssemos a Verdade de uma só vez entraríamos em desequilíbrio. Por isso, assim como as crianças que aprendem a andar por si próprias, vamos dando passos lentos, até adquirirmos segurança para pisarmos nesse terreno, para nós ainda tão assustador e inseguro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em várias épocas Deus permitiu a manifestação na Terra, e em muitos outros mundos físicos, de seres sábios para mostrar a Verdade aos homens. Mostraram muitas coisas verdadeiras, mas não puderam mostrar tudo por completo. Krishna e Buda na Índia, Zoroastro na Pérsia, Lao-tsé , Fo-Hi e Confúcio (Kong-Teseu) na China, Sócrates na Grécia, Moisés e Jesus na Palestina. Todos eram legisladores morais e ampliadores da Consciência humana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todos eles falavam da Lei e da necessidade de praticarmos essa lei desenvolvendo a Consciência. Krishna e Buda ensinavam: amem os seres da Natureza e controlem os desejos; Moisés alertava: respeitem a Deus não matando e não roubando; Os mestres da China recomendavam: Cultivem a paciência e a bondade; Zoroastro explicava a importância do livre-arbítrio falando da luta constante entre o Bem e o mal; Sócrates refletia: sei que nada sei e recomendava: conhece-te a ti mesmo; Jesus pedia: sejam humildes, perdoem seus inimigos. Este, como o último grande sábio que se manifestou em nosso planeta, tinha plena consciência de sua responsabilidade e do momento histórico que estava inaugurando para a Humanidade: “Não pensei que vim destruir a lei ou destruir os profetas; eu não vim destruí-los, mas dar-lhes cumprimento; porque eu vos digo que o céu e a Terra passarão antes que tudo o que está na Lei não seja cumprido perfeitamente, até um único jota e um só ponto”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando falavam da Consciência esses sábios convidavam todos para conhecer as maravilhas do nosso mundo interior, que uns chamavam de Nirvana, de Plenitude ou ainda o Reino de Deus.  Uma Consciência é a prova viva da existência de Deus, sua própria imagem e semelhança. A Consciência não pode jamais ignorar a Lei ou fugir de si mesmo agredindo sua natureza espiritual divina.  A Lei diz que somos todos iguais em Espírito, na origem, na raiz, que é a nossa Consciência. Somos diferentes no pensar, no agir e no sentir porque temos a liberdade de escolha dos caminhos que vamos percorrer. Mas somos iguais naquilo que queremos atingir como finalidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nossas diferenças nunca devem servir de motivos de conflitos e de violência. Pelo contrário, as diferenças existem para que pratiquemos a lei da convivência, conhecendo a Verdade única do Amor Universal. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Isso Jesus ensinava: aquele que se humilhar será exaltado, ou seja, aquele que respeitar a simplicidade e a ignorância do seu semelhante será sempre maior porque ficará com a consciência limpa e com o coração leve. Na sua enorme experiência espiritual, Jesus dizia: Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque meu jugo é suave e um fardo leve.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem tem a consciência limpa pelo senso de justiça e o coração leve pela humildade jamais sofre diante das dificuldades e da provas da Vida. Jesus já conhecia plenamente essa realidade do mundo interior e ensinava: Sejam inteligentes como as serpentes e simples como as pombas. A serpente é a necessidade de sobrevivência do corpo e a pomba a salvação da alma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A humildade é o segredo para estarmos sempre quites com a Lei e paz com a nossa Consciência. Já o orgulho é a rebeldia, o egoísmo, a causa da manifestação de todos os nossos defeitos morais. Esses defeitos nos afastam da Lei, escurecem a nossa Consciência, nos tornam infelizes e derrotados.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A humildade não é covardia. É preciso muita coragem e disposição para ser humilde. O orgulho é sim uma covardia, porque incentiva o ser humano a mentir para si mesmo. Quem é mais covarde: aquele se enfrenta ou aquele foge de si próprio?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Ciência humana desconhece as origens da consciência. Opinam muitos pesquisadores especulando que ela é produto da transformação dos organismos, vendo nisso somente o fenômeno visível e exterior. Não conseguem, portanto, estabelecer uma correta e clara relação de causa e efeito. Sabem que ela existe, pois carregam dentro de si mesmo essa prova viva, mas, contraditoriamente, não têm como prova-la objetivamente, segundo os paradigmas científicos que cultuam. Tanto a Consciência como a Mente continuam sendo considerados nas academias materialistas como uma crença. Até mesmo as clássicas experiências e teorias do Dr. Sigmund Freud são incluídas neste rol. No entanto ela aí está, seja como crença, seja como fato objetivo o u subjetivo, servindo sempre como referência no esforço que fazemos para compreender e aceitar a realidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como percebemos, este é o assunto que mais incomoda e fascina aqueles que sentem a necessidade de explicar as coisas e, por isso, está presente em todas a atividades nas quais os ser humano estão envolvido. É só conferirmos nos dicionários para constatar a enorme incidência de conceitos e circunstâncias em que a palavra “consciência” aparece como base nas definições filosóficas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas uma coisa é certa: é indiscutível ela é a principal porta de acesso à Verdade, que todos nós buscamos ansiosamente. Trata-se de um termômetro e ao mesmo tempo uma bússola que utilizamos para navegar no imenso oceano do Desconhecido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-6749400391237821556?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/6749400391237821556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/6749400391237821556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/conscincia-e-verdade.html' title='A Consciência e a Verdade'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R78Fk5e9aXI/AAAAAAAAAU8/mOi4unLB9M8/s72-c/Olho+verdade.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-4280443945397648420</id><published>2008-02-22T09:16:00.000-08:00</published><updated>2008-02-22T09:20:01.182-08:00</updated><title type='text'>O Ser e o Tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R78ENpe9aWI/AAAAAAAAAU0/ulGVYEKM0MA/s1600-h/Ampulheta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169855529765136738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R78ENpe9aWI/AAAAAAAAAU0/ulGVYEKM0MA/s320/Ampulheta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Mas de onde se origina ele? Por onde e para onde passa quando se mede? De onde se origina ele senão do futuro? Por onde caminha senão pelo presente? Para onde se dirige senão para o passado? Portanto, nasce naquilo que ainda não existe, atravessando aquilo que carece de dimensão para ir para aquilo que já não existe” – &lt;strong&gt;Santo Agostinho&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A Natureza possui como marca essencial os seus ritmos, que dão vida aos fenômenos e significado para eventos. É assim que as coisas acontecem, cada qual a seu modo e com suas características próprias: na pulsação cósmica, nas estações, períodos climáticos, nas marés, nos ventos, nas perturbações telúricas, fisiológicas e sociais, nos ciclos de reprodução, migrações, etc. No aspecto humano, os ritmos tomam significados mais complexos , como os ciclos biológicos e psíquicos. Na maioria desses ritmos encontramos a presença inexorável e enigmática do tempo.&lt;br /&gt;Somente os seres humanos mais evoluídos possuem a faculdade da consciência, isto a percepção de si mesmos e da realidade em que vivem. Isso acontece quando, através das inteligências, superamos os instintos e passamos a agir na solução de problemas fazendo escolhas. Sabemos que existimos e que somos parte de um sistema de vida social de muitas articulações, fazendo com que a nossa percepção e atuação sejam sempre em dois aspectos distintos: o individual, o nosso EU e a nossa personalidade; e o coletivo, que é a nossa identidade social, na família e na sociedade.&lt;br /&gt;A consciência é, portanto, um fenômeno histórico, pois é a soma desse dois aspectos da percepção da realidade, o individual e o coletivo, e se amplia na medida em que o ser amadurece pelas experiências. Ao fazer essa relação de si mesmo com o mundo ao seu redor, o ser percebe o funcionamento das coisas e da sua própria constituição orgânica e psíquica. Isso acontece através da percepção do outro e do tempo ou duração das coisas. Tudo passa por um processo histórico, de causas e efeitos, e tem um tempo a ser equacionado, um início, um meio e um fim. Os animais só percebem o tempo através de coisas concretas, como os fenômenos físicos naturais: clima, o dia e noite, as luas, as estações do ano, etc. Já o ser humano vai além disso e passa a observar o tempo de forma abstrata, matematicamente, vendo inclusive a possibilidade de interferir, não na duração, mas na distribuição da sua utilidade, de acordo com a suas necessidades. Assim como há a possibilidade de intervir na Natureza, em função da produção de recursos, por exemplo, é possível fazer o mesmo com o tempo, transformando o tempo integral em períodos específicos fragmentados: tempo pessoal e tempo social : trabalho, repouso, lazer, obrigações sociais, voluntariado, etc. Tudo isso é o tempo absoluto, o todo, e também o tempo relativo, em partes, dependendo de quem e como observa; é ainda o tempo histórico, ou seja, a relação que fazemos entre o presente, o passado e o futuro. O inverso de tudo isso é a alienação, que é a condição natural dos animais irracionais, e também a recusa que muitas vezes fazemos em tomar ciência das coisas que estão acontecendo. Quando fazemos essa escolha de ignorar os fatos, estamos provocando voluntariamente a nossa alienação, o que é de certa forma uma violação da consciência. Temos a liberdade de agir dessa forma, mas pagamos um alto preço por essas decisões, pois toda ação tem uma reação correspondente, em todos os planos da vida, incluindo na vida psíquica. Isso significa que tudo é possível, mas tudo tem uma conseqüência inevitável. É por isso que a alienação deliberada é uma violência, uma espécie de suicídio da consciência, um crime contra a Natureza e a Criação Divina. Essa é a causa dos sofrimentos humanos, quase sempre gerados pelas tentativas vãs de burlarmos a realidade ou fugir de nós mesmos. Não é coincidência ou por “imperfeição da matéria” que vemos ao nosso redor milhares de seres alienados mentalmente, loucos e impedidos de liberdade de ação e raciocínio. Geralmente, nesses casos, os acidentes da Natureza são precedidos de incidentes provocados pela imaturidade humana.&lt;br /&gt;Quase sempre o despertar da consciência é doloroso, sendo raros os casos em que o ser o faz espontaneamente. Isso também nos leva a refletir por que essas primeiras lições ocorrem em mundos imperfeitos e geralmente sob circunstâncias contraditórias. A transição entre o Instinto e a Consciência é que marca essas experiências recheadas de tensões e sofrimentos. Temos necessidades fundamentais e que precisam ser satisfeitas em nossos campos de percepção (psicológicas) e de atuação (biológicas e sociais): alimentação, sono, sexo, contato físico, amor, aceitação, afeição, independência, status, realização, prestígio, reconhecimento social. Tais necessidades geram uma tensão permanente, causada pela busca de alívio e finalmente a realização. Se o alívio não for possível, nos frustramos. Exatamente por termos a liberdade de escolher, e também de abusar da escolha, nas circunstâncias em nos que sentimos ameaçados na satisfação das nossas necessidades, lançamos mão do recurso das fugas e partimos para os ataques em diversos graus de comprometimento, desde os pequenos deslizes até os erros mais graves e de conseqüências drásticas. A fuga é uma opção e não uma regra, mesmo porque muitas fugas são atitudes que agravam os efeitos dos erros cometidos anteriormente. Em muitas ocasiões as fugas funcionam como alternativas temporárias, até que tenhamos maturidade para enfrentar a situação. Mas elas não podem persistir como situação permanente, pois isso afeta o processo natural de evolução do ser. Uma analogia bem simples para entender isso são os objetos que são introduzidos por acidente ou são implantados num corpo com a intenção de corrigir uma falha orgânica. É uma alternativa possível, mas, por serem estranhos ao conjunto, podem naturalmente ser rejeitados e repelidos. Assim também são as fugas que, numa determinada altura, já não são mais aceitas, pois atingiram o limite imposto pela Evolução. Se houver persistência, o ser é envolvido em situações fora do seu controle, caracterizando até um certo determinismo, forçando-o a atuar de forma consciente diante dos problemas. Isto é a expiação, o que vulgarmente se chama de “armadilhas do destino”.&lt;br /&gt;Mas o despertar da consciência ocorre somente quando começamos a dialogar com o nosso “Eu”. Esse diálogo é como entrar pela primeira vez, sozinho, numa caverna escura. Para vencer o medo da escuridão temos que adquirir confiança em nós mesmos e procurar um “EU” até então desconhecido que vivia apartado da nossa realidade. Iniciamos o diálogo com perguntas de auto-reconhecimento - Quem sou Eu? De onde vim? Para onde vou? – e que são as chaves que abrem as primeiras portas da consciência, as primeiras que conseguimos visualizar, pois muitas outras ainda permanecerão ocultas e fora da nossa percepção comum. As demais portas somente serão abertas na medida em que formos compreendendo algumas verdades. A Verdade é uma só, integral, mas para os seres humanos ela ainda é parcial, fragmentada em pequenas verdades. Deus é uma Verdade integral da qual temos apenas noções e intuições, uma realidade que ainda não temos capacidade de compreender em sua totalidade. Nossa relação com a Natureza e com o Universo é semelhante: só entendemos na medida que a informações encontram um eco, o momento propício para serem reveladas, como se fosse um parto de compreensão. O momento propício é a nossa maturidade intelectual e emocional. Então, a busca de Verdade é uma forma de desenvolvimento da consciência, que acontece quando entramos num processo de conflito entre o EU exterior e o EU interior. Ora estamos voltados para as coisas do mundo interior, ora para as coisas do exterior, numa luta dialética constante na qual, em alguns momentos, encontramos pontos de equilíbrio. Nesses pontos é que ocorrem as revelações. As revelações não são a causa das mudanças que se operam em nós, mas alavancas que concretizam uma transformação que já havia sido iniciada antes. Esse é o motivo pelo qual, muitas pessoas, mesmo tendo contato direto com os fenômenos, não são afetadas pelas revelações. São frutos ainda verdes e insensíveis. Outros já um pouco mais interessados, mas ainda imaturos, quando sofrem um amadurecimento forçado, se mostram aparentemente transformados e preparados para satisfazer o apetite da Verdade, mas, por dentro, conservam-se sem o sabor essencial. Mas revelação não ocorre somente no campo religioso; ela é, antes de tudo, filosófica e também científica. A revelação mística que transformou o jovem o príncipe Sidarta Gautama num velho Budha é a mesma que transformou o jovem Newton num ícone da Física moderna. Einstein deixou um testemunho escrito de que sua teoria da relatividade e compreensão da mecânica do Universo foi produto de um sonho, sonho que segundo ele foi tão real quanto estar participando de um filme simultaneamente como ator e espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bem e o Mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O mal não merece comentário em tempo algum” . Esse conhecido tema de reflexão é repleto de verdade, mas quando repercute em nosso íntimo geralmente encontra pouco eco, pois a nossa realidade cotidiana ainda é muito influenciada pela negatividade. O mal existe de forma intensa em nosso meio, predomina em nosso psiquismo e conseqüentemente retorna para o ambiente em que vivemos. O círculo é vicioso. A causa principal dessa tendência é a ignorância das leis universais e o materialismo, ou seja, a negação imortalidade e da vida espiritual futura. Esse bloqueio do ponto de vista espiritual impede o entendimento da diferença entre existir e viver e restringe a perspectiva humana aos seus limites objetivos e biológicos. A negação da vivência psicológica e da subjetividade espiritual enfatiza o mal na sua experiência, dando a impressão inversa de que o Bem é uma utopia, muitas vezes fora de cogitação. É desse desvio do ponto de vista que surgem conceitos como “os fins justificam os meios”. Somente a maturidade espiritual, adquirida pelas múltiplas existências, mesmo que o indivíduo não acredite nessa possibilidade de renascimento carnal, é que desperta o senso de justiça e a substituição gradual do mal pelo Bem. Essa substituição acontece silenciosamente nos bastidores da consciência individual, nas inúmeras experiências, simples ou marcantes, negativas ou positivas, nas quais o ser adquire novas formas de pensamento, de sentimentos e de atitudes. O livre arbítrio passa a ser utilizado com maior grau de responsabilidade e as pessoas começam a perceber que trazem consigo não somente o instinto de sobrevivência biológica, mas um algo mais, uma equação existencial para ser solucionada num curto espaço de tempo. Uma existência de apenas 70 anos deixa de ser uma simples fonte de satisfação de prazeres da carne e dos vícios mentais e torna-se um veículo de realizações para despertar de novos desafios íntimos. Uma enorme sensação de insatisfação passa a ocupar o mundo íntimo dessas pessoas e suas cogitações sobre o tempo e as conquistas mudam totalmente de rumo, caso elas decidam realmente mergulhar em i próprias. Do contrário, frustram-se.&lt;br /&gt;Então, o que fazer para evitar essa predisposição que temos em valorizar mais as coisas negativas do que as positivas? Como mudar essa crença de que o mal é sempre mais forte do que o bem? Estaríamos sendo incoerentes e hipócritas, num mundo hostil como a Terra, ao negarmos o mal e cultivarmos poeticamente o bem?&lt;br /&gt;É senso comum, entre os espiritualistas, que nosso planeta é um típico mundo de expiações e provas, onde predomina o mal. Estamos numa fase de transição para uma categoria supero, de regeneração, ou seja, o mal ainda existirá por algum tempo, mas não será mais predominante. Os renascimentos traumáticos e as existências tumultuadas ainda serão comuns, mas diminuirão na medida que haja uma expansão do conhecimento superior e da consciência espiritualizada. O mal ainda predomina. Tudo bem! Mas também existe a possibilidade de se praticar o bem. Aliás, este é o real significado da categoria do nosso planeta, isto é, um campo de provas, de experiências, de tentativas, portanto de inúmeras possibilidade de se realizar o Bem. Fazer o bem em mundos superiores é fácil e até redundante; pode até ter valor como aprendizagem, mas não mais como fator evolutivo essencial. Nesses lugares se faz o bem por espontaneidade e não por necessidade de recuperar o tempo perdido ou pelo resgate de faltas. Essa possibilidade de fazer o bem num campo onde predomina o mal é uma prerrogativa do livre-arbítrio; ele é o recurso natural no qual o Ser realiza escolhas e toma decisões nas situações de prova, quase sempre contraditórias e confusas. Isso faz parte do jogo evolutivo. Como dizia o filósofo estóico Epicteto, ninguém progride sem demonstrar equilíbrio diante das coisas contraditórias. É nas situações confusas e desesperadoras que a mente humana adquire experiência real, supera limites, fica mais inteligente e finalmente se transforma no reduto de poderosas forças morais.&lt;br /&gt;Portanto, no planeta Terra, o Bem não é apenas poesia ou ficção. Ele é uma realidade que está ligada às forças naturais de transformação que impulsionam os seres e as coisas rumo à perfeição. Já o mal é uma possibilidade momentânea de estagnação, pelas forças retrógradas, que trabalham em sentido contrário, mas sempre funcionando como suporte secundário de leis superiores. Por isso se diz que Deus escreve certo por linhas tortas. Sendo uma força de transformação, a prática do Bem gera mudanças em nosso mundo interior e no ambiente em que vivemos. Quando não conseguimos essa mudança de forma imediata, ainda assim entramos em processo íntimo de mudança, de ampliação do grau de consciência, mesmo porque o mal sempre nos causa uma incômoda dinâmica de insatisfação e infelicidade. Mesmo aqueles seres maus e intransigentes são marcados por essa insatisfação, feridos pelo espinho constante da consciência. Esse também é o motivo provável pelo qual muitas pessoas boas, inteligentes, cheias de vida e de futuro promissor, morrem ainda jovens e repentinamente. Muitos desses casos são pessoas que passam por experiências íntimas imperceptíveis aos olhos alheios e que atingem um grau de transformação suficiente numa existência, não necessitando mais conviver em ambientes atrasados e maléficos, a não ser que queiram, por questões pessoais ou de auxílio ao próximo.&lt;br /&gt;Estando infelizes e insatisfeitos, geralmente procuramos uma mudança que possa alterar esse estado desagradável e que nos causa sentimentos negativos. Não estando conscientes dessa situação de mudança íntima, cedemos aos impulsos inferiores: pensamentos negativos, comentários maldosos, inveja, auto-destruição, etc, com se fosse um prazer emocional que nos faz suportar as situações difíceis. Mas é um prazer egoísta e solitário, que engana e agrava os sentimentos e emoções e só faz aumentar a insatisfação e sofrimento por estarmos numa condição espiritual inferior. Daí vem o pessimismo, a descrença no Bem e a supervalorização do mal. Na maioria das vezes só conseguimos reverter positivamente essa situação quando sofremos e derramamos lágrimas de reflexão. Afirmam os sábios que é preciso saber chorar e tirar proveito reflexivo das lágrimas. Assim evoluímos. Do contrário, o que sobra depois delas é o desencanto, a revolta, a sensação de impotência, fracasso e a estagnação. Aqui também, geralmente, se forma um círculo vicioso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-4280443945397648420?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/4280443945397648420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/4280443945397648420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/o-ser-e-o-tempo.html' title='O Ser e o Tempo'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R78ENpe9aWI/AAAAAAAAAU0/ulGVYEKM0MA/s72-c/Ampulheta.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-1214980656678628692</id><published>2008-02-22T08:42:00.000-08:00</published><updated>2008-02-22T09:15:56.645-08:00</updated><title type='text'>A Vida e as existências</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R78DNZe9aVI/AAAAAAAAAUs/0cJhQeKTgiQ/s1600-h/H-caminhos-que-mas-so-caminhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169854425958541650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R78DNZe9aVI/AAAAAAAAAUs/0cJhQeKTgiQ/s320/H-caminhos-que-mas-so-caminhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R78BcZe9aUI/AAAAAAAAAUk/HN3PBs_WAz0/s1600-h/Mae+e+filho.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Aqui repousa, entregue aos vermes, o corpo de Benjamin Franklin, impressor, como a capa de um velho livro cujas folhas foram arrancadas, e cujo título e douração, apagados. Mas por isso o obra não ficará perdida, pois reaparecerá, como ele acreditava, em nova e melhor edição, revista e corrigida pelo autor”. &lt;strong&gt;Epitáfio gravado no túmulo, escrito pelo próprio Franklin.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A Humanidade vem se transformando desde os primórdios da pré-História, quando fomos adquirindo, gradualmente, os caracteres que nos diferencia das raças primatas que deram origem à espécie humana em nosso planeta. E continua em franca transformação. Estamos vivendo uma época de crises e mudanças rápidas em todos os setores sociais. Nunca a História registrou tantas descobertas tecnológicas, tantas modificações de crenças e hábitos, tudo acontecendo em períodos de tempo tão curtos, como as que vem ocorrendo nas últimas décadas. O Século XX passou rapidamente sob os nossos olhares e tal foi a velocidade das mudanças que nele ocorreram que ainda não demos conta de que a maioria nós nasceu e viveu no intervalo de tempo secular mais curto já ocorrido na cultura ocidental. E não foi apenas uma simples impressão de quem viveu num momento de transição, como nos séculos anteriores. Na verdade, todos sentimos que o tempo veio se acelerando numa velocidade espiral, provocando o desencadeamento de uma sucessão de rápidos acontecimentos. A sensação geral é a de que nossos corpos foram envelhecendo, enquanto a consciência permanecia estática e pasma, observando como as coisas surgiam e desapareciam.&lt;br /&gt;Este é o choque existencial de todos aqueles que cultuam a idéia da Imortalidade e sofrem as imposições do tempo biológico, que se esvai indiferente pelas veredas dos dias e das horas aparentemente perdidas. Mas o que realmente vem mudando, a Vida ou as nossas existências? Ao que tudo indica, o ser humano ainda não adquiriu maturidade suficiente para compreender a Vida e por isso treina essa compreensão através das múltiplas existências. Quando observamos a Vida o fazemos sempre de maneira deformada, fragmentada pelas limitações dos nossos cinco sentidos. A Vida e a Verdade são coisas idênticas, mas ainda não conseguimos superar a observação dos aspectos parciais dos nossos interesses particulares. Para a maioria dos seres humanos a Vida não passa de uma diversidade de pontos de vista e estamos bem distante daquilo que se chama de realidade total e integral. Para compreendermos a Verdade total usamos a ferramenta do ponto de vista; para a Vida, usamos as experiências existenciais, sejam de curto prazo, através de fatos cotidianos, sejam através de prazos mais longos como as existências programadas. As mudanças de ponto de vista serão constantes, até que cesse a relatividade da nossa compreensão das coisas; as existências também se sucedem até que não haja mais necessidade de repetir experiências pelas quais já assimilamos sua essência. Todo mundo tem um problema existencial de referência principal para ser equacionado e cuja chave de resolução só pode ser aplicada numa experiência real, chocante, impactante. Quando passamos por experiências desse tipo ficamos profundamente traumatizados, tal é a carga de realidade que ela provoca em nosso mundo íntimo. Daí dá para entender porque ainda não temos maturidade intelectual e emocional para suportar toda a carga de realismo que caracteriza a Vida e a Verdade. Se em pequenas situações realistas sofremos abalos dolorosos, imagine se fôssemos mergulhados integralmente na Realidade Total. Seria um desastre colossal, talvez uma segunda morte.&lt;br /&gt;Uma outra idéia que ajuda a compreender melhor essa diferença entre “existir e viver” é a concepção que temos de felicidade. Dos momentos felizes que experimentamos nas existências tiramos nossos pontos de vista sobre a felicidade. Se pudéssemos mergulhar na felicidade integral também sofreríamos um impacto inimaginável, uma situação de êxtase que para nós seria traumático e ao mesmo tempo desolador. Se fôssemos lançados num mundo feliz nos sentiríamos como peixes fora da água tentando respirar num ambiente que os nossos sentidos não conseguem assimilar.&lt;br /&gt;A Verdade, a Vida e a Felicidade, são estados de espírito que exigem uma grande soma de experiências em todos os sentidos, sendo necessário que haja muitos pré-requisitos para que as coisas sejam integralmente compreendidas. É impossível atingirmos a Verdade se possuímos alguma deficiência de conhecimento racional e emocional; é impossível atingir a Felicidade se ainda carregamos deficiências nos sentimentos e emoções; impossível, portanto, compreender a Vida se não conseguimos assimilar a lógica e a funcionalidade das pequenas engrenagens e tramas das nossas existências. Como compreender a Vida se não compreendemos que a morte é uma transformação, se não assimilamos o que é a Imortalidade? Como compreender a Verdade se ainda não nos sentimos à vontade para encarar situações verdadeiras que nos deixam atordoados, sobretudo àquelas que se referem a nós mesmos? Como compreender a Felicidade se ainda temos dificuldade de aceitar a felicidade alheia e de partilhar a nossa com os outros?&lt;br /&gt;Realmente, a Vida é única e imutável; existe desde sempre, como Deus. O que muda é o viver e o existir, atributo dado pelo Criador às suas criaturas para que um dia elas se reintegrem definitivamente na harmonia do Universo e da Criação. Parafraseando Edgard Armond, um sábio instrutor espiritual contemporâneo, “Não vivemos para solucionar os problemas do Universo, porque estes já estão solucionados desde sempre por Deus. Nosso problema é a questão evolutiva, o desenvolvimento do eu individual.”&lt;br /&gt;Sendo uma só e sem interrupções, a Vida funciona sem as limitações do tempo, num plano absoluto da Criação, que é o Eterno, o que sempre foi e sempre será. É o mundo das causas, no plano Absoluto ou Divino da Criação. Já as existências, como as criaturas, são múltiplas e por isso sua experiências são constantemente delimitadas e reguladas pelo tempo, num plano relativo da Criação, que é o efêmero, o começo, o meio e o fim; nascimento, vida e morte. É o mundo dos efeitos, no plano relativo da manifestação. Seja nos mundos espirituais ou nos mundos materiais, cuja pluralidade cósmica é visível aos olhos nus, estamos sempre existindo, nascendo, morrendo e renascendo para a Vida Eterna, num constante movimento de descobertas e realizações. Portanto, não é somente o corpo que morre e volta na condição de energia para o fluido universal do qual foi extraído. O Ser, de certa forma, também sofre a transformação da morte e renasce na sua própria natureza interior, para que aprenda a reconhecer em si a próprio a Imortalidade da qual é dotado. Por isso renascemos da carne e do Espírito, como disse Jesus no seu misterioso e inesquecível encontro como sacerdote fariseu Nicodemos.&lt;br /&gt;A principal marca existencial da espécie humana sempre foi a busca da auto-realização, de soluções para as nossas constantes crises vivenciais. Somos essencialmente insatisfeitos porque ainda estamos em processo de formação espiritual. Ainda não temos consciência plena do significado da Vida e das nossas existências. A maioria dos seres humanos ainda caminha em torno de um abismo, o nosso Ego, que nos impede de saltar dos limites das nossas existências para o terreno ilimitado da Vida. O abismo é tremendamente assustador e sua escuridão representa para uns o infinito, para outros, simplesmente, o nada e o fim. Por isso permanecemos divididos entre o ser e o não ser, uma dúvida também gerada pelo Ego e que sempre nos convida a recuar para o conforto do cordão umbilical. Temos medo de perder a individualidade que adquirimos recentemente, semelhante a uma criança que se apega egoisticamente a um brinquedo. Quando vislumbramos por alguns instantes as possibilidades do Infinito e do Eterno , logo perguntamos se vamos continuar sendo aquilo que somos hoje. Assim como tudo que é material se dissolve no oceano universal de átomos, elétrons e neutrons, por acaso os seres também não serão dissolvidos no oceano da consciência divina? Diante da dúvida do ser e do não ser, de dar um passo para o incerto, de corrermos o risco, quase sempre nos voltamos para o aspecto mais instintivo do nosso “Eu” e ali permanecemos isolados, numa espécie de autismo espiritual. Passar da existência para a Vida é saltar por cima desse abismo com a total confiança de que vamos encontrar aquilo que procuramos; é correr o risco de saltar no escuro. Nesse momento ninguém pode fazer nada por nós, pois esta é uma experiência exclusiva que coloca em prova a nossa individualidade diante da Criação. É nesse salto no escuro, do tudo ou nada, que descobriremos se Deus existe ou não existe, se somos ou não somos. São as eternas escolhas e conseqüentes decisões que sempre temos de tomar por conta própria.&lt;br /&gt;A nossa trajetória tem sido também a da transformação individual e adaptação no espaço e no tempo, impulsionados por uma Lei maior que nos direciona ao encontro do Criador de nossas vidas. Esse percurso existencial, de auto-reconhecimento, se inicia nos Reinos Naturais dos planos densos da matéria e continua nos planos das energias sutis, em condições que ainda desconhecemos, mas que deduzimos ser um efeito espiritual das experiências que realizamos hoje e no passado. Nessa longa jornada, a espécie humana se posiciona fisiologicamente como o meio, uma transição entre a condição animal e o Espírito, que é o fim. O gênero humano seria então uma condição mutante entre os planos material e o espiritual, evoluindo gradualmente em várias etapas de aprendizagem, desde os primeiros lampejos da razão até o domínio completo das suas mais sofisticadas potencialidades. Em cada uma dessas fases desenvolvemos um modelo humano ideal a ser atingido, mas continuamos essencialmente incompletos e insatisfeitos, sempre à procura da plenitude da vida e da felicidade. Este percurso de incontáveis milênios representa o admirável processo de verticalização do corpo existencial (o físico e o espiritual), que é a consciência, uma transição das nossas experiências no mundo exterior dos reinos elementais da matéria densa, para o mundo interior do Reino de Deus, do Espírito. Nossa evolução espiritual vem acontecendo de maneira simultânea à espécie orgânica humana que nos abriga, até que ocorra a sua futura superação. Assim como superamos os nossos ancestrais símios, fomos também precedidos por inúmeras experiências orgânicas, permitidas pela combinação setenária dos quatro elementos (terra, ar, água e fogo) com os três reinos (vegetal, mineral, e animal).&lt;br /&gt;Semelhante ao processo de gestação humana, de apenas alguns meses, em nossa gestação anímica, de milhões de anos, dormimos no Reino Mineral, sonhamos no Reino Vegetal e finalmente acordamos no Reino Animal. O despertar desse longo sono acontece exatamente quando nos tornamos humanos, o último elo que nos liga ao reino materiais. Isso vem acontecendo através de sucessivas crises, causando a transformação, muitas vezes violenta, do nosso universo interior e que nos planos físicos se manifestam através de dores e choques das mais diversas formas de vicissitudes.&lt;br /&gt;Ao adquirirmos os cinco sentidos básicos do mundo material (tato, olfato, paladar, visão e audição) sabemos que ainda nos falta algo mais, o sexto e sétimo sentidos, que é o elo de ligação com o mundo espiritual. Simultaneamente, ao desenvolvermos as cinco inteligências básicas (cinestésico-corporal, espacial, lógico-matemática, verbal e musical), para solucionar problemas do mundo exterior, também sabemos que nos falta um complemento que integra todas elas e que nos torna mais aptos a compreender e solucionar os problemas do mundo interior. Daí a nossa busca atual pelo aperfeiçoamento das duas inteligências pessoais: a Interpessoal, que substitui a competição e estimula a cooperação e a harmonia com os outros seres; e a Intrapessoal, que elimina as reações defensivas da luta da personalidade com a individualidade, promovendo a harmonia do “Eu real” com o “Eu ideal”. Neste mesmo processo, as três vivências básicas da nossa mente ( pensamento, ação e sentimento), antes isoladas e em conflito entre si , agora se integram no seu funcionamento de experiências práticas com as experiências emocionais e intelectuais.&lt;br /&gt;Para atingirmos esse grau de avanço e complexidade existencial tivemos que passar por inúmeras provas e reprovas que só a pluralidade das existências pode explicar. Foram milênios de luta para superarmos inúmeros obstáculos e acumularmos uma grande soma de conhecimentos. Que outro sentido teria então a recomendação do “Sede perfeitos” ? Poderíamos atingir a perfeição existindo uma só vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Teatro do Ir e Vir&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Numa visão mais ampla da Vida, podemos definir a trajetória humana como a caminhada do Homem em busca de si mesmo, num processo de aprendizagem para reverter o olhar direcionado para o mundo exterior, das aparências, e redirecioná-lo para o mundo interior, real, do “Conhece-te a ti mesmo”. Olhar para si mesmo pode parecer apenas uma fórmula filosófica, mas não é uma tarefa simples e mecânica. Para nós que ainda estamos mergulhados na infância espiritual, o mundo interno é um universo desconhecido e extremamente ameaçador. Trata-se de um território de aridez subjetiva onde enxergamos somente os incômodos problemas existenciais, que terão que ser solucionados, mais cedo ou mais tarde: os medos, as dúvidas, as incertezas, os traumas. Tudo aquilo do qual sempre estamos fugindo ou sabemos que certamente teremos de enfrentar um dia, fica escondido em nosso mundo interno a espera de atitudes e de decisões. Para suportar essa situação de impasse, quase sempre usamos máscaras e simulações que nos protegem das situações constrangedoras que geralmente revelam o que somos na realidade. Daí o motivo pelo qual quase sempre estamos com os interesses voltados para o mundo exterior, dos fenômenos e das sensações, que é o palco da nossa atuação parcial, portanto teatral da Vida. Se esse interesse pelo mundo exterior é o nosso vício, a nossa doença existencial, ele também é a nossa possibilidade de cura. É do veneno que se extrai o seu antídoto. É no mundo exterior que nos iludimos com as máscaras, mas também podemos interpretar com seriedade os mais variados papéis, treinando para a realidade total que ainda não temos coragem de enfrentar. Essa é a grande lição da Natureza, a qual não se pode enganar por muito tempo. Nas nossas farsantes encenações fugimos aqui, cortamos caminho ali, mas acolá ela nos cerca e cobra o que lhe é de direito. Cada existência é um auto-espetáculo no qual encarnamos um personagem que traz sempre na sua bagagem o conjunto de provas a que deve ser submetido; em cada ato, o personagem que escolhemos é testado no campo das competências, geralmente motivado por algum dano factual, sofrido numa circunstância aparentemente casual. O dono é a peça fundamental para que ingressemos da trama na qual estaremos inevitavelmente envolvidos; é a gota d’água.&lt;br /&gt;É assim que, no enredo central das nossas existências, manifesta-se como característica marcante das nossas histórias pessoais a Lei da Polaridade. Ela é o principal agente regulador do equilíbrio da Vida e que, em nosso caso, dá o tom no qual teremos que nos harmonizar na prova existencial: a riqueza ou a pobreza, poder ou submissão, destaque ou o anonimato, saúde ou doença, alegria e tristeza, medo e coragem, amor e ódio, dinâmica ou tédio. Tudo isto compõe o interessante e progressivo jogo de circunstâncias entre a realização e frustração. Nesse jogo natural da transformação dolorosa dos pontos fracos em pontos fortes, no qual atualmente entramos pela livre escolha, existe um limite de memória, imposto pelo esquecimento provisório. A consciência da memória objetiva é suspensa para a realização do teste de atuação. Não foi por acaso que os gregos associaram essas realidades com a arte teatral e à sua riquíssima mitologia. Os teóricos da literatura também nunca deixaram de observar em seus estudos como os dramaturgos e comediantes combinam os elementos de suas tramas estabelecem o enredo de suas obras. Antes de entrarmos em cena escolhemos as provas a que seremos submetidos, porém somos avisados de que, ao adentrarmos no palco, não mais lembraremos objetivamente dessas escolhas feitas fora da situação de teste, sobretudo o dano factual que vamos sofrer, e que tais provas só terão validade no próprio campo de atuação. Essa é a regra básica do jogo. O palco ou campo de prova possui toda uma fenomenologia cenográfica composta de imagens aparentes, entrelaçadas pelas tramas do enredo da peça na qual ingressamos e na qual outros atores também estarão atuando em seus respectivos personagens. Para compreender a Vida na sua dimensão integral, os seres devem interagir entre si nas existências, para que ocorra uma soma de impressões parciais ou fragmentos de verdades de cada um rumo à compreensão total e única da Verdade. Nos cenários compostos de aparências e tramas situacionais, predomina sempre a idéia de Ilusão, pela qual somos constantemente envolvidos e seduzidos. A sedução, a mesma que atrai a abelha para a magia das cores e o perfume da flor, é sempre útil e necessária como perpetuação das oportunidades e ferramenta de avaliação educativa. Ela se apresenta em várias situações de teste nas quais temos que remover os obstáculos do percurso, tramas dos atos, até chegarmos no epílogo do drama ou da comédia que pedimos para atuar. É no epílogo que realizamos as escolhas essenciais, que serão computadas em nosso destino. Se superarmos os obstáculos, cuja tentação ilusória sempre se apresenta como uma possibilidade de fuga, seja pelo prazer ou pela busca de alívio de um sofrimento insuportável, ganhamos em nossa consciência valiosos aplausos ou pontos na experiência da vida, créditos indispensáveis na lenta composição da nossa felicidade. Se fracassarmos, sentimos de imediato o choque da Desilusão, um retorno ou efeito natural dos impulsos precipitados nos excessos cometidos durante a interpretação do papel. Mas a peça continua, pois as cenas vão se desenrolando, e novos atores vão ingressando em novos atos existenciais. O que acaba é a nossa atuação num determinado ato, cujo tempo fora previamente estabelecido. Ficamos temporariamente de fora, nos bastidores, em planos de espera, analisando o que foi feito, de bom ou de ruim, e também planejando como poderemos reentrar em cena para corrigir as falhas de interpretação cometidas nos atos passados. E, assim que observamos alguma situação favorável, solicitamos ao Supremo Roteirista da Vida um novo personagem, dotado de um programa existencial mais adequado aos novos testes, e que será novamente colocado em cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Descoberta do Reino&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qual seria o significado de tudo isso que acabamos de refletir sobre as existências, a Vida, a Verdade e a Felicidade? Qual o sentido dessas diferenças, quase imperceptíveis para nós, seres comuns? Diríamos que é simplesmente reverter o nosso olhar do mundo exterior para o mundo interior. E falando assim, grosso modo, tem-se a impressão de que trata-se de uma simples mudança no direcionamento dos nossos interesses e das atitudes, como se isso fosse uma coisa banal e corriqueira. No entanto, o percurso entre a realidade aparente do mundo exterior e a realidade essencial do mundo interior, não acontece no intervalo da noite para o dia. É necessário que uma infinidade de existências se sucedam no tempo biológico para que o ser humano possa realizar a mais importante de todas as descobertas. Esta foi a mais longa das experiências que realizamos, sempre com o impulso da sabedoria e experiência dos grandes Mestres do mundo oculto.&lt;br /&gt;Em todas as etapas da evolução humana, nas épocas cruciais de grandes transformações, surgiram no cenário carnal essas figuras incomuns, atores especiais, interpretando papéis extremamente contraditórios aos olhos da perspectiva mediana. Eles são seres dotados de um conhecimento extraordinário e sempre agem numa direção contrária a da maioria dos atores, que são atraídos para suas magníficas atuações sobre os problemas do Ser e do Destino. Ao entrarem em cena, logo se destacam como modelos irresistíveis de imitação, já que seus exemplos são sempre representações vivas do tempo futuro, do ser ideal, de como deveríamos ser. Exercem sobre nós um fascínio e um encanto que ultrapassam os limites da perplexidade, no qual somos bruscamente deslocados da cômoda posição de expectadores, sentados espiritualmente, para um incômodo posicionamento, em pé, porém estáticos ou oscilantes, à espera da difícil atitude de dar o primeiro passo na direção que nos apontam. Paralisados pelo medo e pela dúvida, nem sempre confiamos nos convites que eles nos fazem para que os sigamos pelos caminhos misteriosos de um novo “estado de coisas” de que tanto falam. Quando ouvem falar pela primeira vez dessa nova realidade a maioria dos seres humanos logo pensam na morte, a principal preocupação daqueles que ainda são governados pelas sensações do corpo físico. Para quem ainda não distingue o “Eu” dos limites orgânicos, a morte é única possibilidade de ingressarmos ou sermos recusados no tempo futuro. Não é por outro motivo que os grandes Mestres do Espírito, ao ensinarem os primeiros segredos do mundo oculto da individualidade, sempre revelam antes a idéia primordial de Imortalidade. Primeiro removem das nossas mentes o receio da morte do corpo, mostrando que ela é apenas o fim da existência e não da Vida; somente depois de compreendermos essa primeira verdade é que tocam no assunto da “morte” do espírito, que é, na realidade, o autêntico significado da ressurreição da alma. Ao ouvir de Jesus que renascemos da carne e do Espírito, Nicodemos estava sendo duplamente iniciado no conhecimento da Imortalidade da alma, pelo renascimento exterior, em novo corpo, e na imortalidade do Espírito, renascimento interior, pela ressurreição. Ao mergulharmos na carne ingressamos em um novo ato existencial no qual vamos atuar e experimentar as lições vivenciais, pelas provas e expiações. É nessa nova experiência existencial, que pode e deve ser repetida, quantas vezes for necessária, que despertamos ou ressurgimos para a Vida. O percurso entre uma existência e outra é sempre delimitado pela morte e o conseqüente renascimento; já o percurso entre a perspectiva do mundo exterior para o mundo interior será sempre uma crise existencial, que é a morte do Espírito, e a sua conseqüente ressurreição. Essa é a Verdade situada sabiamente por Jesus e por muitos outros mestres entre o Caminho e a Vida. As existências e renascimentos são os meios naturais para se atingir a finalidade essencial da Vida, que é o estado eterno da ressurreição. Tudo indica que na caminhada evolutiva os renascimentos cessem à medida que diminui para nós a necessidade de atuações existenciais de aprendizagem. Passamos, então, a perceber melhor a diferença entre a existência e a Vida, o existir e o viver, entre o efêmero e o Eterno. É bem possível que a Ressurreição nunca cesse, num infinito processo de descobertas das maravilhas do Reino, que é Deus, “vindo a nós”, se revelando progressivamente em nosso mundo íntimo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-1214980656678628692?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/1214980656678628692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/1214980656678628692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/vida-e-as-existncias.html' title='A Vida e as existências'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R78DNZe9aVI/AAAAAAAAAUs/0cJhQeKTgiQ/s72-c/H-caminhos-que-mas-so-caminhos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-3235191070886765089</id><published>2008-02-21T13:53:00.000-08:00</published><updated>2008-02-21T19:03:22.167-08:00</updated><title type='text'>A Verticalização da Consciência</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R730CJe9aTI/AAAAAAAAAUY/Kvedoei6WNU/s1600-h/Homem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169556265033886002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R730CJe9aTI/AAAAAAAAAUY/Kvedoei6WNU/s320/Homem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O chamado pecado original que nos acompanha como herança de Adão é o conflito da razão com o instinto, essa força inspiradora que mais tarde será transformada definitivamente em intuição, o sexto sentido. Como bem observou o educador Huberto Rohden, o homem é o único animal cuja espinha dorsal é natural e permanentemente vertical, como se a nossa cabeça estivesse sempre voltada para o alto, como uma antena que sintoniza as vibrações dos mundos superiores. Enquanto os corpos dos animais irracionais permanecem horizontais, ligados ao mundo físico, da lei da gravidade, o nosso corpo obedece o impulso da evolução e se levanta para captar novas experiências de racionalidade e espiritualidade. Esse corpo vertical, que assume a forma de uma cruz quando abrimos os braços, torna-se o símbolo vivo do sacrifício, da renúncia e do amor ao próximo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Ainda sofremos muito a interferência instintiva, a busca constante da satisfação das nossas necessidades mais fundamentais. Essa busca, que nos fez caçadores das coisas do mundo físico e material, nos faz agora caçadores de nós mesmos, das coisas do mundo íntimo e espiritual. Essa é a equação existencial que temos que solucionar para superar o Homem do Passado, que luta para sobreviver em nosso ser, e continuar a nossa caminhada para deixar nascer em nós o Homem do Futuro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mas que homem é esse? Seria um tipo especial e definitivo? Acreditamos que não seja um modelo definitivo, mas um modelo adequado ao nosso tempo histórico. Numa perspectiva antropológica essa transformação da consciência humana. Mostra as etapas evolutivas, em cada qual predominou ou manifestou-se um protótipo mental característico, e dos quais herdamos as experiências mais significativas que resultaram naquilo que somos hoje e naquilo que podemos ser num futuro não muito distante. Então, do ponto vista antropológico teríamos esses oitos tipos culturais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem Biológico: É o Homo Sapiens Sapiens ou Homem de Cro-Magnon, do período paleolítico, surgido cerca de 35 mil anos A.C. “Uma era de pequenos grupos esparsos e nômades de hominídeos, vagueando em áreas relativamente extensas, constantemente preocupados em satisfazer a fome”. É a raça adâmica ( de Adão), que habitas as cavernas, descobridora do fogo e dos primeiros instrumentos de transformação da natureza. Deu seus primeiros passos no Homo Erectus (500 mil AC), passou pelo Homo Neandertal ou Sapiens (150 mil AC) até chegar no estágio biológico atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem Tribal: Esse Adão era gregário, sedentário, o descobridor da agricultura e da domesticação de animais e construtor das primeiras aldeias. Era princípio da sociedade organizada (entre 9 e 7 mil AC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem Anímico: Esse Adão já está pré-civilizado,ou seja, está entre o mundo das aldeias tribais e as primeiras civilizações do IV milênio AC. É a chamada proto –história, na qual o homem manifesta sua curiosidade pelo fenômenos naturais e passa a ter com eles um relacionamento místico. Tudo que não pode ser explicado pela razão é da esfera do sobrenatural. O mundo é mágico e o politeísmo religioso e suas magias marcam essa fase anímica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem Teológico: É o homem das civilizações históricas e teocráticas do Crescente Fértil : Egito, Palestina e Mesopotâmia ( a partir de 3.500 AC). A crença religiosa passa a ser objeto de dominação política (Estados teocráticos) e o misticismo é formalizado como prática ritual . A magia e o sobrenatural passam a ser conhecimento de domínio de especialistas ou sacerdotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem Racional : É a expressão do individualismo greco-romano. Aqui o homem racionaliza todos os seus hábitos pessoais e sociais, inclusive a religião. A mitologia greco-romana é um exemplo dessa tentativa de explicar racionalmente o mundo e seus mistérios através de símbolos e analogias. O homem quer entender como funciona o seu ser e porque somente ele tem consciência de si mesmo. A Filosofia, com Sócrates, Platão e Aristóteles será o resultado mais aperfeiçoado desse esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem Metafísico: Nessa era pré-científica, logo após a Idade Média e do retrocesso ao tempo teológico imposto pela Igreja, o homem do Renascimento também sente a necessidade de retomar sua trajetória voltando na fase que havia estacionado com a queda de Roma. A razão tomas rumos científicos nos séculos XVI e XVII com Descartes, Newton e Bacon. Pensar é existir e o sentido dessa existência por ser encontrado na experiência empírica, na prática pré-científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem Positivo: É o homem da Revolução Industrial e da Revolução Francesa. A prática pré-científica chega à fase científica, onde as experiências podem ser comprovadas pela tecnologia. O Iluminismo filosófico e o positivismo científico dão novas direções para a mente humana. É nessa fase que surge os preparativos para a fase que estamos vivendo hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem Psicológico: Segundo Herculano Pires, trata-se de “um ser potencialmente tridimensional, cuja razão se fecha nas categorias decorrentes da experiência sensorial. O Homem-psi corresponde a um novo conceito de razão e da mente que surge uma nova dimensão com a descoberta da percepção extra-sensorial. Trata-se de uma verdadeira ampliação do conceito do homem, que retorna às dimensões espirituais antigas, enriquecido com as provas científicas, e por isso mesmo liberto da ganga das supertições, do misticismo dogmático e do pensamento mágico”. Essa fase nasceu da explosão dos fenômenos mediúnicos e com a Codificação do Espiritismo, em 1857, com a publicação de O Livro dos Espíritos. Inaugurava-se a “Era do Espírito” que seria complementada com a revolução psicanalítica de Sigmund Freud, no início do século XX, até chegar na psicologia humanista de Carl Rogers. A harmonia da mediunidade com a psicologia, entre o fenômeno e o comportamento, a técnica e a atitude, será síntese do Homem do Futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ponto de vista espiritual, essas etapas evolutivas seriam marcadas pelos protótipos, cuja influência cultural não se restringe à cultura material , mas também às experiências pré-encarnatórias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Primeiro Ser&lt;/strong&gt; - BIOLÓGICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Domínio da inteligência cinestésico-corporal. Predomínio dos instintos e dos desejos. Vive o tempo imediato e presente. Preocupação com a sobrevivência do corpo e busca de entendimento do mundo fenomenal exterior.Religiosidade natural exterior e mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· 1ª fase do tornar-se Pessoa: Bloqueio e recusa à comunicação. Tendência a alienação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Reminiscência atual: Por que estou assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Segundo Ser&lt;/strong&gt; – TEOLÓGICO - Domínio da inteligência espacial e lingüística. Despertar da intuição e das aspirações do tempo futuro. Religiosidade ritualística exterior. Preocupação com a sobrevivência da alma e o medo da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· 2ª fase: Início da comunicação e do desejo de mudança. Não reconhece os sentimentos e emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Reminiscência: O que estou sentindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Terceiro Ser&lt;/strong&gt; – RACIONAL - Domínio das inteligências lógico-matemática. A crise existencial e a busca filosófica do sentido existencial exterior. A Razão supera e inibe a emoção. Religiosidade narcísica e antropomórfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· 3ª fase: Aceitação reduzida de sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Reminiscência: Qual a origem desse sentimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Quarto Ser&lt;/strong&gt; - METAFÍSICO - Domínio da inteligência musical. A percepção da realidade extra-física e do sexto sentido. Crise existencial e a busca da realidade existencial interior. Tendência de equilíbrio razão e emoção. Religiosidade mística e sobrenatural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· 4ª fase: Contextualização dos sentimentos. Despertar da consciência integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Reminiscência: Que razões me levaram a este estado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Quinto Ser&lt;/strong&gt; – POSITIVO - O domínio da inteligência interpessoal e dos conhecimentos tecno-científico dos fenômenos físicos exteriores. Crise existencial (afirmação e negação da mente) e a busca sistemática de soluções lógicas e psicológicas. Maturação da consciência integral. Conflito interior entre a religiosidade e a racionalidade. Busca de harmonia entre a física e metafísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· 5ª fase: Diálogo mais livre e desbloqueio da comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Reminiscência: Que conseqüências tais sentimentos estão gerando em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Sexto Ser&lt;/strong&gt; - PSICOLÓGICO - O domínio da inteligência intrapessoal e dos conhecimentos tecno-científicos dos fenômenos metafísicos interiores. Funcionamento da consciência integral e tendência a plenitude existencial. Harmonia entre a física e metafísica. Religiosidade interior voltada para soluções exteriores, solidariedade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· 6ª fase: Aceitação e experimentação mais imediata dos sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Reminiscência: Por onde posso começar a mudar a situação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O SÉTIMO SER &lt;/strong&gt;– CÓSMICO E INTEGRAL - Domínio da inteligência e da consciência integral. A plenitude vivencial. Religiosidade natural interior e mística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· 7ª fase: Confiança total na transformação pessoal, disposição espontânea de diálogo e de comunicação. Auto-aceitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Reminiscência: Qual é o ponto essencial da mudança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verticalização do corpo humano coincide com o despertar das faculdades psíquicas; são elas que permitem ao homem a sintonia com os planos superiores da vida, que lhe dão os rumos de existência. A mediunidade como instrumento e extensão mental, torna-se uma bússola existencial para que o homem aos supere os instintos e domine a intuição. Ela também vai marcar a transição mental do mundo sensorial para o mundo extra-sensorial, do mundo exterior e físico para o mundo interior e espiritual. Ela quase sempre foi o recurso pelo qual os Espíritos Superiores puderam interferir em nosso planeta para garantir a evolução da sociedade humana. Foi assim que aprendemos a dominar a natureza e seus elementos e tem sido assim até nos mais avançados laboratórios do mundo contemporâneo, onde sempre se realiza o estreito contato entre os gênios desencarnados inspirando os gênios encarnados nas descobertas fundamentais das ciências e das artes. A mediunidade, embora mal conhecida nos tempos remotos, não sofreu em si mudanças na sua fenomenologia, manifestou-se no homem da cavernas, nos clãs e tribos da proto história, nos círculos sacerdotais fechados das sociedades teológicas até ser “derramada na carne” das camadas populares, como garantia de uso aberto e de livre acesso ao Mundo Superior. A história da mediunidade é vasta e ficaríamos paginas e páginas citando seus inúmeros exemplos nos registros de todos os povos, em todos os tempos. Mas não podemos deixar de concluir é que essa faculdade, tanto na sua manifestação natural como seu caráter de prova, é o instrumento principal de que dispomos para desenvolver as características do Homem do Futuro. Sendo cada vez mais um tipo de habilidade espiritual, ela é em sim uma forma de inteligência pessoal, as chaves que abrem gradualmente as portas do universo interior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;É fato inegável, estamos passando por uma crise existencial que marca em nós a mudança de percepção do mundo exterior para o mundo interior. O que caracteriza essa crise é essa descoberta, que nos causa um impacto em todo o nosso conjunto vivencial: na mente, no perispírito e também no corpo físico. Nossas percepções, sensações e sentidos físicos sofrem um abalo estrutural no qual estávamos acomodados e passam a exigir de nós uma reestruturação para uma nova acomodação. Já passamos por esse abalo quando, ainda no mundo animal, descobrimos a razão. Essa descoberta do mundo interno foi sendo feita de maneira gradual e sempre esteve relacionada ao nosso grau de consciência nas vivências do mundo físico e, em muitos casos, ao grau de mediunidade. Esse impacto é também semelhante ao que sofre as crianças quando saem do universo concreto e descobrem o mundo abstrato durante o processo de alfabetização.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Quando sofremos este abalo vivencial na descoberta da razão tivemos que fazer uma troca de valores materiais por valores morais; fomos progredindo lentamente na descoberta desse mundo interno. Primeiro descobríamos um pedaço de pão e, pela operação instintiva saciamos imediatamente a nossa fome; depois, descobrimos um outro pedaço de pão e, racional e economicamente, o dividimos em um número de pedaços igual ao número de dias que demoraríamos para encontrar outro pedaço de pão; administraríamos a necessidade de saciar a fome; agora encontramos um pedaço de pão, olhamos para todos os lados, queremos comê-lo de uma só vez, pensamos em guardar para os próximos dias , mas estamos sendo incomodados por um novo fator: a consciência. Com novos e sempre incômodos valores, a consciência nos força a olhar novamente para todos os lados e enxergar que outros seres estão sem o pão. Aí está a crise: comer tudo num dia só, cortar e, ainda sozinho, comer um pedaço a cada dia, ou repartir aquele pedaço com os que não tem nenhum? Nas duas primeiras opções ainda estamos vendo pela ótica racional do mundo exterior, enquanto que na última já vislumbramos o mundo interior. Repartir o pão com o outro é uma operação que supera a vivência racional e atinge a vivência emocional e interior.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Quando operamos além do instinto e da razão geralmente lidamos com outros instrumentos cognitivos, diferentes do cálculo ou da agilidade física. Passamos usar instrumentos cognitivos espirituais, inter e intrapessoais. Esses instrumentos se caracterizam pelos valores morais, negativos e positivos que aprendemos culturalmente. Com eles estabelecemos julgamentos nos quais usamos como referência, para comparação, outros seres humanos. Geralmente, nessas operações, quando desprezamos os fatores instintivo e racional, nos colocamos sempre no lugar do outro e tentamos imaginar, em questão de segundos, como reagiríamos naquela situação. Essa forma de inteligência é chamada de empatia, um aprofundamento da simpatia, porque não é um sentimento unilateral, mas recíproco: um precisa e o outro dispõe. Quanto maior a nossa capacidade de empatia, maior será a nossa capacidade de penetrar em nosso mundo interior, sem sofrimentos ou traumas. A melhor forma de tentar penetrar e compreender em nosso mundo íntimo é tentar respeitar, aceitar e compreender o mundo íntimo do outro. O nosso mundo íntimo está fechado desde que fomos criados; é um mistério, uma porta cuja chave e segredo sempre está com o nosso semelhante e nunca conosco; isso é proposital na sabedoria da Criação, pois se estivesse conosco talvez já teríamos perdido pela indiferença ou pela ferrugem do egoísmo. Quando odiamos um semelhante o nosso mundo fica cada vez mais fechado em nós e aberto, exteriorizado para o grosseiro mundo material; nele se manifesta com mais dureza e rigor a lei de ação e reação, voltando para nós a mesma carga energética negativa. Já quando o amamos vai se tornando cada vez mais interiorizado e a mesma lei se manifesta de forma mais suave e branda; então os enigmas são decifrados, os mistérios são revelados e, dentro de nós, as portas se abrem. Quando entramos, sentimos uma sensação diferente e muitíssimo agradável, que é a felicidade. Isso é o Reino de Deus. Essa era a missão de Jesus. Ele veio “demonstrar” com exemplos o que outros mestres tinham apenas “mostrado” com teorias esse percurso da descoberta do mundo interior. Primeiro dava o exemplo; nossas cabeças ficam um pouco confusas com esses exemplos; para espantar a confusão e aquietar o nosso ser , Jesus contava uma parábola. Como sabemos, todas elas revelam a chave do Reino de Deus; todas elas representam do fim da nossa atual crise existencial. Foi exatamente por isso que Ele disse, como muita propriedade, que era o Caminho, a Verdade e a Vida e que ninguém iria ao Pai senão por ele.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-3235191070886765089?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/3235191070886765089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/3235191070886765089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/verticalizao-da-conscincia.html' title='A Verticalização da Consciência'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R730CJe9aTI/AAAAAAAAAUY/Kvedoei6WNU/s72-c/Homem.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-1653300986547286736</id><published>2008-02-21T13:27:00.000-08:00</published><updated>2008-02-23T06:02:33.004-08:00</updated><title type='text'>O Homem Biológico da Pré-História</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73wYZe9aSI/AAAAAAAAAUQ/jXOg5uHCKVk/s1600-h/Pintores+rupestres.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169552249239464226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73wYZe9aSI/AAAAAAAAAUQ/jXOg5uHCKVk/s320/Pintores+rupestres.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“21. O Senhor Deus também fez para Adão e sua mulher vestiduras de peles com que os cobriu. 22. E disse: Eis aí Adão feito um de nós, sabemos o bem e o mal. Impeçamos, pois, agora, que ele deite à árvore da vida, que também tome o seu fruto e que, comendo desse fruto, viva eternamente. (Ele disse, Jeová Eloim: Eis aí, o homem foi como um de nós para o conhecimento do bem e do mal; agora ele pode estender a mão e tomar da árvore do bem e do mal; agora ele pode estender a mão e tomar da árvore da vida; comerá dela e viverá eternamente.” – Gênese.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O trecho do Gênese, sobretudo nos termos que contém o grifo, é bastante sugestivo para fazermos uma leitura tranqüila e sensata da simbologia do texto mosaico. Ela fala abertamente, para quem tem olhos de ver, da transição do Reino Animal para o Reino Hominal ou da Consciência quando, juntamente com a transformação dos nossos corpos, adquirimos a inteligência racional, para a solução de problemas, e a consciencial, o livre-arbítrio, para fazermos escolhas e tomarmos decisões. É possível, como vem sendo tratado pela tradição esotérica e mais recentemente revelada pelas comunicações mediúnicas espíritas, que este tenha sido o momento em que, em mundos apropriados, fora da Terra – ad hoc – tenham se constituído a primeira raça-matriz da espécie humana. Esse primeiro protótipo de Adão seria caracterizado pela constituição astral e semi-astral, “corpos pouco consistentes”, até que fosse possível o surgimento o modelo ideal, finalmente adaptado ao nosso meio. Seria esse também o Elo Perdido da cadeia evolutiva, e que em vão busca-se nas escavações arqueológicas terrestres. Vamos encontrá-lo, sim, já numa terceira ou quarta fase, já bastante materializada, talvez nas regiões dos continentes perdidos da Lemúria e da Atlântida&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Olhando para o passado, vamos entender que, em nosso planeta, as primeiras lições do Reino foram dadas na infância da Humanidade, período no qual os laços entre o Espírito e a carne eram ainda estreitos, daí o predomínio dos centros de força baixos (chacras básico e genésico), motivados pelos instintos animalescos da sobrevivência física. Como uma obra de arte da Natureza e da arquitetura da Criação, o corpo humano reflete na sua estética fisiológica toda a sua trilha espiritual percorrida nesses milênios de história; ela possui um significado simbólico, esotérico, que vai muito além das suas magníficas e bem projetadas funções orgânicas. No seu desenho estético, sobretudo quando de braços abertos e olhar para o infinito, expressa sua angústia existencial e o inevitável grito de socorro às forças divinas superiores tomando a forma escultural de uma cruz. Esta é a nossa característica essencial, o emblema da dor sacrificial que representa o compromisso supremo no qual o Espírito deve superar a carne. Nos corpos primitivos, porém, a postura crucial oscila nos graus inferiores da escala e não alcança a posição ereta em função do peso horizontal da influência animal. É o início da verticalização da consciência, uma longa trajetória, de zero a noventa graus, projetada no tempo existencial de muitas encarnações. Em “Os Exilados da Capela”&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;, de Edgard Armond encontramos a confirmação dessa verticalização consciencial explicada pela adaptação do perispírito ao corpo físico e vice-versa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Os atlantes primitivos da 4ª Raça-Mãe, que vieram em seguida, eram homens de elevada estatura, com a testa muito recuada; tinham cabelo solto e negro, de secção redonda, e nisto diferiam dos homens que vieram mais tarde, que os possuíam de secáão ovalada; suas orelhas eram situadas bem mais para trás e para cima, no crâneo.&lt;br /&gt;A cabeça do perispírito ainda estava um tanto para fora, em relação ao corpo físico, o que indicava que ainda não havia integração perfeita; e na raiz do nariz havia um “ponto” que no homem atual corresponde à origem do corpo etéreo (não confundir com a glândula hipófise, que se situa muito mais para dentro da cabeça, na sela turca.&lt;br /&gt;Esse “ponto” dos atlantes, separado como nos animais, nos homens atuais coincide no etéreo e no denso, perfeitamente integrados no conjunto psico-físico e essa separação dava aos atlantes uma capacidade singular de penetração nos mundos etéreos, e permitiu que desenvolvessem amplos poderes psíquicos que, por fim, degeneraram e levaram à destruição do continente.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Nos atlantes dos últimos tempos, entretanto, quando habitavam a Poseidônia, após os afundamentos anteriores, esses dois “pontos” já se haviam aproximado, dando a eles plena visão física e desenvolvimento dos sentidos.&lt;br /&gt;Nesse continente a primeira sub-raça – romahals – possuía pouca percepção e pequeno desenvolvimento de sentimentos em geral, mas grandes possibilidades de distinguir e dar nome às coisas que viam e ao mesmo tempo agir sobre elas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Foi a sub-raça que desenvolveu os rudimentos da linguagem e da memória, conhecimentos anteriormente esboçados e interrompidos na Lemúria por causa do afundamento desse continente, eplo mesmo motivo da degradação moral. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Das outras sub-raças, os Travlatis desenvolveram o animismo e o respeito aos pais e familiares. Iniciaram os governos organizados e adquiriram experiências sobre administração, bem como de nações separadas e de governos autônomos, formando assim os padrões e modelos da civilização pré-histórica que chegam até o nosso conhecimento atual.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Os atlantes eram homens fortes, alentados, de pele vermelha-escura ou amarela, imberbes, dinâmicos, altivos, e excessivamente orgulhosos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Desde que se estabeleceram como povos constituídos neste vasto continente, iniciaram a construção de um poderoso império onde, sem demora predominaram a rivalidade intestina e as ambições mais desmedidas de poderio e de dominação. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Por outro lado desenvolveram faculdades psíquicas notáveis para sua época, que passaram a aplicar ao serviço dessas ambições inglórias; e, de tal forma se desenvolveram suas dissensões, que foi necessário que ali descessem vários Missionários do Alto para intervir no sentido de harmonizar e dar diretrizes mais justas e construtivas às suas atividades sociais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Segundo consta de algumas revelações mediúnicas ali encarnou duas vezes, sob os nomes de Anfion e Antúlio, o Cristo Planetário, como já o tinha feito, anteriormente, na Lemúria, sob os nomes de Numú e Juno e como faria, mais tarde, na India, como Khrisna e Budha e na Palestina como Jesus. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Porém triunfaram forças inferiores e a tal ponto se generalizaram os desentendimento entre os diferentes povos, que impôs-se a providência da separação de grandes massas humanas mormente entre romahals, turanianos, mongóis e travlatis, refluindo parte deles para o Norte do continente de onde uma parte passou à Ásia, pela ponta ocidental do Alaska, localizando-se principalmente na China e outra parte alcançou o Continente Hiperbóreo, situado, como já vimos, nas regiões árticas, ao Norte da Europa, que nessa época apresentavam magníficas condições de vida para os seres humanos. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;No seio da grande massa que permaneceu na Atlântida, formada pelas outras três sub-raças Toltecas, Semitas e Akádios, o tempo do seu transcurso milenário, assinalou extraordinários progressos no campo das atividades materiais conquanto semelhantemente ao que já sucedera no Oriente, as sociedades desses povos tinham se deixado dominar pelos instintos inferiores e pela prática de atos condenáveis, de orgulho e de violência&lt;br /&gt;Assim, lamentavelmente degeneraram comprometendo sua evolução. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Lavrou entre eles tão terrível corrupção psíquica que, como conseqüência, ocorreu novo e tremendo cataclismo: a Atlântida também submergiu. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Os arquivos da história humana não oferecem aos investigadores dos nossos dias documentação esclarecedoras e positiva desse acontecimento, como aliás também sucede e ainda mais acentuadamente, em relação à Lemúria; e por isso é que esses fatos tão importantes e interessantes para o conhecimento da vida planetária, estão capitulados no setor das lendas.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, até mesmo o relato do filósofo grego Platão (428-347 aC) enfatiza o aspecto lendário, afirmando inclusive que ali reinava a paz entre os dez monarcas descendentes de Posidon e que o continente sucumbiu por uma catástrofe “natural”. Segundo Platão, nos seus Diálogos entre Timeu e Crítias, essa história foi revelada ao ateniense Sólon, 200 anos antes, pelos sacerdotes egípcios de Sais, que a transmitiu oralmente aos seus discípulos gregos. Ainda sobre as manifestações das primeiras raças em nosso planeta, vejamos como o Espírito de João Evangelista&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; descreve o aparecimento da espécie humana na Terra. A descrição mediúnica, no seu tradicional estilo simbólico, repleto de metáforas, é uma descrição da nossa lenta evolução anímica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ (..) Donde havia saído o homem? Qual tinha sido o princípio da sua formação e de seu desenvolvimento? Veio diretamente do pensamento de Deus ou levantou-se do pó por uma série de transformações sucessivas?&lt;br /&gt;Meu espírito não o tinha visto, porém minha alma não podia esquecer aquele algo indefinível, que tinha como que adivinhado nos animais superiores. Luz – luz – muita luz- muitíssima luz! Porém a luz reside em Deus.&lt;br /&gt;Eu tinha visto, e via vegetais como minerais e minerais como vegetais e vegetais como animais, homens que participavam alguma coisa do homem. Meu espírito estava cego; e que confiança merece a vida de um pobre cego?&lt;br /&gt;Eu via o homem, e via nele o sentimento, a vontade e a luz; via o animal, e via nele a sensação, o impulso e o instinto; via o vegetal, e via nele a tendência para a conservação. E perguntava a mim mesmo:&lt;br /&gt;O sentimento e a vontade e a luz são criações independentes e primitivas ou são uma criação única, já modificada ou transformada?&lt;br /&gt;E, ao pensar que os três caracteres distintivos da natureza humana poderiam confundir-se em sua raiz, acudiu fugitivamente à minha alma a idéia de que podia ser a unidade, a identidade, o limite de sua depuração. E perguntava a mim mesmo:&lt;br /&gt;São, porventura, o sentimento, a sensação depurada e transformada – a vontade, o impulso depurado e transformado? Serão, porventura, o sentimento e a sensação, a vontade e o impulso, a luz e o instinto – depurações e transformações daquela tendência para a conservação iniciada no organismo vegetal?&lt;br /&gt;Ignoro; não sei; não quero; não posso não me atrevo a sabê-lo; porque Deus pôs um véu entre o seu segredo e os olhos do meu espírito. Minha alma nada sabe acerca do princípio e do nascimento do homem”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa primeira etapa da constante transformação físico-anímica, através de raças-padrão e várias sub-raças, surgiram na Terra três protótipos sociais humanos básicos, cada qual realizando as primeiras descobertas da sua individualidade:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O tipo Humanóide (Australopithecus, de 3 milhões de anos), ainda bastante horizontal, uma transição entre os primatas e os humanos . Eram seres ainda muito rudes, de inteligência e hábitos grosseiros, cuja finalidade era a satisfação impulsiva das necessidades básicas: alimentação, sono, sexo, abrigo. Sua marca defensiva era a brutalidade e o egoísmo levado ao extremo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O tipo Anímico (do Homo Habilis, de 2 milhões de anos, ao Homo Erectus, de 1 milhão anos), mais humano e ereto; mais sensível e curioso do que o anterior, observador da Natureza; fascinado pelos fenômenos exteriores, aprendeu a fazer o fogo e a render homenagem às forças naturais. Para ele o Universo era um ambiente de magia, povoado de espíritos que animavam todas as coisas. Era o princípio de religiosidade e da arte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;E o tipo Tribal (do Homo Sapiens de 100 mil anos ao Homo Sapiens-Sapies de 37 mil anos), que marca a fase de transformação biológica e mental entre o Homo Sapiens e o Homo Faber atual, acumulando as experiências que vão culminar na descoberta da agricultura, da pecuária, da indústria e do comércio de trocas naturais. No aspecto sociológico ocorre a lenta transformação do clã em direção a um tipo de organização mais complexa e necessária aos novos tempos&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assim como as necessidades básicas do homem são a fome e o amor, assim também as funções básicas da organização social se resumem na provisão econômica e na sobrevivência biológica; uma caudal de crianças é tão necessária como a continuidade do alimento. Às instituições que objetivam o bem-estar material e a ordem política, a sociedade sempre acrescenta instituições cujo fim é a perpetuação da espécie. Até que o Estado se tornasse a fonte central e permanente da ordem, o clã tomou a si a delicada tarefa de regular as relações entre os sexos e as gerações; e mesmo depois de estabelecido o Estado, o governo essencial da humanidade continuou radicado na mais profunda de todas as instituições históricas – a família.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;É de todo improvável que as primeiras criaturas vivessem em famílias isoladas, mesmo no estágio da caça; porque a inferioridade” do homem quanto aos órgão de defesa teria deixado tais famílias entregues à voracidade das feras. Em regra, na natureza, os organismos mais pobremente dotados de defesa individual vivem em grupos, e tiram da ação conjunta os meios de sobreviver num mundo enxameante de garras, presas e couros impenetráveis. Evidentemente foi assim que o homem; salvou-se pela solidariedade do grupo. Quando as relações econômicas e a dominação política substituíram o parentesco como princípio de organização social, o clã perdeu sua posição na subestrutura da sociedade; embaixo foi suplantado pela família e pelo alto Estado. O governo tomou a si o problema de manter a ordem , e a família assumiu a tarefa de reorganizar a indústria e assegurar a perpetuidade da raça”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Na transformação evolutiva da espécie humana encontramos como fator essencial a conquista crescente e vertical da consciência, bem como a sua principal ferramenta de ação, que é a inteligência. Segundo as pesquisas da Antropologia, num longo período de 1 milhão de anos as espécies humanóides e humanas das quais descendemos realizaram nesse campo poucas conquistas significativas, que mudaram os rumos da nossa experiência social: o domínio do fogo e a agricultura, nos tempos pré-históricos; e as revoluções tecnológicas contemporâneas da mecanização industrial e a informática. Todas elas estiveram ligadas aos processos produtivos e sempre impulsionadas pela Lei do Trabalho. Outra curiosidade é que os intervalos de tempo entre essas descobertas eram imensos inicialmente e, na medida que foram despontando novas necessidades sociais e novas inteligências, foram diminuindo entre uma e outra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolução do Fogo (100 mil aC) e a Revolução Agrícola (10 mil aC): 90 mil anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolução Agrícola e a Revolução Industrial (1760 dC): 12 mil anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolução Industrial e a Revolução da Macro-Informática (1950): 216 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Macro Informática e a Micro-Informática Digital (1976): 26 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Micro- Informática e a Revolução Biogenética (1980): 4 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mostra que as conquistas tecnológicas, ligadas às inteligências objetivas do Homem, entrarão nos próximos séculos num processo irreversível de esgotamento. As descobertas serão cada vez mais rápidas e as soluções cada vez mais práticas. Os problemas da objetividade social humana, basicamente as doenças psicossomáticas e vícios do consumismo, vão desaparecer e já causam certa preocupação nas cabeças filosóficas quanto às questões do trabalho e da sobrevivência. Questionam eles: se não houver mais problemas a serem solucionados, viveremos no completo ócio?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Outra impressão paradoxal, muito comum diante dessas mudanças, é a de que quanto mais dispomos de informações, menos domínio temos sobre o conhecimento. Diante de tanta sabedoria disponível nunca nos sentimos tão ignorantes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Lembrando as teorias de Marshal Mcluhan&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;, a maioria dessas tecnologias foi criada para funcionar como extensões mecânicas do corpo humano, isto é, dos impulsos elétricos do cérebro. Esses mecanismos são efeitos das inteligências voltadas para o mundo bidimensional da matéria e para as comodidades exteriores da experiência humana. Na perspectiva materialista, as soluções de todos os problemas estariam apenas nesse campo tecnológico refletido pelos paradigmas cérebro, esquecendo-se que os problemas de ordem subjetiva estão apenas começando a dar os primeiros sinais de um longo caminho a ser percorrido. As inteligências subjetivas (interpessoal e intrapessoal), invertendo o seu percurso racional para o caminho emocional, pela verticalização ou interiorização, também darão novos rumos para as inteligências objetivas. O conhecimento e suas expressões no campo das artes e da ciências sofrerão profundas transformações nas suas estruturas e manifestações. Segundo o filósofo italiano Pietro Ubaldi, nos próximos milênios surgirão novos paradigmas do universo mental e que só poderão ser compreendidos e sintetizados pela faculdade da intuição. Esta será a pedra fundamental, a antena básica, o censor mais imediato e acessível para navegarmos no ainda desconhecido oceano universal do Espírito. Como os morcegos e golfinhos, ainda mergulhados no microcosmo de Ego, os primeiros seres humanos da Nova Idade Cósmica, ingressarão nesse universo praticamente cegos e se guiarão nessa escuridão espiritual pelos sinais do próprio esforço que emitirem. A claridade que buscam não será mais revelada pelos sentidos físicos ou pela razão, pois estas já atingiram os seus limites; a claridade só será atingida através da leitura emocional, pela transformação gradual dos sentimentos, cujas chaves abrirão as portas do Sexto e do Sétimo Sentidos e todas a suas conseqüências naturais. Todas as demais faculdades despertadas por essas novas experiências, e que nos permitirão fazer a leitura desses novos ambientes, serão extensões da intuição. Um exemplo: assim como a visão bidimensional é um fenômeno físico captado pelo cérebro, a supervisão multidimensional será um fenômeno metafísico, captado pela mente, pela crescente sensibilidade entuitivo-sensitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATLE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"O grande chefe de Washington mandou dizer que deseja comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e sua benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Porém, vamos pensar em tua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande chefe em Washington pode confiar no que o chefe Seatle diz, com a mesma certeza com nossos irmãos brancos podem confiar na alternação das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas - elas não empalidecem". Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é-nos estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água. Como podes então comprá-los de nós?&lt;br /&gt;Decidimos apenas sobre o nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias arenosas, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual a outro. Porque ele é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de exauri-la, ele vai embora. Deixa para trás o túmulo dos seus pais, sem remorsos de consciência. Rouba a terra dos seus filhos. Nada respeita. Esquece a sepultura dos antepassados e o direito dos filhos. Sua ganância empobrecerá a terra e vai deixar atrás de si os desertos. A vista de suas cidades é um tormento para os olhos do homem vermelho. Mas talvez isso seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende. Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem um lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem da primavera ou o tinir das asas de insetos. Talvez por se um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é para mim uma afronta contra os ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo, à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho da água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho. Porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar - animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo ele é insensível ao seu cheiro. Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição. O homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser certo de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso do que um bisão que nós, os índios, matamos apenas para sustentar nossa própria vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, os homens morreriam de solidão espiritual porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo está relacionado entre si. Tudo que fere a terra fere também os filhos da terra. Os nossos filhos viram seus pais serem humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, e envenenam seu corpo com alimentos doces e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas horas, até mesmo uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que tem vagueado em pequenos bandos nos bosques, sobrará par chorar sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso. De uma coisa sabemos que o homem branco talvez venha um dia a descobrir: - O nosso Deus é o mesmo Deus! - Julgas, talvez, que o podes possuir da mesma maneira como desejas possuir a nossa terra. Mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira. E quer bem igualmente ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. E causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo seu Criador. O homem branco também vai desaparecer talvez mais depressa talvez mais depressa do que as outras raças. Continua poluindo tua própria cama, e hás de morrer uma noite, sufocado nos teus próprios dejetos! Depois de abatido o último bisonte e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, e quando as colinas escarpadas se encherem de mulheres a tagarelar - onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará o adeus à andorinha da torre e à caça, o fim da vida e o começo da luta para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez compreenderíamos se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar os desejos para o dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos, temos de escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos, é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os últimos dias conforme desejamos. Depois do último homem ter partido e a sua lembrança não passar de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças como era a terra quando dela tomaste posse. E com toda tua força, o teu poder, e todo o teu coração - conserva-a para teus filhos e ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Carta do Cacique Seatle, da tribo Duwamish, do Estado de Washington, para o Presidente Franklin Pierce, dos Estados Unidos, em 1855, depois de o governo ter dado a entender que pretendia comprar o território da tribo).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;SEGREDO DO CORPO HUMANO VERTICAL&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;“O homem é, entre todos os seres vivos da natureza, o único de andar ereto. A sua espinha dorsal, vertical, forma ângulo reto com plano horizontal da Terra. O mineral não tem atitude certa; a sua atitude é neutra, porque o mineral se acha no ínfimo grau de evolução.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;A planta tem atitude vertical, mas em sentido inverso à do homem, porque está com a cabeça voltada para a Terra, donde tira a sua nutrição mediante a “boca” das raízes; seus órgãos de reprodução, as flores e sementes, acham-se voltados em sentido contrário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;O animal tem a coluna vertebral paralela ao plano horizontal da terra, porque a sua antena perceptora, os nervos da medula espinal, é dominada pelas forças telúricas, que correm de polo a polo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Só o corpo humano, completando o círculo entre a vertical invertida e a vertical ereta, está com a parte superior da sua antena sensível, o cérebro, voltada para as regiões infinitas da luz cósmica, enquanto os seus órgãos sexuais, de finalidade apenas telúrica, vão em sentido contrário, o pleni-oposto à planta e o semi-oposto ao animal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Porque essa total ereção da coluna vertebral rumo às alturas? Porque, no homem, o cérebro não é simplesmente a continuação da medula espinal, como acontece no bruto. No homem, o cérebro tem uma função diferente da dos nervos da coluna vertebral, razão porque a evolução do corpo humano, como já vimos, leva sete vezes mais tempo do que qualquer animal. No homem o cérebro tem a função específica de captar as vibrações sutis do mundo superior, que escapam à antena nérvea vegetal ou animal, as ondas cósmicas do Infinito. A verdadeira grandeza do homem não está na zona material (sentidos), nem do mental (intelecto), mas sim do espiritual (razão). Por esta razão, o homem, na fase de transição do período-mental (sensitivo-intelectivo) para a fase espiritual (racional) sentiu dentro de si a necessidade de erguer a sua antena nérvea cerebral às alturas, enquanto a parte oposta da coluna vertebral, terminando no cocxis, aponta para as baixadas terrestres.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Entre o cocxis e a medula oblongada, que une a coluna vertebral ao cérebro, existem mais quatro outros centros nérveos de função peculiar, a saber: o sacro, o lombar, o dorsal e o cervical, cada uma das quais capta determinadas vibrações, conforme a sua capacidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Lemos no Gênesis que, quando a serpente havia induzido o homem a comer do “fruto do conhecimento”, foi ele expulso do Édem, e a serpente foi condenada a “rastejar sobre o seu ventre e comer do pó da terra” – expressão simbólica para dizer que a inteligência, anterior ao advento da razão, não estava ainda em condições de se erguer verticalmente rumo ao Infinito, mas tinha de nutrir-se das substâncias e energias telúricas. De fato, o homem, no seu estágio físico-mental, rasteja ao solo e nutre-se do “pó da terra”, isto é, daquilo que os sentidos e o intelecto podem perceber e conceber no plano horizontal da presente evolução.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Quando, porém, a serpente, o lúcifer ou “porta-luz” do intelecto começou a vislumbrar, em longínquos horizontes, o despontar da Razão, a “luz do mundo”, procurou erguer gradualmente a sua antena heliotrópica, e a coluna vertebral do homem em vésperas de racionalização espiritual ergueu às alturas a sua parte mais sensível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Entretanto, até hoje não se completou essa evolução racional iniciada há muitos milênios. Por ora, a nossa antena vertebral ainda está ligada à terra, pela parte inferior. Dia virá em que nos desprenderemos totalmente da gravitação material da terra, como acontece com as pessoas nas quais a razão cósmica prevalece sobre o intelecto telúrico, e como aconteceu com o Cristo quando se transfigurou, quando ressuscitou e quando ascendeu aos céus.&lt;br /&gt;O mineral está totalmente dominado pela lei da gravitação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;A planta , demandando as alturas, tenta emancipar-se da gravitação terrestre, mas não o consegue totalmente, porque necessita do solo para sua subsistência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;O animal, locomovendo-se livremente de cá para lá, quebrou parcialmente a lei da gravitação, ou fixação a um determinado lugar, mas não a derrotou plenamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;O homem, além de locomover seu corpo como o animal, atingiu maior libertação pelo intelecto, e máxima pela razão. Quando a razão atingir o apogeu da sua evolução, dominará ela totalmente o corpo e o homem será emancipado da lei da gravitação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;O simbolismo da verdade acima exposta aparece na figura da cruz: combinação da horizontal e da vertical, isto é, do homem completo, do homem cósmico. A cruz, expressão da vida eterna.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;A barra horizontal sem tronco vertical ficaria rente à terra, acima da qual não poderia elevar-se por forças próprias, sujeita como está pela lei da gravitação – essa barra é, por assim dizer, a serpente rastejante do homem físico-mental. Mas quando essa horizontal se unir a vertical e por ela for sustentada acima da lei da gravidade material – quando a Razão divina sublimar o intelecto humano – então essa mesma “serpente rastejante” presa ao solo, essa “serpente ígnea” (1) que mordia e matava o homem quando viajor no deserto da sua evolução físico-mental, será “erguida às alturas”, e quem olhar com fé para essa “serpente sublimada”, será salvo das mordeduras da “serpente rastejante”. O Cristo da Razão salvará o homem do lúcifer do intelecto! Mas esse Cristo não teria vindo se o lúcifer não lhe preparasse os caminhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;O fato de o Cristo se comparar com aquela erguida às alturas , aludindo ao episódio do deserto da península arábica, nos dá a chave para o maior mistério da evolução telúrico-cósmica do homem, chave que nem a teologia eclesiástica, nem a ciência evolucionista, souberam compreender devidamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;O fato de ter o divino Lógos realizado a redenção do seu Jesus humano, esse grandioso símbolo horizontal-vertical é por si só o mais estupendo poema de filosofia cósmica e mística que já se tenha escrito no mundo: o Lógos que se fez carne, para que a nossa carne se fizesse Lógos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;O próprio corpo humano lembra uma cruz, cujo tronco representa a vertical e os braços são a horizontal. No topo da “árvore da vida” está o cérebro – mas a sua evolução cósmica está apenas no princípio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Diante do homem da Era Atômica se abrem ilimitadas possibilidades de evolução ascensional – suposto que ele não se estabilize no horizontalismo das suas conquistas intelectuais, nem, por outro lado, abandone as conquistas da física pelos anseios da metafísica, mas souber unir o poder do seu lúcifer intelectual com o poder do seu Cristo racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Huberto Rohden. Lúcifer e Logos – Ed. Alvorada&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Relebramos que “seraph” (plural: seraphim), em hebraico quer dizer “serpente”, como também “fogo”, ou “ardente” – ou seja, “serpente ígnea”. O homem do Édem foi tentado por um “seraph”, idêntico a lúcifer ou serpente. O homem no deserto foi mordido pelos “seraph(im)”. O homem do deserto desta vida terrestre, depois de expulso do Édem da sua inconsciência primitiva, é tentado e mordido pela “serpente ígnea” do intelecto, e enquanto não cravar os olhos, cheios de fé e confiança, na “serpente sublimada” do Cristo, o intelecto espiritualizado pela razão, não encontrará redenção dos dolorosos problemas creados pela serpente rastejante do intelecto – esse intelecto cuja função peculiar é crear os problemas da vida, mas que não pode solver. Quem os solve é a Razão, o Lógos, o Cristo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Segundo Armond, na sua “Iniciação Espírita” o contimente da Lemúria desapareceu sob as águas 700 mil anos antes do alvorecer da Idade Terciária. Seus habitantes eram homens escuros, robustos, peludos, de braços longos, muito parecidos ainda com os símios. Já o nome Atlântida refere-se a Atlas, o primeiro rei dos atlantes, simbolizado em seu poderio político pela mitologia grega carregando o mundo sobre os ombros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Capítulo XV. Editora Aliança.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Espanha, março de 1871, in “Roma e o Evangelho”, organizado por D..J. Amigó y Pellícer. FEB Editora&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Will Durant - Nossa Herança Oriental –Record&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Os meios de comunicação como extensões do Homem. Editora Cultrix.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-1653300986547286736?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/1653300986547286736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/1653300986547286736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/o-homem-biolgico-da-pr-histria.html' title='O Homem Biológico da Pré-História'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73wYZe9aSI/AAAAAAAAAUQ/jXOg5uHCKVk/s72-c/Pintores+rupestres.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-6990580550638692669</id><published>2008-02-21T13:06:00.000-08:00</published><updated>2008-02-21T19:05:45.653-08:00</updated><title type='text'>O Homem Teológico da Antigüidade Oriental</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73rU5e9aPI/AAAAAAAAAT4/EXbzHhgFLPE/s1600-h/akhenaton.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169546691551783154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73rU5e9aPI/AAAAAAAAAT4/EXbzHhgFLPE/s200/akhenaton.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73qyZe9aOI/AAAAAAAAATw/WmcJjr41kJk/s1600-h/akhenaton.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;O Faraó Ikhenaton&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Ele erreceferá a chama. Será considerado o pastor de todos os homens. Mal nenhum existirá em seu coração. Quando seus rebanhos são poucos, ele passa o dia a reuni-los, pois estão de coração febril. Ele lhes discernirá o caráter da primeira geração. E destruirá o mal. Suprirá a semente da herança. (...) Onde está esse homem hoje? Dormindo, por acaso? Atenção, o seu poder é invisível. – &lt;strong&gt;Testamento de Ptah-hotep, primeiro-ministro do faraó na Quinta Dianstia, 2880 aC.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem Teológico é o primeiro anúncio profético do Homem Espiritual do futuro. Enquanto o Homem Biológico anunciava o início da postura física vertical, este anuncia os primeiros passos da verticalização espiritual; é o produto mental de uma quinta raça, ainda hoje predominante, mas que será brevemente substituída pela sexta e posteriormente por uma sétima, que será a síntese de todas as anteriores. Segundo a tradição esotérica a quinta raça foi gerada das matrizes arianas, fonte das primeiras civilizações que apareceram nas margens dos grandes rios. Do Nilo surge o Egito, do Tigre e do Eufrates brotam as civilizações da Mesopotâmia, do Ganges nasce a Índia, e dos rios Azul e Amarelo, a China. São sociedades organizadas pelo impulso político de governos teocráticos, onde a religião influencia a tudo e a todos: o poder, o trabalho, a divisão de classes, as categorias profissionais, as artes e as ciências. Os historiadores marxistas definiram esse sistema como um “modo de produção asiático”, vendo o fator econômico como o principal motor dessas civilizações. Mas, culturalmente falando, a religião e a teologia eram as forças predominantes, a base ideológica de todas as peças do sistema: do Estado, da organização social, das relações sócio-econômicas, das ciências e das artes. Esse perfil teológico também é reflexo da aceleração vertical da espinha espírito-dorsal que sofremos desde as rústicas experiências da pré-história. Do período glacial, no qual a espécie humana poderia ter sido extinta se não tivesse dominado a tecnologia do fogo, até os primeiros tempos pré-históricos, ocorre uma considerável elevação do eixo dorsal, sempre em busca do equilíbrio entre o pensar, o sentir e o agir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;A sociedade humana não comportava mais as estruturas do comunismo primitivo; é um momento em que a energia vital que move todos os seres para a evolução desperta em nós um forte egocentrismo e não há mais possibilidade de dividir, sem conflito com o outro, as escassas riquezas de sobrevivência. A competição pela força vai aos poucos sendo substituída pela inteligência. Para administrar a desigualdade e impor a autoridade comum, surge a idéia do Estado-pessoa, uma instituição política cuja abstração só pode ser compreendida quando simbolizada numa figura humana incomum. Essa imagem humana viva é necessária para que cessem as crises de poder e se estabeleça uma nova ordem social. Os monarcas da Mesopotâmia e os faraós egípcios são exemplos típicos dessa nova fase da Humanidade, de homens-deuses, cujas figuras eram erguidas ao altar da sacralização e se apoiavam em poderosos dogmas e superstições mitológicas. A religião organizada serve como suporte político e a ideologia como importante fator de controle social. Os Estados devem ser sempre sustentados por um aparato teocrático-sacerdotal. O clero é um estamento essencial para o exercício da manipulação político-ideológica. Se por um lado a maioria dos religiosos se prestam ao papel de servos do poder, por outro lado surgem, em momento marcantes, figuras um tanto estranhas ao contexto para subverterem a ordem e dar um novo rumo às coisas. Esses homens possuem um grau de consciência que lhes permitem distinguir o ser humano da Natureza e essa distinção se dá pela moral. Eles observam que a Natureza é regida por leis imutáveis e que essas mesmas leis se manifestam nos seres humanos e nos grupos através do comportamento e da moral. A lei de ação de reação que ocorre no plano da física é a mesma que regula o uso da violência e a prática da solidariedade. A lei da polaridade que define a atuação dos elementos contrários – positivo e negativo, claro e escuro, perto e longe, pequeno e grande, etc, no cenário natural é idêntica quando aplicada nos papéis sociais – forte e fraco, masculino e feminino, o bem e mal. Personalidades intrigantes como Zoroastro, Sidartha Gautama (Budha) funcionam nesses tempos remotos como modelos avançados de equilíbrio emocional e inteligência. Essa percepção aguçada que eles possuem sobre as leis da Natureza e do Universo logo se transformam em tratados filosóficos ou motivos de exemplificação vivencial. São legisladores e pedagogos que estabelecem novos paradigmas de comportamento e tudo o que fazem servem como impulso para grandes transformações. Moisés e os profetas hebreus também marcam esse período servindo ao mesmo tempo de modelo de ruptura da cultura politeísta e estabelecimento do monoteísmo como a grande tendência religiosa do futuro. Todas essas grandes inteligências buscam despertar nos homens comuns a idéia de que somos seres divinos e imortais. Suas idéias vão de encontro às necessidades do povo, mas geralmente colidem com os interesses políticos vigentes. É um confronto inevitável no qual raramente houve acordos e cooperação entre as forças em choque. Eram tempos em que a emoção ofuscava a razão. A morte, antes vista como um acontecimento natural, foi adquirindo significados ritualísticos, cuja magia serviu para manipular, para o bem ou para mal, esse medo do desconhecido&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Medo da morte, admiração diante da causa das coisas e dos acontecimentos ininteligíveis, esperança de auxílio divino e gratidão pelo bom que acontece, tudo isso contribui para gerar a fé religiosa. Admiração e mistério ligavam-se em especial ao sexo e aos sonhos, e à misteriosa influência dos corpos celestes sobre a Terra e o homem. Os primitivos maravilhavam-se diante dos fantasmas que viam durante o sono e aterrorizavam-se quando lhes apareciam a imagem de parentes e amigos mortos. Enterravam os mortos a fim de que não voltassem à Terra; com eles enterravam seus pertences e víveres, de medo que viessem perseguí-los; às vezes deixavam o cadáver em casa e mudavam-se; em alguns lugares o corpo era retirado por um buraco aberto na parede e conduzido rapidamente, por três vezes, ao redor da casa, para que o espírito esquecesse a entrada e nunca viesse assombrá-la.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Tais experiências convenceram o homem primitivo de que cada criatura possuía uma alma, ou vida secreta dentro de si, a qual se separava do corpo na doença, no sono ou na morte. ‘Não desperteis ninguém abruptamente’, diz um dos Upanishads da antiga Índia, “porque pode acontecer que a alma não encontre meio de voltar ao corpo”. Não só o Homem, mas todas as coisas tinham alma; o mundo externo não era insensível ou morto, mas intensamente vivo; se não fosse assim, pensava a antiga filosofia, a natureza seria incompreensível, no movimento do Sol, no raio; murmúrio das árvores. O meio pessoal de conceber objetos e eventos precedeu o impessoal e abstrato; a religião veio antes da filosofia. Tal animismo constitui a poesia da religião, e a religião da poesia.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“(...) Havendo concebido um mundo de espíritos, cuja natureza e propósitos ignorava, o homem primitivo procurou propiciá-los, para captar-lhes a benevolência. Ai animismo, que é a essência da religião primitiva, foi adicionada a mágica, que é a essência dos primeiros rituais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(...) O filósofo aceita resignado e de bom grado esta humana necessidade do auxílio ou conforto sobrenatural, e consola-se observando que, assim como o animismo criou a poesia, a mágica gerou a ciência. Frazer demonstrou como as glórias da ciência se radicam nos absurdos da mágica. Porque, como a mágica falhasse muito, o mágico esforçou-se por descobrir causas naturais, a fim de colocá-las a serviço de seus propósitos. Lentamente os meios naturais predominaram, embora o mágico, para preservar sua posição diante do povo crédulo, ocultasse as causas naturais e tudo atribuísse ao milagre. Disso saiu o médico, o químico, o metalurgista e o astrônomo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Outro filho da mágica foi o sacerdote. Gradualmente os sacerdotes foram suplantando o homem comum em conhecimento e habilidade, até que passaram a constituir uma classe especial apta a conduzir as cerimônias religiosas. Por meio da inspiração, do transe ou da prece esotérica, o sacerdote mágico influenciava os espíritos ou deuses e os adaptava aos propósitos humanos. E como esse conhecimento e essa habilidade pareciam aos primitivos amais valiosa de todas as coisas, o poder dos sacerdotes passou a ser tão grande quanto o do Estado; e até nos tempos modernos o sacerdote se vem alternando com o guerreiro na dominação e disciplina do homem comum. A História do Egito, da Judéia e da Idade Média constituem os melhores exemplos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O sacerdote não criou a religião, apenas utilizou-se dela, como o estadista se utiliza dos impulsos e costumes da humanidade; a religião não emerge da invenção, ou da chicana sacerdotal, mas da persistente admiração, do medo, da insegurança, da fraqueza do homem na Terra. O sacerdote causou males, tolerando a superstição e monopolizando certas formas de conhecimento; mas deu aos povos rudimentos da educação, agiu como repositório e veículo da herança cultural da raça, consolou os fracos explorados pelos fortes e tornou-se agente através do qual a religião nutriu a arte e deu auxílio sobrenatural à precária estrutura da moralidade humana. Se o sacerdote não aparecesse, o povo o inventaria.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que nunca aceitamos o fato da morte biológica. Progredimos em muitos aspectos e situações da vida, mas neste terreno ainda patinamos sem sair do lugar. Em todas épocas desenvolvemos formas de fuga e adaptação para encarar o fenômeno que põe fim às nossas existências. Na Pré-história, quando éramos nômades, alguém do grupo morria e o defunto simplesmente ficava para trás, juntamente com os restos das coisas que comemos e da fogueira que acendemos para nos aquecer. Dali seguíamos numa caminhada para o futuro, que era algum lugar onde encontrássemos alimento e abrigo. A idéia de futuro ainda não nos preocupava pois era o somente o dia seguinte e a sensação de segurança era conseguir que o estômago ficasse cheio. O defunto que surgia durante a caminhada não representava nenhum incômodo senão por rápidos e indiferentes olhares de incompreensão e alguns segundos de dúvidas sem respostas que logo abandonávamos juntamente com o cadáver.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mas à medida que a Consciência foi se verticalizando, os defuntos passaram ser objetos de intranqüilidade. Percebemos que com eles morriam também algumas coisas que nos diziam respeito: a memória, as experiências e os sentimentos. A sedentarização da sociedade humano, advinda com a agricultura e da pecuária, e obtida pela necessidade de cuidar das coisas necessárias à sobrevivência que estavam ao nosso redor, deram um novo significado para a morte de membros do grupo. Eles agora também precisam ficar por perto, juntamente com a lavoura e com os animais domésticos. O apodrecimento do cadáver é uma situação incômoda que será solucionada pelo sepultamento na terra e o túmulo vai representar a sua memória, a lembrança simbólica de quando estava vivo. As sepulturas domésticas passam então a ter proporções de necrópoles quando a urbanização passa a ser o meio social comum. Essa relação sagrada que estabelecemos com a morte, para cultivar a memória dos que se foram, quando a sociedade humana torna-se sedentária, mudou o sentido da nossa caminhada para o tempo futuro, deslocando-a do mundo exterior e geológico para o nosso mundo interior e psicológico. Essa inversão de percurso veio acompanhada de um medo irracional pelo desconhecido, representado pela morte do outro. Como entender e aceitar a nossa morte se temos como parâmetro somente a morte do outros? As fugas que empreendemos para adaptar-nos a essa situação contraditória são visíveis nas representações macabras da arte fúnebre gótica da Idade Média, no erotismo barroco da Idade Moderna. Na Idade Contemporânea, com o advento da industrialização e da sociedade de massas, ocorre uma banalização da morte, quando as tragédias que antes causavam escândalos e impactos são reduzidas a notícias repetitivas dos meios de comunicação. Mas a racionalização da vida social e do espaço geográfico novamente transformam os defuntos em objetos incômodos. A morte súbita, que antes causava expectativa e choque, agora pode ser prolongada ou abreviada pela ciência médica. É uma forma de mantê-la distante do ambiente doméstico, pequeno e restrito, nos hospitais e velórios públicos. Dessa forma somos menos atingidos quando alguém morre. As lembranças e a saudade talvez serão mais brandas se não tivermos contato muito íntimo com os defuntos. Como se vê, não progredimos quase nada.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;IKHNATON, O REI HERÉTICO DO EGITO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“No ano 1380 aC., Amenotep III, sucessor de Tutmés III, morreu depois de vida de grande ostentação, sendo substituído pelo seu filho Amenotep IV – ou Ikhnaton. Um busto desse rei, descoberto em Tell-el-Amarna, mostra um perfil de incrível delicadeza, um rosto de poética expressão feminina. Grandes olhos sonhadores, crânio malformado, estatura delgada: um Shelley no trono.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mal subiu ao poder, começou a revoltar-se contra a religião de Amon e as práticas dos sacerdotes. No grande tem[plo da Carnak havia um grande harém, pretensamente destinado aos deus, mas na realiodade destinao aos sacerdotes. O jovem imperador, cuja vida era um modelo de fidelidade comjugal, não aprovou aquela sagrada prostituição; o sangue dos carneiros sacrificados a Amon ofendia-lhe o olfato; e a traficância sacerdotal dos amuletos e rezas, bem como o uso que faziam do oráculo de Amon para manter o obscurantismo e a corrupção, provocaram-lhe náuseas. ‘Mais perversidade há nas palavras dos sacerdotes’, disse ele, ‘do que em quantas ouvi até o ano IV’ (do seu reinado); ‘Mais perversas são elas do que as que Amenotep II ouviu.’ Seu espírito jovem voltou-se contra a sordidez em que a religião e o povo haviam caído; Ikhnaton abominava a indecorosa riqueza dos templos, bem como o crescente mercenarismo hierárquico da vida egípcia. Com audácia de poeta, lançou seus compromissos ao vento e corajosamente anunciou que todos aqueles deuses e cerimônias não passavam de vulgar idolatria e o deus era um só: Aton.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Como Akbar na Índia 30 séculos depois, Ikhnaton viu a divindade no sol, a fonte do calor e da luz. Não temos elementos para afirmar que adotasse essa idéia da Síria, ou que Aton fosse uma simples forma de Adônis. Qualquer que seja a sua origem, o novo deus ocupava a alma do rei; e chegou a fazê-lo mudar de nome; em vez de Amenotep, passou a Ikhnaton, com o significado de ‘Aton está satisfeito., e,recorrendo a velhos hinos e poemas monoteísticos publicados no reinado precedente, escreveu cantos apaixonados. (Sob o governo de Amonotep III os arquitetos Suti e Hot inscreveram um hino monotéista ao sol sobre uma estela que atualmente se encontra no Museu Britânico. Era costume antigo no Egito dirigir-se ao deus sol, Amon-Ra, não somente como ao maior deus, mas simplesmente como o deus do Egito).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(...) Mas a reforma de Ikhnaton, o seu monoteísmo naturalista, era muito avançado para os tempos, e falava sobretudo ao intelecto; vinha, pois, ofender gravemente as velhas superstições politeístas de raízes profundas no povo. Tivesse ele mais maturidade de espírito, não forçaria a transição. Ikhnaton, porém, era mais poeta do que filósofo; e, com Shelley ao anunciar aos bispos de Oxford a demissão de Jeová, sonhou o Absoluto e tentou destruir de um golpe toda a velha estrutura religiosa do povo. Despejou e fastou a opulenta classe dos sacerdotes e proibiu a adoração das velhas divindades. A raspagem nos monumentos das sílabas A-mon no nome de seu pai, Amenotep III, pareceu ao povo a maior das impiedades; porque nada era tão importante par os egípcios como a adoração dos ancestrais. Ikhnaton não avaliou devidamente a força e a pertinácia dos sacerdotes, e admitiu no povo uma capacidade de compreensão do novo credo que não existia. Nos bastidores os sacerdotes começaram a conspirar, e às ocultas o povo persistia na adoração dos antigos e inumeráveis deuses. Cem ofícios e profissões parasitários das velhas crenças murmuravam em segredo contra o herético. No próprio palácio, ministros e generais não escondiam seu ódio ao rei, e rezavam pela sua queda. Não estava ele deixando o Império cair aos pedaços?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Enquanto isso o jovem poeta vivia na simplicidade e na confiança. Tinha sete filhas e nenhum filho; e apesar de pela lei estar autorizado a gerar um herdeiro em outra esposa, preferiu ser fiel a Nefertite. Uma pequenina obra de arte chegou até nós e mostra-nos Ikhnaton abraçando a rainha; ele permitia que os artistas o representassem andando de carro pelas ruas, recreando-se alegre em companhia da esposa e das crianças; nas cerimônias públicas Nefertite sentava-se ao seu lado, pegando-lhe a mão, enquanto as crianças brincavam aos pés do trono. Ikhnaton falava da esposa como ‘Senhora da Felicidade’, a cuja voz o rei se rejubila’ e para o juramento usava desta fórmula: ‘Como meu coração é feliz na Rainha e seus filhos.’ O reinado de Ikhnaton foi um interlúdio de ternura na epopéia de poder no Egito. Súbito chegam notícias da Síria. As conquistas dos faraós no Oriente estavam sendo roubadas pelos hititas e outras tribos guerreiras; os governadores nomeados pelos governos egípcios clamavam pela imediata remessa de reforços; Ikhnaton hesitou. (...) Sobreveio o caos na administração interna. Ikhnaton viu-se sem dinheiro e sem amigos. Todas as colônias se revoltaram e todas as forças do Egito se puseram contra ele, na expectativa de sua queda. Estava Ikhnaton nos seus 30 anos quando em 1632 aC., faleceu de desgosto diante do fracasso da sua obra e da indignidade da sua raça.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Will Durant - História da Civilização - A Nossa Herança Oriental- Editora Record&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Will Durant. Métodos da Religião, in Elementos da Civilização- Nossa Herança Oriental.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;2. Idem. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-6990580550638692669?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/6990580550638692669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/6990580550638692669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/o-homem-teolgico-da-antigidade-oriental.html' title='O Homem Teológico da Antigüidade Oriental'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73rU5e9aPI/AAAAAAAAAT4/EXbzHhgFLPE/s72-c/akhenaton.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-1166891471333247989</id><published>2008-02-21T12:53:00.000-08:00</published><updated>2008-02-21T19:06:27.906-08:00</updated><title type='text'>O Homem Racional Greco-Romano</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73nEJe9aMI/AAAAAAAAATg/Qi5mPpcAdZs/s1600-h/Pensadores+Gregos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169542005742463170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73nEJe9aMI/AAAAAAAAATg/Qi5mPpcAdZs/s400/Pensadores+Gregos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Zenon, Pitágoras, Sócrates, Platão e Apolonio de Tiana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não podemos aproximar-nos de Deus a ponto de alcançá-lo com a nossa vista e tocá-lo com nossas mãos... Pois Deus não possui uma cabeça ligada ao tronco, e de seus ombros não pendem dois braços como se fossem galhos; não tem pés, nem joelhos, nem partes peludas. Não; ele é só espírito, sagrado e inefável espírito, a lançar por todo o universo a rápida faísca dos pensamentos.” - Empédocles&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O percurso do Homem Biológico ao Homem Teológico caracterizou-se inicialmente pela descoberta do próprio corpo e uma profunda integração mágica com a Natureza, até que esses traços de comportamento recebessem um tratamento místico e fossem transformados em rituais dogmáticos das práticas sacerdotais. Essa fase entre a infância da Humanidade até o início da sua adolescência, na quinta raça, seria rompida quando os povos da Antiguidade atingissem o seu zênite existencial. Este é o momento em que a Ásia será substituída pela Europa como centro da Civilização, quando o pêndulo do tempo humano marca a decadência do Oriente e a lenta ascensão histórica do Ocidente. O cenário dessa mudança é a Península Balcânica, especificamente a Grécia, que será a depositária da maioria dos conhecimentos e experiências das civilizações das raças atlantes (civilização creto-micêncica). &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir do século XX a.C. , chegam as primeiras levas migratórias das tribos arianas. Ali vai acontecer uma das mais fascinantes transformações da natureza humana, a descoberta da psiquê, na qual o Homem vai perceber o sentido original das coisas e de si mesmo. Através dela vai estabelecer-se a relação dialética entre o ser e o objeto de sua observação, diferença esta que fez dos gregos seres humanos diferentes dos egípcios e mesopotâmios. Para eles o mundo estava dividido entre os helenos, homens livres e autônomos, e os homens “bárbaros”, escravos dos outros porque eram escravos de si mesmos; porque não possuíam auto-estima, senso de dignidade e não valorizavam o livre-arbítrio. Os primeiros gregos acreditavam, portanto, que não eram pessoas comuns e que descendiam dos deuses. Ao julgar os erros da humanidade e decidir o destino dos homens, Zeus, o pai de todos os deuses, escolheu o justo Deucalião e sua virtuosa esposa Pirra para garantir a perpetuação da Humanidade. Os gregos são descendentes de Heleno, um dos filhos de Deucalião. Essa é a forma como essa civilização observa o mundo e as coisas, medindo a tudo e a todos pela régua do ponto de vista antropológico. Para eles, até mesmo os deuses do Olympo eram homens, cujos defeitos e virtudes teciam as tramas do destino humano. Se o Homem é a medida de todas as coisas, a medida mais verdadeira é a razão, que é a virtude (aretê) essencial, para eles , mais confiável e menos suspeita. É por isso que na mitologia grega encontramos todas as referências possíveis e imagináveis da cultura humana atual. Se o judaísmo deu início à nossa ética e à preocupação com às nossas origens e o destino; se o cristianismo potencializou os nossos valores, sentimentos e emoções, no helenismo está toda a síntese do nosso pensamento&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;“Excetuando a maquinaria, com dificuldade encontramos algo secular em nossa cultura que não tenha vindo da Grécia. Escolas, ginásios, aritmética, geometria, história, retórica, física, biologia, anatomia, higiene, terapia, cosméticos, poesia, música, tragédia, comédia, filosofia, teologia, agnosticismo, ceticismo, estoicismo, epicurismo, ética, política, idealismo, filantropia, cinismo, tirania, plutocracia, democracia: todas são palavras gregas para designar formas de cultura raramente originadas, mas quase sempre amadurecidas, para o bem ou para o mal, pela exuberante energia dos gregos. Todos os problemas que hoje nos preocupam – o desflorestamento e a erosão do solo; a emancipação da mulher e a limitação da família; o conservantismo dos estabelecidos e o experimentalismo dos deslocados, na moral, na música e no governo; as corrupções da política e as perversões da conduta; o conflito entre a religião e a ciência e o enfraquecimento dos esteios sobrenaturais da moralidade; as guerras de classes e de nações e continentes; as revoluções dos pobres contra o poder econômico dos ricos, e dos ricos contra o poder político dos pobres; as lutas entre a democracia e a ditadura, entre o individualismo e o comunismo, entre o Oriente e o Ocidente – todos esses problemas agitaram, como que a nos dar uma lição, a brilhante e turbulenta vida da antiga Hélade... Não há nada na civilização grega que não ilumine a nossa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos agitados tempos de ocupação migratória da Península Balcânica, do longínquo século XX, antes de Cristo, até o século V, de Péricles, o homem descobriu que era Homem, que na sua imagem, refletida no olhar sobre si mesmo, está a sua semelhança com Deus. Conta a historiografia que os aqueus, os eólios e algum tempo depois os jônios, penetraram na região que seria o novo centro mundo através de uma integração pacífica com os povos autóctones, os pelágios. Mais tarde eles absorveram admiravelmente importantes elementos culturais da lendária sociedade da Ilha de Creta, dando origem à civilização creto-micênica. A última leva migratória veio com a força destruidora dos dórios, cuja índole guerreira provocou a primeira dispersão dos povos gregos pelo Mediterrâneo. Essa primeira diáspora, iniciada pelo arrasamento das cidades, empurrou as gentes para a vida rural, longe dos perigos do litoral, dando origem ao Genos, a base social mais antiga da grande Hélade. Esses pequenos núcleos familiares dirigidos por um chefe clânico, o Pater Famílias, se espalharam por toda aquela complexa e atraente paisagem, tornando-se o eixo fundamental da civilização helênica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O universo geográfico da Grécia continua, desde a antiguidade, um grande espetáculo natural, uma trama de acidentes físicos que ainda seduz os olhos de qualquer viajante A parte continental exibe um suntuoso relevo de montanhas e vales quase impenetráveis, protegidos por abismos de pedras; colado a elas, encontra-se um litoral totalmente recortado por inúmeras baías e enseadas. Na parte insular, o mar foi curiosamente pulverizado por incontável número de pequenas ilhas. Foi dessa mistura de elementos das três áreas físicas dessa parte do sul da Europa que nasceu a principal marca geográfica da Grécia, que é o seu isolamento natural e que influiu profundamente na formação psicológica desses povos. Tal isolamento impôs a eles um caráter introspectivo, motivado pela contemplação das coisas que poderiam estar sempre além das montanhas, bem como a sensação de infinito que vem do horizonte azul marinho do Egeu. O toque final dessa trama entre a geologia e a psicologia foi dado pela inevitável de solidão que sentem os habitantes das ilhas gregas e que os tornam perpetuamente insatisfeitos consigo mesmos. Na misteriosa combinação entre a introspecção do habitante dos vales e montanhas, a postura reflexiva do homem litorâneo e a solidão do morador insular estão as origens da filosofia e do individualismo da cultura grega. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Foi nesse cenário, no período pré-homérico, que surgiu o Homem Lógico-Racional, através da transformação da mentalidade mito-poética para a mentalidade sistêmico-teorizante. A ruptura com o universo mágico e a racionalização das coisas divinas, incluindo a humanização de Zeus e sua corte, foi um momento crítico na evolução da consciência humana. Estabeleceu-se nesse momento uma divisão de caminhos na busca da verdade: uma vereda metafísica e espiritualista, influenciada pela tradição iniciática orientalista; e outra física e materialista, fundada na escola racionalista ocidental. A primeira foi produto do contato de sábios gregos com o conhecimento sacerdotal de antigas civilizações, incluindo as desaparecidas Lemúria e Atlântida; já a segunda teria suas origens num curioso perfil rebelde e anti-religioso das tribos arianas que se espalharam na Europa. Essa grande mudança da ótica mítica para a ótica racionalista é até hoje um grande enigma para os historiadores humanos e algumas dúvidas permanecem no ar: por que os somente os gregos conseguiram romper esse limite? Como esse tipo humano descobriu a especulação filosófica e interessou-se pela investigação científica? Que tipo de experiência deu a pensadores como Zenon a afirmarem que “a razão é a suprema conquista do homem, é uma semente do Logos Spermatikos, ou Razão Seminal, que criou e governa o mundo”?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Entre os séculos VII e VI aC, na transição do período homérico para o arcaico, o antigo Genos entra então em processo de agonia social, causada pelo aumento da população. As conseqüentes lutas entre o coletivismo e o individualismo, pela posse da riqueza agrária, faz explodir no mundo grego uma nova dispersão, a segunda diáspora, espalhando o helenismo por todo o Mediterrâneo. A vitória do individualismo das aristocracias, através do conceito conservador da propriedade privada, vai transformando gradualmente o núcleo gentílico em tribos, frátrias, vilas, até que essas últimas se constituam na pólis, as célebres cidades-Estado. Elas eram compostas pela parte alta, da Acrópole, destinada ao cultos dos imortais deuses e heróis do Olimpo; e a parte baixa, da Ágora e o Asty, pontos de encontro e negócios dos mortais. As pólis serão povoadas pelos cidadãos, a quem Aristóteles denominou apropriadamente “animais políticos” ou “zoopolitycon”. O isolamento natural não inibiu totalmente o contato com o mundo exterior, mas foi responsável pelo desenvolvimento de fronteiras culturais, mais rígidas e resistentes do que os limites geográficos. Conceitos de exclusividade social ou cidadania pela linhagem de nascimento deram origem a curiosos mecanismos de defesa ou “anticorpos políticos” dessas cidades. Em Esparta, por exemplo, o mito de Licurgo e a xenofobia afastavam a indisciplina e os vírus dos costumes estrangeiros. Em Atenas legisladores como Drácon, Sólon e Clístenes, para garantir a ordem, tiveram que inibir os abusos da escravidão por dívidas, o regime de maioria da demos e o ostracismo, anticorpo que bania pelo exílio de dez anos os inimigos do regime de liberdade participativa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;No período clássico, a partir do século V, das cerca de 160 pólis espalhadas nos Balcãs e dezenas de outras, através da colonização do Mediterrâneo, logicamente fizeram história o modelo aristocrático-militar de Esparta e o modelo democrático-civil de Atenas. Esparta, sempre fechada e exclusivista, foi fundada pelos descendentes dos guerreiros dórios e permaneceu estacionada na homogeneidade social; Atenas, mais flexível aos novos habitantes, surgiu dos descendentes dos eólios e jônios e foi enriquecida pela heterogeneidade. A primeira deu à Humanidade homens fortes de corpo e dotados de uma coragem existencial biológica e física insuperável, porém pobres de imaginação. Já a segunda nos deu homens de grande força mental reflexiva e artística, dotados de uma coragem existencial psicológica e metafísica. Esparta nos deu homens admiráveis como o general Leônidas e os seus 300 soldados, que morreram bravamente no desfiladeiro das Termóphilas, lutando durante uma semana com mais de dois mil soldados persas. Atenas nos deu homens incomparáveis como Sócrates, que soube morrer com uma espantosa serenidade, encerrando com heroísmo ímpar, uma luta que travara durante toda sua existência, contra si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Escola Iniciática Pitagórica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tradição esotérica que chegou até nós pelo Ocidente veio, em grande parte, através de sábios gregos. Mais do que um costume, tornou-se uma necessidade existencial entre eles quebrar o isolamento e viajar em busca de conhecimentos incomuns em outros núcleos iniciáticos na Europa e fora dela. Um dos primeiros exemplos dessas iniciativas, - imitado mais tarde por tantos outros - foi Pitágoras de Samos (580-500 a.C.), cujo nome possuía um significado especial: “porta-voz do oráculo Pítio, de Delfos. Suas viagens em busca do saber estrangeiro abrangeu lugares considerados importantes centros do saber no mundo antigo: a Arábia, Fenícia, Síria, Caldéia, Índia, Gália e principalmente o Egito, onde aperfeiçoou-se em astronomia e geometria. De volta à Grécia, depois de três décadas de excursões, estabeleceu-se em Crotona, fundando ali uma das mais famosas escolas iniciáticas, onde homens e mulheres eram tratados em regime de igualdade sexual e rigor absoluto no trato pedagógico, como nos relata Will Durant &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para os estudantes em geral Pitágoras estabelecia um regime que quase transformava a escola em mosteiro. Os membros prestavam juramento de lealdade tanto para com o Mestre como de uns para com os outros. A tradição é unânime em afirmar que enquanto viviam na comunidade pitagórica adotavam a comunhão de bens. Não podiam comer carne, ovos ou favas. O vinho era proibido, e a água recomendada – o que seria uma perigosa prescrição na baixa Itália de hoje. (...) Os membros da escola não tinham permissão para matar animais, agredir seus semelhantes ou destruir uma árvore plantada. Eram obrigados a vestir-se com simplicidade e portar-se modestamente, ‘não se entregando jamais ao riso, sem, entretanto, se mostrarem carrancudos’. Nào podiam jurar pelos deuses, pois ‘todo homem deve organizar sua vida de modo a que lhe dêem crédito sem haver necessidade de juramentos’. Não podiam ofertar vítimas em sacrifício, mas podiam orar em altares não maculados pelo sangue. Ao fim de cada dia faziam exame de consciência para verificar se haviam cometido erros, quais os deveres negligenciados e quais as boas ações praticadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O próprio Pitágoras, a não ser que fosse um ótimo comediante, seguia esses regulamentos com o maior rigor do que qualquer aluno. Seu método de vida conquistou tal respeito e autoridade entre os discípulos que nenhum ousava queixar-se daquela ditadura pedagógica e o autus epha (ipse dixt – (“ele o disse”) tornou-se a fórmula por eles adotada como ponto final em quase todos os campos do comportamento ou da teoria. Conta-se, com tocante respeito, que o Mestre jamais tomou vinho durante o dia, que se alimentava quase só de pão e mel, adotando os vegetais como sobremesa; que sua túnica mantinha-se sempre alva e imaculada e que nunca se soube que ele de houvesse excedido na mesa, ou praticado o amor (sexo fútil); que nunca cedia ao riso, à galhofa ou à tagarelice; que nunca sua mão se ergueu contra alguém, nem mesmo contra um escravo. Timão de Atenas imaginou-o ‘um prestigitador de sermões solenes, empenhado na pesca de homens’, mas entre os seus mais dedicados adeptos achavam-se sua esposa Teano e sua filha Damo, que podiam facilmente cotejar sua filosofia com sua vida real. A Damo, diz Diógenes Laércio, ‘confiou ele os seus Comentários, recomendando-lhe que não os divulgasse a ninguém fora de casa. E ela, que podia ter vendido esses discursos por muito dinheiro, não o fez, pois considerava a obediência às ordens do pai mais valiosa do que o ouro – embora fosse mulher.’&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;A iniciação para a sociedade pitagórica exigia, além da purificação do corpo pela abstinência e pelo domínio de si próprio, a purificação do espírito pelo estudo científico. O novo discípulo deveria manter durante os cinco primeiros anos o ‘silêncio pitagórico’, aceitar os ensinamentos sem perguntas ou objeções – antes de ser considerado membro definitivo, ou lhe ser permitido ‘ver’ Pitágoras. (Este ‘ver”, ao que parece, significa beber as lições diretamente dos lábios do Mestre.) Os estudantes eram divididos em exoterici, ou alunos externos, e esoterici, ou membros internos. Estes tinham direito à sabedoria secreta e pessoal do Mestre. Quatro matérias formavam o currículo: geometria, aritmética, astronomia e música.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(...) O universo, diz Pitágoras, é uma esfera viva, cujo centro é a Terra (para o o observador). A Terra também é uma esfera, girando, como os planetas, do oeste para o leste. A Terra, aliás, todo o universo, se divide em cinco zonas – ártica, antártica, inverno e equatorial. A lua torna-se ora mais ou menos invisível conforme sua parte iluminada pelo sol se ache mais ou menos voltada para a Terra. os eclipses da lua são causados pela posição da Terra, ou outro corpo, entre alua e o sol. Pitágoras, diz Diógenes Laércio,, ‘foi a primeira pessoa que atribuiu forma redonda à Terra, e que deu ao mundo o nome de kosmos’.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Tendo, com essas contribuições à matemática e à astronomia, feito mais do que qualquer outro homem para estabelecer a ciência na Europa, Pitágoras passou à filosofia. A palavra em si é ao que parece uma de suas criações. Rejeitou ele o termo sophia, ou sabedoria, como pretensioso, e denominou a seu sistema de busca de conhecimentos, philosophia – amor da sabedoria. No século VI aC. filósofo e pitagórico eram sinônimo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador que escreveu essas linhas sobre Pitágoras, assim como suas fontes contemporâneas, embora admiravelmente eruditos, não possuíam a maturidade da dimensão espiritual para avaliar o caráter e o aspecto esotérico da obra do grande Mestre grego. Percebemos isso claramente quando ele fala da disciplina iniciática e das idéias pitagóricas sobre evolução espiritual e também quando confunde a lei da reencarnação com a crença na metempsicose. A metempsicose sempre foi usada no Oriente como forma de terrorismo mítico-sacerdotal para com as massas ignorantes. Essa confusão de conceitos pode ter sido utilizada de forma proposital na escola de Pitágoras, para testar os novos alunos sobre a receptividade da idéia de reencarnação, conceito ainda hoje complexo para espíritos imaturos, e prepará-los para a transição entre o conhecimento exotérico (externo e aparente) ao esotérico (interno e real). Mesmo assim, Durant nos dá curiosas informações sobre ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nesse ponto a mística de Pitágoras, haurida no Egito e no Oriente Próximo entregou-se aos mais livres devaneios. A alma, acreditava ele, dividia-se em três partes: sentido, intuição e razão. O sentido centralizava-se no coração; a intuição e razão, no cérebro. Sentido e intuição encontram-se tanto nos animais como nos homens; a razão só ao homem pertence e é imortal. Depois da morte a alma passa por um período de purgação no Hades; em seguida regressa à Terra e penetra em outro corpo, numa cadeia de transmigração que só termina com uma existência perfeitamente virtuosa. Pitágoras divertia-se, ou talvez maravilhasse, seu adeptos contando-lhes que nas precedentes encarnações ele fora, primeiro, uma cortesã e, depois, o herói Euforbo; dizia lembrar-se nitidamente de suas aventuras no cerco de Tróia, e reconheceu num templo de Argos, a armadura que havia usado na existência anterior. Ouvindo o ganir de um cão espancado, correu-lhe em socorro, afirmando Ter reconhecido em seus uivos a voz de um amigo morto.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS VERSOS DE OURO DE PITÁGORAS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I. Honra em primeiro lugar os deuses imortais, como manda a lei.&lt;br /&gt;II. A seguir, reverencia o juramento que fizeste.&lt;br /&gt;III. Depois os heróis ilustres, cheios de bondade e luz.&lt;br /&gt;IV. Homenageia, então, os espíritos terrestres e manifesta por eles o devido respeito.&lt;br /&gt;V. Honra em seguida a teus pais, e a todos os membros da tua família.&lt;br /&gt;VI. Entre os outros, escolhe como amigo o mais sábio e virtuoso.&lt;br /&gt;VII. Aproveita seus discursos suaves, e aprende com os atos dele que são úteis e virtuosos.&lt;br /&gt;VIII. Mas não afasta teu amigo por um pequeno erro.&lt;br /&gt;IX. Porque o poder é limitado pela necessidade.&lt;br /&gt;X. Leva bem a sério o seguinte: Deves enfrentar e vencer as paixões.&lt;br /&gt;XI. Primeiro a gula, depois a preguiça, a luxúria, e a raiva.&lt;br /&gt;XII. Não faz junto com outros, nem sozinho, o que te dá vergonha.&lt;br /&gt;XIII. E, sobretudo, respeita a ti mesmo.&lt;br /&gt;XIV. Pratica a justiça com teus atos e com tuas palavras.&lt;br /&gt;XV. E estabelece o hábito de nunca agir impensadamente.&lt;br /&gt;XVI. Mas lembra sempre um fato, o de que a morte virá a todos.&lt;br /&gt;XVII. E que as coisas boas do mundo são incertas, e assim como podem ser conquistadas, podem ser perdidas.&lt;br /&gt;XVIII. Suporta com paciência e sem murmúrio a tua parte, seja qual for.&lt;br /&gt;XIX. Dos sofrimentos que o destino determinado pelos deuses lança sobre os seres humanos.&lt;br /&gt;XX. Mas esforça-te por aliviar a tua dor no que for possível.&lt;br /&gt;XXI. E lembra que o destino não manda muitas desgraças aos bons.&lt;br /&gt;XXII. O que as pessoas pensam e dizem varia muito; agora é algo bom, em seguida é algo mau.&lt;br /&gt;XXIII. Portanto, não aceita cegamente o que ouves, nem o rejeita de modo precipitado.&lt;br /&gt;XXIV. Mas se forem ditas falsidades, retrocede suavemente e arma-te de paciência.&lt;br /&gt;XXV. Cumpre fielmente, em todas as ocasiões, o que te digo agora.&lt;br /&gt;XXVI. Não deixa que ninguém, com palavras ou atos,&lt;br /&gt;XXVII. Te leve a fazer ou dizer o que não é melhor para ti.&lt;br /&gt;XXVIII. Pensa e delibera antes de agir, para que não cometas ações tolas.&lt;br /&gt;XXIX. Porque é próprio de um homem miserável agir e falar impensadamente.&lt;br /&gt;XXX. Mas faze aquilo que não te trará aflições mais tarde, e que não te causará arrependimento.&lt;br /&gt;XXXI. Não faze nada que sejas incapaz de entender.&lt;br /&gt;XXXII. Porém, aprende o que for necessário saber; deste modo, tua vida será feliz.&lt;br /&gt;XXXIII. Não esquece de modo algum a saúde do corpo.&lt;br /&gt;XXXIV. Mas dá a ele alimento com moderação, o exercício necessário e também repouso à tua mente.&lt;br /&gt;XXXV. O que quero dizer com a palavra moderação é que os extremos devem ser evitados.&lt;br /&gt;XXXVI. Acostuma-te a uma vida decente e pura, sem luxúria.&lt;br /&gt;XXXVII. Evita todas as coisas que causarão inveja.&lt;br /&gt;XXXVIII. E não comete exageros. Vive como alguém que sabe o que é honrado e decente.&lt;br /&gt;XXXIX. Não age movido pela cobiça ou avareza. É excelente usar a justa medida em todas estas coisas.&lt;br /&gt;XL. Faze apenas as coisas que não podem ferir-te, e decide antes de fazê-las.&lt;br /&gt;XLI. Ao deitares, nunca deixe que o sono se aproxime dos teus olhos cansados,&lt;br /&gt;XLII. Enquanto não revisares com a tua consciência mais elevada todas as tuas ações do dia.&lt;br /&gt;XLIII. Pergunta: "Em que errei? Em que agi corretamente? Que dever deixei de cumprir?"&lt;br /&gt;XLIV. Recrimina-te pelos teus erros, alegra-te pelos acertos.&lt;br /&gt;XLV. Pratica integralmente todas estas recomendações. Medita bem nelas. Tu deves amá-las de todo o coração.&lt;br /&gt;XLVI. São elas que te colocarão no caminho da Virtude Divina.&lt;br /&gt;XLVII. Eu o juro por aquele que transmitiu às nossas almas o Quaternário Sagrado.&lt;br /&gt;XLVIII. Aquela fonte da natureza cuja evolução é eterna.&lt;br /&gt;XLIX. Nunca começa uma tarefa antes de pedir a bênção e a ajuda dos Deuses.&lt;br /&gt;L. Quando fizeres de tudo isso um hábito,&lt;br /&gt;LI. Conhecerás a natureza dos deuses imortais e dos homens,&lt;br /&gt;LII. Verás até que ponto vai a diversidade entre os seres, e aquilo que os contém, e os mantém em unidade.&lt;br /&gt;LIII. Verás então, de acordo com a Justiça, que a substância do Universo é a mesma em todas as coisas.&lt;br /&gt;LIV. Deste modo não desejarás o que não deves desejar, e nada neste mundo será desconhecido de ti.&lt;br /&gt;LV. Perceberás também que os homens lançam sobre si mesmos suas próprias desgraças, voluntariamente e por sua livre escolha.&lt;br /&gt;LVI. Como são infelizes! Não vêem, nem compreendem que o bem deles está ao seu lado.&lt;br /&gt;LVII. Poucos sabem como libertar-se dos seus sofrimentos.&lt;br /&gt;LVIII. Este é o peso do destino que cega a humanidade.&lt;br /&gt;LIX. Os seres humanos andam em círculos, para lá e para cá, com sofrimentos intermináveis,&lt;br /&gt;LX. Porque são acompanhados por uma companheira sombria, a desunião fatal entre eles, que os lança para cima e para baixo sem que percebam.&lt;br /&gt;LXI. Trata, discretamente, de nunca despertar desarmonia, mas foge dela!&lt;br /&gt;LXII. Oh Deus nosso Pai, livra a todos eles de sofrimentos tão grandes.&lt;br /&gt;LXIII. Mostrando a cada um o Espírito que é seu guia.&lt;br /&gt;LXIV. Porém, tu não deves ter medo, porque os homens pertencem a uma raça divina.&lt;br /&gt;LXV. E a natureza sagrada tudo revelará e mostrará a eles.&lt;br /&gt;LXVI. Se ela comunicar a ti os teus segredos, colocarás em prática com facilidade todas as coisas que te recomendo.&lt;br /&gt;LXVII. E ao curar a tua alma a libertarás de todos estes males e sofrimentos.&lt;br /&gt;LXVIII. Mas evita as comidas pouco recomendáveis para a purificação e a libertação da alma.&lt;br /&gt;LXIX. Avalia bem todas as coisas,&lt;br /&gt;LXX. Buscando sempre guiar-te pela compreensão divina que tudo deveria orientar.&lt;br /&gt;LXXI. Assim, quando abandonares teu corpo físico e te elevares no éter.&lt;br /&gt;LXXII. Serás imortal e divino, terás a plenitude e não mais morrerás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os Versos de Ouro de Pitágoras. Hierocles de Alexandria. Versão de 1707 por N. Rowe traduzida em português por Carlos Cardoso Avelino – revista Planeta, dezembro de 2002.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Will Durant: “Nossa Herança Clássica”. Record.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Will Durant, “ Nossa Herança Clássica”, capítulo VII.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-1166891471333247989?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/1166891471333247989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/1166891471333247989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/o-homem-racional-graeco-romano.html' title='O Homem Racional Greco-Romano'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73nEJe9aMI/AAAAAAAAATg/Qi5mPpcAdZs/s72-c/Pensadores+Gregos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-5845240421148238103</id><published>2008-02-21T12:11:00.000-08:00</published><updated>2008-02-21T19:07:20.536-08:00</updated><title type='text'>A Verdade de Sócrates</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73h_Ze9aLI/AAAAAAAAATY/aTewde0IAho/s1600-h/socrates.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169536426579945650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73h_Ze9aLI/AAAAAAAAATY/aTewde0IAho/s400/socrates.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A Morte de Sócrates, por David&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;É certo que o mundo grego foi o mais importante cenário do desenvolvimento da consciência racional. Os protótipos que ali apareceram não só fizeram importantes descobertas nesse terreno vivencial, mas ampliaram também nessa fase o hábito da reflexão, da sistematização do conhecimento, bem como seus principais modelos de ética e comportamento. A síntese da enigmática sabedoria sacerdotal egípcia, da ciência dos caldeus, da magia dos persas e do ocultismo dos hindus vai manifestar-se na Península Balcânica na forma de uma cosmogonia inquieta, inconformista e investigativa. Religião, mitologia, ciência e filosofia formam ali uma unidade, um só universo em conjunto. Essa síntese está presente no importante conceito de Moira ou Destino, que representou para os gregos uma lei universal, um princípio que conduz a tudo e a todos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ ...ali estava a idéia da lei, tão superior ao imprevisível arbítrio pessoal, lei que haveria de marcar a diferença principal entre a ciência e a mitologia, tanto quanto entre o despotismo e a democracia. Os homens tornaram-se livres quando reconheceram que estavam sujeitos à lei. Que os gregos, o quanto pudemos averiguar, foram os primeiros a atingir essa compreensão e essa liberdade, tanto no terreno filosófico como no governamental, constitui o segredo de suas realizações e de sua importância na história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(...) Duas correntes atravessavam paralelas a história da filosofia grega: uma naturalista, a outra mística. Esta nasceu com Pitágoras, e vai através de Parmênides, Heráclito, Platão e Cleanto até Plotino e São Paulo; a naturalista teve o seu primeiro representante em Tales, e prosseguiu, através de Anaximandro, Xenófanes, Protágoras, Hipócrates e Demócrito, até Épicuro e Lucrécio. De quando em quando algum espírito – Sócrates, Aristóteles ou Marco Aurélio – misturava as duas correntes, numa tentativa de devassar a informulável complexidade da vida. Mas mesmo nesses homens a força dominante, característica do pensamento grego, era o amor e a busca da razão.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates era filho de uma parteira com um escultor. Essas habilidades dos seus pais dariam ao mais polêmico de todos os filósofos a marca única de um constante facilitador da sabedoria, nunca assumindo a postura de sábio ou mestre. Seu estilo decepcionava aqueles que buscavam nele respostas prontas e modelos acabados de filosofia. Seu hábito de responder uma pergunta fazendo outra pergunta irritava os que, como Hípias, não podiam conceber a idéia de que o verdadeiro conhecimento é sempre uma experiência pessoal intransferível e que só pode ser compartilhado em alguns aspectos e não na sua integralidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por Zeus, Sócrates, não saberás responder-me enquanto tu mesmo não declarares o que pensas da justiça; porque não é bastante que te rias dos outros, interrogando e confundindo a todos, enquanto te recusas a dar explicações a quem quer que seja ou a declarar tua opinião sobre qualquer assunto.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discípulos de Sócrates, grávidos de idéias e conceitos ainda mal formulados, passavam por um doloroso trabalho de parto e conseqüentemente tinham que aperfeiçoar suas concepções até que elas atingissem uma estrutura segura de sobrevivência. Era uma dupla arte de fazer parir e criar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É muito justa a queixa constantemente lançada contra mim de que faço perguntas aos outros e sou incapaz de respondê-las. A razão está em que o deus me obriga a ser parteiro, mas proíbe-me de dar à luz.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua coragem de lidar serenamente com os dilemas existenciais foi resultado, não de teorias, mas de experiências reais e cotidianas. Perdeu o medo de viver porque fez uma opção de buscar e ter somente o que era essencial. Certa vez, ao visitar o mercado de Atenas, Sócrates constatou com simplicidade e lucidez: “Como são numerosas as coisas de que eu não preciso”. Perdeu o medo da morte lutando como hoplita na Guerra do Peloponeso. Ao contrário do covarde e fanfarrão Demóstenes, que ao estrear num batalha e ouvir os primeiros gritos de combate, largou seus equipamentos fugiu horrorizado. Sócrates destacou-se bravamente nas batalhas de Potidéia e Délio, contra os ferozes espartanos, passando frio, fome e toda sorte de necessidades. Era um homem grego comum nos hábitos culturais, nos defeitos e nas aparências, mas de um caráter e de uma autenticidade rara e notável, muitas vezes desconcertante: “Foi ele, realmente, o mais sábio, o mais justo e o melhor de todos os homens que conheci”, escreveu Platão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mas sua franqueza e total despreocupação com os interesses menos dignos o colocava sempre em perigo. A lista de inimigos foi tão grande e gratuita como a dos seus inimigos, pois Sócrates era a própria expressão e o espelho da torturante contradição humana, com a diferença que se assumiu como tal e desenvolveu uma incômoda, para os outros, auto- aceitação. Era ao mesmo tempo a ordem e o caos, a harmonia e o desequilíbrio, a razão e o contra-senso, o ser e o não ser. Xenofonte afirmava que o contato pessoal com o filósofo era um prazer inigualável e que tal conversa, em qualquer circunstância ou sobre qualquer assunto, só trazia benefícios ao interlocutor. Quem conversava com Sócrates sofria o impacto de quem nunca se viu num espelho. Naquele instante tinha início o despertar da consciência, um caminho sem retorno que poderia ser experimentado pelo prazer ou pela revolta. Ao relatar sua experiência com Sócrates, o belo e volúvel Alcebíades deixa transparecer que sofrera um dano irreversível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando ouvimos qualquer outro homem falar, ainda que seja tido como hábil dialético, suas palavras, em comparação com as tuas, não produzem o mínimo efeito em nosso espírito; entretanto, até os fragmentos de tuas palavras, Sócrates, ainda que de segunda mão e imperfeitamente transmitidos, assombram e arrebatam as almas de todos os homens, mulheres e crianças que as ouvem...E estou certo de que se não tivesse tapado os ouvidos e fugido à sua voz de sereia, Ter-me-ia conservado preso a seus pés até a velhice... Senti em minha alma, ou em meu coração...a maior das ânsias, mais violenta na ingênua mocidade do que a picada das serpentes – a ânsia da filosofia... E vós, Fedro, Agáton, Erixímaco, Pausânias, Aristodemo, Aristófanes, vós todos , sim, e não é necessário dizer que Sócrates também, todos vós haveis experimentado a mesma loucura e a mesma paixão pela filosofia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns, Sócrates era a cura e para outros a doença, pois sua sabedoria era como concupiscência sugerida pela Serpente, um perigo que ameaçava sempre as bases frágeis da cultura mitológica e da tradição policiada pelo stablishment. Sua ousadia em “corromper” as mentes juvenis e “subverter” os costumes políticos só poderia ser punida, mesmo que simbolicamente, com algo à altura do seu veneno filosófico: a cicuta. Sócrates era um eterno problema para os atenienses, inconveniente até mesmo para ser eliminado. Seu exílio pelo ostracismo poderia despertar no povo o desejo de buscar novos ares e esvaziar a indústria e o comércio local. Sua prisão poderia ser uma prova de que o Estado era um erro e a democracia um equívoco. Deram-lhe, inclusive, a opção de fuga, mas Sócrates se recusou, pois não gostaria de fugir de si mesmo. Então, o condenaram à morte. Mas como matar alguém que não teme a morte e zomba dos incrédulos até os últimos instantes da existência? José Américo da Motta Pessanha&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; nos conta como foi esse histórico confronto final entre a Tradição e a Verdade e como foram os inesquecíveis os últimos momentos de Sócrates entre os mortais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Não foi por falta de discursos que fui condenado, mas por falta de audácia e porque não quis que ouvísseis o que para vós teria sido mais agradável, Sócrates lamentando-se, gemendo, fazendo e dizendo uma porção de coisas que considero indignas de mim, coisas que estais habituados a escutar de outros acusados’.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Sustenta-o uma certeza: mais difícil do que evitar a morte é ‘evitar o mal, porque ele corre mais depressa que a morte’. Quanto a esta, apenas pode ser uma destas duas coisas:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;‘Ou aquele que morre é reduzido ao nada e não tem mais qualquer consciência, ou então, conforme ao que se diz, a morte é uma mudança, uma transmigração da alma do lugar onde nos encontramos para outro lugar. Se a morte é a extinção de todo o sentimento e assemelha-se a um desses sonos nos quais nada se vê, mesmo em sonho, então morrer é um ganho maravilhoso. (...) Por outro lado, se a morte é como uma passagem daqui para outro lugar, e se verdade como se diz, que todos os mortos aí se reúnem, pode-se, senhores juízes, imaginar maior bem?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Apoiado nessas hipóteses – as únicas existentes a respeito de um fato que não permite certezas racionais - o setuagenário Sócrates despede-se, tranquilo, de seus concidadãos: ‘Mas eis a hora de partirmos, eu para a morte, vós para a vida. Quem de nós segue o melhor rumo, ninguém o sabe, enceto o deus”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;A execução da pena teve de ser adiada por trinta dias. Como acontece todos os anos, um navio oficial havia sido enviado ao santuário de Delos para comemorar a vitória de Teseu, o herói mitológico ateniense, sobre o Minotauro, o terrível monstro que habitava o labirinto de Creta e se alimentava de carne humana. Enquanto o navio não regressasse de sua missão sagrada, nenhum condenado podia ser executado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(...) Mas o barco está prestes a retornar de Delos. Na véspera de sua chegada, um dos amigos avisa Sócrates: ‘Amanhã terás de morrer’. O mestre não se perturba: ‘Em boa hora, se assim desejarem os deuses, assim seja’. Suplicam-lhe que aceite a fuga que os amigos haviam preparado. Sócrates recusa e explica: a única coisa que importa é viver honestamente, sem cometer injustiças, nem mesmo em retribuição a uma injustiça recebida. Ninguém, nem os amigos consegue convencê-lo a abdicar de sua consciência. Entra a mulher de Sócrates, Xantipa, trazendo os filhos para a despedida. Sócrates permanece sereno. Finalmente chega o carcereiro com a cicuta. Imperturbável, Sócrates toma o vaso que lhe é oferecido de um só gole bebendo todo o veneno. Os amigos soluçam. Mas ele ainda os anima:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;‘Não, amigos, tudo deve terminar com palavras de bom argúrio: permanecei, pois, serenos e fortes’.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Ao sentir os primeiros efeitos da cicuta, Sócrates se deita. Aquele que sempre indagara sobre o significado das palavras e dos valores que regiam a conduta humana e investigara o sentido dos costumes e das leis que governavam a cidade buscava a consciência nas ações e nas afirmativas, mas não pretendia se subtrair às normas estabelecidas e às exigências dos preceitos e das instituições sociais e políticos. Porque não traíra sua consciência, preferira a morte a declarar-se culpado. Mas porque respeitava a lei não quisera fugir da prisão. Suas últimas palavras ainda um testemunho dessa dupla fidelidade: a si mesmo e aos compromissos assumidos. Dirige-se a um dos amigos presentes, lembrando-lhe que deviam um sacrifício ao deus Asclépio. E morre.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O RETRATO DE UM MAGO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Os magos haviam espalhado sua arte pelo Oriente e dado um nome novo à velha impostura. O mundo mediterrâneo vivia cheio de mágicos, fazedores de milagres, astrólogos ascetas, oráculos, santos e intérpretes científicos dos sonhos (...) Ao lado desses charlatães havia milhares de pregadores sinceros. No princípio do século III Filostrato descreveu em sua Vida de Apolônio de Tiana um homem deste tipo. Aos 16 anos Apolônio adotou as rigorosas regras da irmandade pitagórica, renunciando ao casamento, à carne, e passou cinco anos em completo silêncio. Distribuiu sua fortuna pelos parente e na maior pobreza peregrinou pela Pérsia, India, Egito, Ásia Ocidental, Grécia e Itália. Assimilou o saber dos magos, dos brâmanes e dos ascetas egípcios. Visitou templos de todos os credos, implorou aos sace5rdotes que abandonassem o sacrifício de animais, adorou o sol, aceitou os deuses e ensinou que havia atrás deles uma deidade única e suprema. A vida de abnegação e piedade de Apolônio levou seus seguidores a considerá-lo como filho de um deus – embora ele se dissesse apenas filho de Apolônio. A tradição. A tradição passou a atribuir-lhe muitos milagres: atravessar portas fechadas, entender todas as línguas, expulsar demônios, haver ressuscitado uma rapariga que morrera. Mas Apolônio era mais filósofo do que mago. Conhecia e amava a literatura grega e professava uma moralidade simples e alta. Pedia aos deuses “para lhe darem pouco e não lhe permitissem desejar nada”. Perguntado por um que presente queria receber, respondeu: “Pão e passas.” Pregando a reencarnação, pedia aos homens que não matassem nenhum ser vivo e não comessem carne. Exortou-os a evitar a inimizade, a calúnia, o ciúme, o ódio; “se somos filósofos , não podemos odiar o nosso semelhante”. “Às vezes”, disse Filostrato, “Apolônio discutia o comunitarismo e ensinava que os homens devem ajudar-se uns aos outros.” Acusado de sedição e feitiçaria, veio espontaneamente a Roma explicar-se perante Domiciano; foi preso, mas escapou. Morreu mais ou menos em 98 d.C., já avançado em anos. Seus seguidores afirmavam que Apolônio lhes aparecera depois da morte e subira ao céu corporalmente.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Will Durant - César e Cristo –&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;APOLÔNIO DE TIANA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há datas precisas sobre a vida de Apolônio. Conforme alguns cálculos, teria nascido dois ou três anos antes de Jesus Cristo e morrido aos noventa e seis anos, pelos fins do primeiro século. Nasceu em Tiana, cidade grega da Capadócia, na Ásia menor. Cedo demonstrou ter grande memória, e uma inteligência notável e mostrou grande aplicação ao estudo. De todas as filosofias que estudou adotou a de Pitágoras, cujos preceitos seguiu rigorosamente até a morte. Seu pai, um dos cidadãos mais ricos de Tiana, deixou uma fortuna considerável, que ele repartiu com os parentes, ficando apenas com uma pequena parte porque dizia: o sábio deve saber contentar-se com pouco. Viajou muito para se instruir: percorreu a Assíria, a Cítia, a Índia, onde visitou os Bramanes, o Egito, a Grécia, a Itália e a Espanha, por toda parte ensinando a sabedoria. Querido em toda parte pela suavidade de seu caráter, honrado por sua virtudes e recrutando numerosos discípulos, que lhe acompanhavam os passos a fim de ouvi-lo, alguns dos quais o acompanharam em sua viagens. Um deles, entretanto, Eufrates, invejoso de sua superioridade e de seu crédito, tornou-se seu detrator e mortal inimigo e não cessou de contra ele espalhar calúnias, visando perdê-lo, mas apenas conseguiu aviltar-se. Apolônio jamais se abalou e, longe de lhe guardar ressentimentos, lamentava-o por sua fraqueza e procurou sempre retribuir-lhe o mal com o bem. Ao contrário, Damis, jovem assírio, que ele conheceu em Nínive, a ele se ligou com uma fidelidade a toda prova, foi-lhe companheiro assíduo nas viagens, o depositário de sua filosofia e deixou sobre ele a maior parte das informações que possuímos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(...) Os personagens dessa natureza são muito apreciados muito diversamente: cada um os julga conforme suas opiniões, suas crenças e, até conforme seus interesses. Mais que qualquer outro, Apolônio de Tiana devia dar pasto à controvérsia, pela época em que viveu e pela natureza de suas faculdades. Atribuíram-lhe, entre outras coisas, o dom de curar, a presciência, a visão à distância, o poder de ler o pensamento, expulsar os demônios e de se transportar instantaneamente de um a outro lugar, etc. Poucos filósofos gozaram em vida de maior popularidade. Seu prestígio ainda era aumentado por sua austeridade de hábitos, mansuetude, simplicidade, desinteresse, caráter benevolente e reputação de saber. O paganismo soltava, então, os seus últimos lampejos, e se debatia contra a invasão do cristianismo nascente; e quis transformá-lo num deus. Misturando idéias cristãs a idéias pagãs, alguns o tomaram por um santo; os menos fanáticos nele apenas viram um filósofo. Esta é a opinião mais razoável e o único título que ele jamais aceitou, pois não se considerou filho de Júpiter, como alguns pretendiam que fosse. Posto que contemporâneo do Cristo, parece que dele não ouviu falar porque, em sua vida não há qualquer alusão ao que se passava na Judéia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Entre os cristãos que o julgaram posteriormente, uns o declararam louco e impostor; outros, não podendo negar os fatos, pretenderam que operasse prodígios pela assistência do demônio, sem pensar que isso implicava na confissão dos mesmos prodígios e fazer de Satã o rival de Deus, pela dificuldade de distinguir entre os prodígios divinos e os diabólicos. São as duas opiniões que prevaleceram na Igreja.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(...) Os fenômenos espíritas, magnéticos e sonambúlicos hoje lançam uma luz nova sobre os fatos atribuídos a esse personagem, demonstrando a possibilidade de certos efeitos, até hoje relegados ao domínio do fantástico, do maravilhoso e permitindo separar o possível do impossível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(...) Incontestavelmente os antigos conheciam o magnetismo. Sua prova encontramo-la em certas pinturas egípcias, Conheciam igualmente o sonambulismo e a segunda vista, que são fenômenos psicológicos naturais; conheciam as várias categorias de Espíritos, que chamavam deuses, bem como suas relações com os homens; os médiuns curadores, videntes, falantes, auditivos, inspirados, etc., deviam existir entre eles como em nossos dias, como se vêem numerosos exemplos entre os árabes. Com o auxílio de tais dados e do conhecimento do perispírito, envoltório corporal dos Espíritos, podemos perfeitamente nos dar conta de vários fatos atribuídos a Apolônio de Tiana, sem recorrer à magia, à feitiçaria, nem à impostura. Dizemos de vários fatos, porque alguns há cuja impossibilidade é demonstrada pelo Espiritismo. É por isso que ele serve para distinguir a verdade do erro. Deixamos aos que tiverem feito um estudo sério e completo desta ciência o cuidado de fazer a distinção entre o possível e o impossível, o que lhes será fácil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Encaremos agora Apolônio de outro ponto de vista. Ao lado do médium, que para aquele tempo o converte num ser quase sobrenatural, nele havia o filósofo, o sábio. Sua filosofia trescalava a suavidade de seus hábitos e de seu caráter, de sua simplicidade em tudo. Pode-se julgá-lo por algumas de suas máximas.&lt;br /&gt;Tendo censurado os lacedemônios degenerados e efeminados, os quais aproveitaram seus conselhos, escreveu aos éforos:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Apolônio aos Éforos, saúde! Os verdadeiros homens não cometem faltas; mas só aos homens de coração, se as cometem, cabe reconhecê-las.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Tendo os Lacedemônios recebido do imperador uma carta de censura, vacilavam entre conjurar a sua cólera ou responder com arrogância. Consultaram Apolônio quanto à forma de responder. Este veio à assembléia e lhe disse apenas isto:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Se Palamédio inventou a escrita não apenas para que pusesse escrever, mas para que se soubesse quando se não deve escrever.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Interrogando Apolônio, perguntou-lhe o Cônsul romano Telesino:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Quando vos aproximais do altar, qual a vossa prece? – Peço aos deuses que reine a justiça, que as leis sejam respeitadas, eu os sábios sejam pobres, que os outros se enriqueçam, mas por meios honestos. – Que! pedindo tantas coisas pensais em ser exaltado? – Sem dívida, porque peço tudo isso numa só palavra; e, aproximando-me do altar, digo: “ó deuses! Dai-me o que me é devido. Se estiver no número dos justos, obterei mais do que pedi; do contrário os deuses pôr-me-ão no número dos maus, punir-me-ão e não poderei fazer censuras aos deuses se, não sendo bom, for castigado.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Conversando com Apolônio sobre a maneira de governar quando fosse imperador, disse-lhe Vespasiano:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Vendo o império aviltado pelos tiranos, que vos acabo de citar, quis ouvir o vosso conselho sobre a maneira de o erguer na estima dos homens. – Um dia, disse Apolônio, um dos mais hábeis flautistas mandou seus alunos aos maus tocadores de flauta para lhes ensinar como não se devia tocar. Sabeis agora, Vespasiano, como não se deve reinar: vossos predecessores vo-lo ensinaram. Reflitamos agora sobre a maneira de bem reinar.”&lt;br /&gt;Estando preso em Roma, no domínio de Domiciano, fez uma preleção aos prisioneiros, lembrando-lhes a coragem e a resignação, e lhes disse:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Todos que aqui estamos, achamo-nos presos durante isso que se chama vida. Nossa alma, ligada a um corpo perecível, sofre numerosos males e é escrava de todas as necessidades da condição humana.”&lt;br /&gt;Na sua prisão, respondeu a um emissário de Domiciano, que o induziu a acusar a Nerva, a fim de conseguir a liberdade, e disse:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Meu amigo, se fui posto a ferros por haver dito a verdade a Domiciano, que me acontecerá se houver mentido? O imperador crê que é a franqueza que merece ferros, mas eu creio que é a mentira.”&lt;br /&gt;Numa carta a Eufrates: “Perguntei aos ricos se não tinham preocupações. “Como não as teríamos? responderam eles.- E de onde vem as vossas preocupações? – De nossas riquezas”. Eufrates, eu te lamento, pois acabas de te enriquecer.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Ao mesmo: “Os homens mais sábios são os mais breves em seus discursos. Se os tagarelas sofressem o que fazem sofrer aos outros, não falariam tanto.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Outra a Críton: “Disse Pitágoras que a medicina é a mais divina das artes. Se a medicina é a mais divina das artes, é necessário que o médico se ocupe da alma ao mesmo tempo que do corpo. Como um ser poderia ser são, quando a parte mais importante está doente?”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Outra aos platônicos: “Se oferecem dinheiro a Apolônio e são aparentemente estimáveis, ele não terá dificuldade em aceitar, por pouco que precise. Mas ele jamais aceitará paga pelo que ensina, por mais que necessite.”&lt;br /&gt;Outra a Valério: “Ninguém morre, a não ser aparentemente, como ninguém nasce, a não ser em aparência. Com efeito, a passagem da essência à substância, eis o que se chama nascer; ao contrário, o que se chama morrer é a passagem da substância à essência”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Aos sacrificadores do Olimpo: “Os deuses não necessitam de sacrifício. Que fazer, então, para lhes ser agradável? Se não me engano, é preciso adquirir a divina sabedoria e, tanto quanto possível, prestar serviços aos que o merecem. Eis o de que gostam os deuses. Os próprios ímpios podem fazer sacrifícios.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Aos efésios do templo de Diana: “Conservastes todos os ritos dos sacrifícios, todo o fausto da realeza. Como banqueteadores e convivas alegres, sois irreprocháveis. Mas quantas censuras não vos podem ser feitas como vizinhos da deusa noite e dia? Não é do vosso meio que saem os trapaceiros, os desodeiros, os mercadores de escravos, todos os homens ímpios e injustos? O templo é um velhacouto de ladrões”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Aos que se julgam sábios: “Dizei-vos meus discípulos? Então acrescentai que ficais sempre em casa, jamais ides às termas, não matais os animais, não comeis carne, estai livres de paixões, de inveja, de malignidade, de ódio, de calúnia, de ressentimento, que, enfim, estais no rol dos homens livres. Não ides fazer como os que, em discursos mentirosos, fazem crer que vivem de um modo, quando vivem de modo totalmente oposto.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Ao seu irmão Hestieu: “Em toda parte sou olhado como um homem divino; nalguns lugares até me tomam por um deus. Ao contrário, em minha pátria, sou um desconhecido. É de admirar? Vós mesmos, meus irmãos, bem vejo que ainda não estais convencidos de que eu seja superior a muitos homens pela palavra e pelos hábitos. E como os meus concidadãos e os meus parentes se enganaram a meu respeito? Ah! este erro me é doloroso. Sei que é belo considerar toda a terra como sua pátria e todos os homens como irmãos e amigos, pois que todos descendem de Deus e são de uma mesma natureza, porque todos têm, igualmente, as mesmas paixões, todos são, igualmente, homens, quer nascidos gregos, quer bárbaros.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Depois de minuciosa descrição do assassinato de Domiciano, acrescenta Filostrato:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Enquanto tais fatos se passaram em Roma, Apolônio os via em Éfeso. Domiciano foi assaltado por Clemente cerca de meio dia; no mesmo dia , no mesmo momento, Apolônio dissertava nos jardins, junto aos xistos. De repente baixou um pouco a voz, como se tomado se súbito pavor. Continuou a falar, mas a linguagem não tinha força ordinária, como quando se fala pensando noutra coisa. Depois calou-se, como quem perde o fio do discurso; lançou para o chão um olhar de espanto, deu três ou quatro passos à frente e exclamou: “Fere o tirano! Fere!” Dir-se-ia que visse não a imagem do fato num espelho, mas o fato em toda a sua realidade. Os efésios – pois Éfeso em peso ouvia o discurso de Apolônio – foram tomados de espanto. Apolônio parou, como um homem que buscasse ver o desfecho de um acontecimento duvidoso. Enfim, exclamou: “Tende bom ânimo, efésios. O tirano foi morto hoje. Que digo, hoje? Por Minerva! Acaba de ser morto agora mesmo, quando me interrompi.” Os efésios pensaram que Apolônio houvesse perdido o juízo. Desejavam vivamente que ele tivesse dito a verdade, mas que temiam que algum perigo adviesse de tal discurso. “Não me admiro”, disse Apolônio, “que ainda não me acreditem: a própria Roma inteira ainda não o sabe. Mas eis que o saberá, a notícia se espalha e milhares de cidadãos acreditam. Isto faz pular de alegria o duplo desses homens e o quádruplo e o povo inteiro.” A notícia chegará aqui&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;; podeis adiar até que souberdes do fato, o sacrifício que deveis oferecer aos deuses por esta ocasião. Quanto a mim, vou lhes render graças pelo que vi”. Os efésios ficam incrédulos; em breve, porém, mensageiros trouxeram a boa nova e testemunharam em favor da ciência de Apolônio, todos os detalhes eram perfeitamente conforme aos que os deuses tinham mostrado no dia do discurso aos efésios.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(...) Assim termina Filostrato a descrição de sua vida:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Mesmo depois de desaparecido, Apolônio sustentou a imortalidade da alma e ensinou que é certo aquilo que se diz a respeito. Havia então em Tiana um certo número de jovens entusiastas de sua filosofia; a maior parte de suas discussões era em torno de sua alma. Um deles não podia admitir que fosse imortal. Dizia ele: “Eis que há dez meses rogo a Apolônio me revele a verdade sobre a imortalidade da alma; mas ele está tão morto que minhas preces são vãs; não me apareceu, nem mesmo para provar que é imortal.” Cinco dias depois falou do mesmo assunto com os companheiros e adormeceu no mesmo local da discussão. De repente pulou, como se num acesso de demência: estava meio adormecido e banhado de suor. “Eu te acredito”, gritou ele. Os camaradas perguntaram-lhe o que tinha. Respondeu ele: “Vocês não vêem o sábio Apolônio? Está em nosso meio, escuta a nossa discussão e recita melodiosos cantos sobre a alma”. – “Onde está ele?” perguntaram os outros, “pois não o vemos, e isto é uma felicidade que preferíamos a todos os bens da Terra.” – parece que veio só para mim: quer ensinar-me aquilo que me recusa a crer. Escutai, pois, escutai os cantos divinos que me faz ouvir:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“A alma é imortal; não é vossa, mas da Providência. Quando o corpo está esgotado, semelhante a um corredor veloz que transpõe a barreira, a alma se atira e se precipita nos espaços etéreos, tomada de desprezo pela rude e triste escravidão que sofreu. Mas que vos importam essas coisas! Conhecê-las-ei quando não mais viverdes. Enquanto entre os vivos, por que tentar penetrar esses mistérios?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(...) Que é que faltava a Apolônio para ser um Cristo? Muito pouco, como se vê. Não é agradável a Deus que estabeleçamos um paralelo entre ele e o Cristo. O que prova a incontestável superioridade deste é a divindade de sua missão, é a revolução produzida no mundo inteiro pela doutrina que ele, obscuro, e seus apóstolos, tão obscuros quanto ele, pregaram, enquanto que a de Apolônio morreu com ele. Seria impiedade apresentá-lo como um rival do Cristo! Mas, se prestarmos atenção a respeito do que disse sobre o culto pagão, ver-se-á que condena as formas supersticiosas e lhes dá terrível golpe, substituindo-as por idéias mais sãs. Se tivesse falado ao tempo de Sócrates, como este teria pago com vida aquilo que teriam chamado sua impiedade. Mas na época em que viveu as crenças pagãs já haviam feito época e ele foi ouvido. Por sua moral preparou os pagãos, em cujo meio viveu, para receberem com menos dificuldade as idéias cristãs, às quais serviu de transição. Julgamo-nos, pois, certos, dizendo que ele serviu de traço de união entre o paganismo e o cristianismo. Sob tal aspecto, talvez tivesse sido esta a sua missão. Podia ser escutado pelos pagãos e não o foi pelos judeus.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Allan Kardec– Revista Espírita, outubro de 1862, ANO V - vol. 10- Edicel)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Will Durant: “Nossa Herança Clássica”. Record.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Will Durant, “ Nossa Herança Clássica”, capítulo VII.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; “Sócrates”- Os Pensadores. Editora Nova Cultural.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Fenômenos semelhantes foram registrados em Sacramento, Minas Gerais quando o professor Eurípedes Barsanulfo entrava em transe mediúnico em plena sala de aula. Segundo depoimento de vários alunos do Colégio Allan Kardec, Eurípedes relatou, com oito meses de antecedência, em outubro de 1918, os detalhes da assinatura do Tratado de Versalhes, em 1919. Enquanto dava aulas,Eurípedes também se deslocava em “bi-corporeidade” para fazer atendimentos médicos e até partos em locais distantes da cidade. Ver os livros “Eurípedes,.o Homem e a Missão”. de Corina Novelino (IDE); e “ Eurípedes Barsanulfo, O Apóstolo da Caridade”, de Jorge Rizzini (Correio Fraterno).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-5845240421148238103?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/5845240421148238103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/5845240421148238103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/verdade-de-scrates.html' title='A Verdade de Sócrates'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73h_Ze9aLI/AAAAAAAAATY/aTewde0IAho/s72-c/socrates.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-6614540349643386192</id><published>2008-02-21T11:43:00.000-08:00</published><updated>2008-02-21T19:07:58.007-08:00</updated><title type='text'>O Homem Metafísico da Renascença</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73abZe9aJI/AAAAAAAAATI/QPVI7ziPCs0/s1600-h/Bruno,+InquisiÃ§Ã£o,+Huss.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169528111523260562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73abZe9aJI/AAAAAAAAATI/QPVI7ziPCs0/s400/Bruno,+Inquisi%C3%A7%C3%A3o,+Huss.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Bruno, Cena da Inquisição e Jan Huss&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Oxalá...fosse capaz de revelar a natureza do Homem como descrevo a sua figura.” – Leonardo Da Vinci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Sob a influência da civilização greco-romana o Homem atingiu um grau mediano de verticalização do seu corpo espiritual, uma graduação que poderíamos classificar, grosso modo, de 45 graus da sua consciência potencial. Entre a recuada época de Sócrates e o tempo de Apolônio de Tiana, provavelmente um contemporâneo de Jesus, podemos afirmar que demos uma grande passo na longa conquista de virtudes rumo ao nosso Reino Interior. Isso se deu através das mais sublimes experiências do conhecimento racional, na filosofia, nas ciências, nas artes e na organização política dos helenos. Mas a herança biológica e o comportamento teológico ainda falavam alto na sua natureza íntima e os próprios gregos deram início aos abusos e limites dessa razão cujo ápice seria expressada na civilização romana. O espírito cooperativo do genos e do pather familias também teve seus dias gloriosos na simplicidade da vida rural romana, mas, na Itália, a organização política fez um percurso bem mais rápido e inquieto: da monarquia para o Estado republicano e deste para o Império. Roma tornou-se uma poderosa máquina de guerra e de escravidão. Nessa civilização o Homem conheceu o seu ponto alto, na medida em que cultivava o modelo cultural grego, mas também a sua mais curiosa expressão de decadência, a guerra e o imperialismo. Segundo a lenda, os fundadores de Roma são descendentes de Enéas, que saiu de Tróia para refazer a vida na península que os gregos chamavam de Magna Grécia, a parte oriental da Itália. Roma não dava um passo sem antes consultar a sabedoria e a tradição gregas. Os melhores preceptores dos filhos da aristocracia patrícia eram os pedagogos escravos helenos. Quando a plebe iniciou suas revoltas em busca de direitos sociais, o senado romano apressou-se a pesquisar como os gregos tinham solucionado o problema no tempo dos famosos legisladores atenienses. Quem não se lembra da semelhança entre os deuses gregos e os seus similares na mitologia romana? Quem não compara as tricas forenses de Demóstenes e Ésquines com acusações públicas entre Cícero e Catilina? É claro que a civilização romana optou pelo pragmatismo e por uma supremacia mais forte do Estado sobre o indivíduo. Isso inibiu ali o surgimento de talentos raros como Sócrates, Aristóteles ou Platão, mas Roma também deu ao mundo personagens com Sêneca, Ovídio,Tácito, Virgílio, Horácio, Quintiliano e Tito Lívio. Seus estadistas são até hoje os melhores modelos de exemplar integridade e eficiência ou então de vergonhosa corrupção e incompetência no trato com a “coisa pública”. Como disse um dos evangelistas, Roma conquistou o mundo, mas perdeu a própria alma caminhando inevitavelmente para a decadência. Um dos lances mais interessantes da sua queda seria o choque com o advento do Cristianismo. Roma não poderia suportar uma ideologia vinda das camadas baixas da população, algo tão inteligente e avançado, a ponto de comprometer a ordem estabelecida com tanto esforço nos séculos anteriores. O orgulho romano era o reflexo mais autêntico da pré-adolescência da Humanidade e tal característica manifestou-se na violência insensata contra Jesus e os mártires cristãos, cujo comportamento pacífico e diferenciado era visto como uma afronta aos seus valores agressivos e impiedosos. O choque do sistema escravista romano com o humanismo cristão teve o resultado que todos nós conhecemos: o lento declínio da civilização e o recuo inevitável à vida feudal, visando a preservação da família romana. Mas cristianismo primitivo, cuja simplicidade de conceitos e coragem dos mártires conquistaram as massas desorientadas logo sofreu o golpe da cooptação institucional. A experiência política sacerdotal romana apropriou-se da filosofia de Jesus e das idéias eclesiásticas dos seus primeiros seguidores para estruturar um novo modelo de clero e de religião. A idéia era a fusão, numa estrutura de dogmas, do carisma cristão com o espetáculo estético das cerimônias romanas. O toque final desse perverso sincretismo&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; seria dado pelos costumes e rituais das tribos bárbaras que iam sendo convertidas ao novo sistema de crenças. Foi assim que a figura humilde do apóstolo Pedro foi transformada na arrogante imagem do Pontifex Máximus; Pedro, depois de morto, tornou-se São Pedro, o primeiro papa de uma igreja que ele nunca conheceu quando vivo. As cartas de Paulo para as comunidades cristãs passaram a ser vistas, não como fonte de ensinamentos, mas como objetos de autenticação do novo instituto do sacerdócio oficial. Paulo também foi transformado em São Paulo, o ideólogo principal da Igreja Católica Apostólica Romana. Roma caiu, mas a sua religião e seu corpo clerical permaneceram quase que intactos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Agora a sociedade ocidental ficaria longos séculos sob a tutela da Igreja Católica. A Roma cristã transfigurou-se numa instituição religiosa totalitária e dogmática, cuja função era substituir o antigo Estado no controle social e domar as feras bárbaras que buscavam refúgio nas terras mais prósperas do Ocidente. As inteligências brilhantes desapareceram por um longo período de cativeiro rural e cederam espaço para as mentes mais perversas e medíocres, protegidas por um grande sistema político-sacerdotal. A razão estava sob vigilância policial constante, pois era vista como a responsável pela situação de castigos e punições que Deus havia estabelecido na Terra. O Demônio, antes uma mera faceta neutra da personalidade humana, assume agora ares de entidade de grande importância, tanto no imaginário popular quanto na teologia da classe sacerdotal. De simples figurante no cenário da mitologia celeste, Satã passa a ter um papel de grande destaque no enredo histórico das misérias humanas. Ele será a figura central do episódio do Pecado Original e este a base de toda a estrutura de manipulação e escravização da consciência humana. A inteligência integral está acuada. Para as pessoas de talento e imaginação fértil não há outra alternativa senão ingressar nas lides do sacerdócio para fugir da marginalização. Mesmo assim, havia riscos gravíssimos para a integridade física e psicológica. Viver nesse momento histórico era perigoso; pensar poderia ser fatal. Nessa época, na chamada Idade Média, o mundo ocidental estava isolado por dois inimigos bem definidos: um inimigo externo, projetado nas ameaças políticas e ideológicas das civilizações bizantina e muçulmana, contaminadas pelas heresias e pela infidelidade; e um inimigo interno, projetado na figura mitológica de Satã, que assumia todas as culpas das desgraças naturais e conseqüências nefastas dos atos humanos, causadas pelas idéias pecaminosas. A Inquisição e o Tribunal do Santo Ofício foram criados nos moldes totalitários romanos exatamente para funcionar como anticorpos políticos desse universo obscuro. O Homem Lógico-racional não existe mais e dele só restaram lembranças e algumas experiências que foram incorporadas na prática social, como as do Homem Biológico e do Homem Teológico. As lembranças mais significativas do Homem Lógico-racional foram depositadas nos livros e estes se tornaram segredos guardados a setes chaves nos mosteiros medievais. Apenas algumas mentes privilegiadas tinham acesso a essas preciosidades e, quando conveniente, esses conhecimentos eram criminosamente adulterados pelos copistas engajados na nova ordem teocêntrica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mas as crises também são impiedosas e não toleram a rotina do tempo e a mesmice do comportamento humano. O feudalismo foi sendo corroído pela fome, pela peste, pelas guerras e também pela força expansionista do capitalismo nascente. Os duzentos anos em que se empreenderam as Cruzadas foi o ponto de apoio para o surgimento de uma nova mentalidade que iria quebrar o isolamento da Europa. O comércio, comandado pela cultura pragmática dos judeus e logo assimilada pelo desejo de prosperidade da pequena burguesia, daria ao mundo ocidental um novo tipo humano, liberto dos dogmas e dos pesadelos da razão. É o Homem Metafísico, o renascimento e ao mesmo tempo a ressurreição do Homem Racional, trazendo consigo o acréscimo das marcas do universo mágico pré-histórico e o misticismo teológico das primeiras civilizações. Se a Itália havia sido cenário da morte da Razão ela também seria o palco da volta à carne e do ressurgimento de um novo ser, agora transformado e mais experiente. Este é o ser típico da longa transição do feudalismo para o capitalismo, uma dos mais empolgantes momentos da trajetória humana, cujos protótipos encontramos mais tarde em figuras geniais da Ranascença. Leonardo da Vinci busca decifrar os enigmas da perfeição humana; Rafael de Sânzio, Michelângelo, El Grecco e Caravaggio deixam-se levar pela intuição e pintam as mais belas expressões da nossa imagem e semelhança com Deus; Shakspeare desvenda o psiquismo nos conflitos dos seus célebres personagens consigo mesmos; Luís de Camões - a quem Erasmo de Roterdã deu a honra de aprender português para ler seus texto no original - canta como Homero, a inquietação dos luzitanos em diminuir as distâncias geográficas do planeta; Jan Huss e Giordano Bruno perdem suas existências, mas salvam suas vidas em nome da liberdade de consciência; Guttemberg e Aldo Manúzio enchem os olhos humanos de cultura e conhecimento com suas letras impressas em livros; Miguel de Servet estuda ávidamente a máquina do corpo humano; Kepler , Galileu, Isaac Newton observam, deslumbrados, a grandeza e a perfeição do Cosmos; Comênius preocupa-se com os mistérios que rondam o universo da infância, no tocante ao problema do ensino e da aprendizagem. Todos eles e muitos outros, cada qual no seu campo de conhecimento e de atuação social, causariam profundas mudanças no meio em que viveram, avançando mais alguns graus na verticalização da consciência. Dentre todos, Leonardo da Vinci foi talvez o mais inquieto, aquele que buscava a verdade sob os mais diversos aspectos e caminhava em mão dupla: aquilo que não podia compreender através da pesquisa transformava-se em expressão artística e vice-versa. Sua visão metafísica do ser humano, bem como e seu fascínio tecnológico e estético pela nossa máquina física, podem ser admirados tanto nos quadros, quanto nos ensaios registrados em manuscritos, como este:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O homem foi chamado pelos antigos de um mundo menor, e de fato o termo é corretamente aplicado, vendo-se que o homem é composto de terra , água, ar e fogo, esse corpo da Terra é o mesmo. E como o homem tem dentro de si ossos como sustentáculo e estrutura para a carne, também o mundo tem a s rochas que são os sustentáculos da Terra; e como o homem tem dentro de si uma poça de sangue com a qual os pulmões quando ele respira se expandem e contraem, também o corpo da terra tem o seu oceano, que também sobe e desce a cada seis horas com a respiração do mundo. Como da dita poça de sangue vêm as veias que espalham suas ramificações pelo corpo humano, da mesma forma o oceano enche o corpo da Terra com um número infinito de veios d’água”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro trecho Leonardo já revela sua inequívoca intuição sobre o papel do cérebro e sua função de instrumento de comando, pela mente, de todas as atividades orgânicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os tendões, com seus músculos, servem aos nervos como os soldados servem aos seus chefes; e os nervos servem ao sensorium commune&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; como os chefes a seus capitães; e o sensorium commune serve à alma como o capitão ao seu senhor. Assim, por conseguinte, a articulação dos ossos obedece ao tendão, e o tendão ao músculo, e o músculo ao nervo, e o nervo ao sensorium commune, e o sensorium commune é a sede da alma, a memória seu monitor, e a faculdade de receber impressões serve como seu padrão de referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de ousadas incursões teóricas feitas por esses gênios da Renascença, a perspectiva racional foi enriquecida pela visão metafísica e pela possibilidade de acesso, ainda que restrito, aos mistérios do mundo oculto, além da matéria densa. É claro que esse preço foi pago pela ousadia e pela inteligência de alguns poucos que possuíam, numa sociedade ainda obscura e profundamente desigual, as características do mundo do futuro. Muitos pagaram esse preço com a própria existência, como se devessem testemunhar a imortalidade que traziam estampada em suas obras, com o próprio sangue. Foi desse momento emblemático da História humana que mais tarde sairiam os mais importantes conceitos de ética e liberdade delineados pelos filósofos iluministas. Eles eram os seres de transição do Homem Metafísico da Idade Moderna para o Homem Positivo da Era Contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O MONGE E O CIENTISTA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Copérnico ampliara o mundo. Quem haveria de engrandecer a Deus e repensar a divindade em termos dignos daquelas inúmeras e imperturbáveis galáxias? Giordano Bruno tentou. Nasceu em Nola, 25 quilômetros a leste de Nápoles. Batizado com o nome de Felipo, mudou-o para Giordano quando, ao 17 anos, ingressou no mosteiro dos dominicanos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(...) Inevitavelmente, o jovem monge perturbava seus superiores com objeções, perguntas e teorias. Além disso, o sexo fervia-lhe no sangue,; confessou mais tarde que nem toda a neve do Cáucaso poderia extinguir sua excitação; e há alguma ligação sutil entre o despertar do desejo e o despertar da inteligência. Recebeu a ordenação sacerdotal em 1572, mas as dúvidas continuaram a agitá-lo secretamente. Como poderia haver três pessoas em um só Deus? Como poderia um padre, por um processo qualquer transformar o pão e o vinho no corpo e no sangue de Jesus Cristo? Duas vezes, depois da ordenação, foi formalmente censurado por seus superiores. Em 1576, subitamente, após servir 11 anos como monge, fugiu do mosteiro e, durante algum tempo, ocultou-se em Roma. Desvencilhou-se de seu hábito monástico, adotou novamente o nome de batismo e procurou segurança e quietude como professor de uma escola para rapazes em Noli, perto de Gênova.&lt;br /&gt;Iniciou, então uma perambulação de 16 anos, durante as quais seu corpo irrequieto como que acompanhava as vacilações de seu espírito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não há, não há, eu digo, melhor espelho para colocar diante dos olhos humanos que a estupidez ou o asno, ou que demonstre mais claramente o dever do homem que...procura a recompensa do juízo final... Por outro lado, nada é mais eficaz para tragar-nos no abismo do Tártaro (inferno) do que as especulações racionais ou filosóficas que , nascidas da razão... amadurecem no intelecto humano desenvolvido. Procurai, procurai, pois, todos vós que sois homens, ser asnos; e vós que já sois, estudai... para irdes do bom para o melhor, a fim de que possais alcançar esse fim e essa dignidade que não se conseguem pelo saber nem pelo esforço, por maiores que sejam, porém pela descrença. Se, por essa conduta, vós vos virdes escritos no livro da vida, obtereis a graça na Igreja militante e a glória na igreja triunfante, na qual Deus vive e reina por todos os séculos. Amém.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) A Inquisição havia muito declarara Bruno um fora-da-lei que deveria ser preso na primeira oportunidade; mas Veneza gozava a fama de proteger tais foragidos e desafiar os inquisidores. Assim , no outono de 1591, apressou Bruno a deixar Frankfurt e, atravessando os Alpes, dirigiu-se para a Itália.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mocenigo deu-lhe aposentos e recebeu dele lições de mnemônica. O progresso do discípulo era lento, e este se indagava se seu professor lhe estava ocultando algum conhecimento mágico-esotérico; entremente assustava-se com as heresias que o loquaz e incauto filósofo lhe expunha. Mocenigo perguntou a seu confessor se devia denunciar Bruno à Inquisição; o sacerdote aconselhou-o a esperar até haver arrancado de seu professor pormenores mais preciosos. Mocenigo obedeceu ao conselho; mas quando Bruno anunciou sua intenção de regressar a Frankfurt, Mocenigo notificou os inquisidores e, em 23 de maio de 1592, Bruno viu-se encarcerado na prisão do Santo Ofício, em Veneza. Mocenigo explicou que agira “compelido por sua consciência e por ordem do seu confessor”. Informou os inquisidores de que Bruno era contrário a todas as religiões, embora gostasse mais do catolicismo, que renegar a Trindade, a Encarnação e a Transubstanciação, que acusara Cristo e os Apóstolos de terem ludibriado o povo com supostos milagres, que dissera que todos os padres eram asnos, a macularem a Terra com a sua hipocrisia, avareza e má vida, que a religião deveria ser substituída pela filosofia, que a indulgência para com os “prazeres carnais” não era pecado e que ele, Bruno, satisfizera suas paixões em todas as oportunidades que tivera; contara-lhe Bruno - acrescentou – que “as damas lhe agradaram bastante, embora não houvesse ainda atingido o número das mulheres de Salomão”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Fazia parte do procedimento da Inquisição deixar o prisioneiro meditar na prisão durante longos períodos, antes e depois dos interrogatórios. Passou-se um ano até que Bruno foi levado perante o tribunal romano, em dezembro de 1593. Segundo Caspar Scioppius, um erudito alemão recém-convertido ao catolicismo e, então residente em Roma, quando o veredicto foi lido a Bruno, este declarou aos seus juízes: “Talvez vós, que pronunciais a minha sentença, estejais mais atemorizados do eu, que a estou recebendo”. Bruno foi transferido imediatamente para uma prisão celular. No dia 19 de fevereiro ( de 1600), ainda impenitente, o corpo nu, a língua presa, foi amarrado a uma estaca de ferra sobre uma pira na Piazza Campo de Fiore e queimado vivo, na presença de uma multidão moralista. Estava com 52 anos. Erigiu-se-lhe, em 1889, no mesmo local, uma estátua, por meio de uma subscrição proveniente de todas as partes do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Will Durant- Começa a Idade da Razão. Editora Record&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Diversos pensadores espiritualistas identificam esse momento histórico no capítulo 17 do Apocalipse: “Vejo um dos sete anjos que têm sete taças e falou comigo, dizendo:Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, com quem se prostituíram muitos reis da terra; e, com o vinho da sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra. Transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres (...) Então eu via mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando vi, admirei-me com grande espanto.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Expressão criada por Leonardo para definir o local exato onde se encontravam todos os sentidos. Citado por Sherwin B. Nuland em “Leonardo da Vinci”. Objetiva. Rio de Janeiro, 2001.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-6614540349643386192?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/6614540349643386192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/6614540349643386192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/captulo-xiii-oxal.html' title='O Homem Metafísico da Renascença'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73abZe9aJI/AAAAAAAAATI/QPVI7ziPCs0/s72-c/Bruno,+Inquisi%C3%A7%C3%A3o,+Huss.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-8858860909156651138</id><published>2008-02-21T11:14:00.000-08:00</published><updated>2008-02-21T19:09:33.224-08:00</updated><title type='text'>O Homem Positivo da Era Científica</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73S0Ze9aII/AAAAAAAAATA/MjNi-sNMvwI/s1600-h/Kardec,+Crooks,+Dellane.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169519744926967938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73S0Ze9aII/AAAAAAAAATA/MjNi-sNMvwI/s400/Kardec,+Crooks,+Dellane.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Toda efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito.” – Allan Kardec&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velocidade dos tempos modernos e a competição capitalista trouxeram de volta o individualismo greco-romano, tanto no seu sentido crítico como no seu aspecto prático. A França e a Inglaterra serão os dois principais modelos de Estados Modernos, cultos e racionalizados ao extremo. Desde a Renascença seus filósofos vieram conspirando silenciosamente contra os resquícios do universo feudo-clerical. Não foi coincidência que dessas duas civilizações tenham brotado os dois mais significativos eventos da modernidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Primeiro, a Revolução Industrial, o motor econômico impulsionador da sociedade burguesa e responsável pela consolidação do capitalismo. Os pragmáticos inventores e suas máquinas geniais surgiram da necessidade de maior produção, da sede de lucros e do reconhecimento social de uma classe que há muito vinha sendo desprezada pela nobreza. Estava em jogo , inclusive, a salvação da alma. Segundo a mais antiga tradição dos cristãos protestantes, o trabalho e a prosperidade seriam fortes indícios de que Deus estaria escolhendo os seus eleitos modernos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O segundo evento foi a Revolução Francesa, o movimento político da burguesia contra o autoritarismo do Antigo Regime, ou seja, a injusta e desequilibrada sociedade dos três estamentos: o clero, a nobreza e o “resto” (burguesia e povo). As diferenças não estavam apenas nas anomalias dos privilégios sociais, mas claramente nos dados numéricos da população. Os monarcas absolutistas governavam sentados sobre um barril de pólvora que poderia explodir a qualquer instante: No século XVIII cerca de 98% da população francesa vivia submetida aos caprichos de uma minoria de 2%. Como a França era a mais influente vitrine do absolutismo, os efeitos da revolução seriam catastróficos em toda Europa, bem como no mundo colonial. Tudo estava a favor da devastação revolucionária: povo faminto e insatisfeito, armas acessíveis e, sobretudo, idéias muito explosivas. Dessas duas rupturas que destruíram o Antigo Regime (as monarquias absolutas, os estamentos sociais, o mercantilismo e o sistema colonial) surge o novo tipo humano, cujo papel era trazer de volta ao chão os pés do Homem Metafísico, um ser em fuga, geralmente deslumbrado com a grandeza do universo. Os iluministas ainda possuíam fortes traços metafísicos e viviam em permanente estado de conflito entre a Utopia e a Razão, entre o sonho aristocrático a dura realidade capitalista burguesa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após os anos explosivos da Bastilha e da expansão napoleônica surge um século bastante diferente dos anteriores e muito marcante para as décadas futuras: o século 19 foi o século perigoso, o século da Ciência, do materialismo, do desencanto e do absinto. A burguesia venceu sua batalha racional e dela nasceria o Homem Positivo, o demolidor de tradições místico-religiosas, empunhando a marreta da pesquisa científica e da lógica de causa e efeito. Como personagens do Apocalipse, eles surgem dos laboratórios e dos gabinetes dispostos a varrer os escombros da demolição iniciada por Voltaire e os subversivos da ilustração. Darwin e Spencer, protótipos positivos, fecham a Bíblia nas páginas iniciais da Gênese Mosaica e afirmam que Adão nunca existiu e que somos produtos de uma evolução seletiva da qual Deus foi apenas um espectador. Niestzche vai além e diz que Deus está morto. Marx demonstra que a História é um jogo dialético de classes sociais dominantes e dominadas. Os socialistas utópicos são substituídos pelos científicos, que pretendem inverter à força essa perversa relação social. A Igreja reage e retrocede ainda mais no dogmatismo dizendo que o Papa é o único representante da Divindade e que, portanto, é um ser infalível e acima dos homens comuns. Está instalada a confusão entre a fé e a razão. É uma inimizade antiga na qual o clero, por exercer o status de estamento superior, havia acumulado vantagens e ódios massacrando inúmeras inteligências independentes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas a razão preparou um revide à altura desses abusos e deseja que a agonia da religião seja levada ao extremo da asfixia. Essa polarização da arrogância clerical e do orgulho dos filósofos e cientistas materialistas era a razão de ser do Homem Positivo. Sua vida era uma investigação contínua, incessante. Tudo tinha uma razão de ser e merecia uma explicação científica. O que é o sobrenatural? O que significam o oculto e o esotérico? Eram meras hipóteses e estas precisavam ser submetidas ao teste positivo da ciência. Antes a ciência e o seu objeto de investigação se confundiam e acabavam confundindo o observador dos fenômenos, cujas explicações continuavam obscuras. Agora ela se separa do objeto e o pesquisador tenta estar o mais neutro possível. As questões sagradas e sobrenaturais do universo transcendente devem ser filtradas e trazidas para a esfera banal e natural da realidade do mundo imanente. Daí a necessidade da postura rígida, fria, calculista, cética, sem envolvimento emocional. As massas estão confusas, porém as elites continuam atentas. Nas primeiras décadas do século XIX as batalhas entre a fé a e razão serão de provocações inconseqüentes, mas ao que tudo indica elas serão mais agressivas e contundentes na medida que o tempo avança para o futuro incerto. Entre 1815 e 1850, do Congresso de Viena até ao início da segunda metade do século, no terreno político internacional, predominou uma relativa calmaria em relação aos tumultuados anos anteriores. Mas no terreno ideológico havia uma efervescência constante nas disputas entre o socialismo e liberalismo, nacionalismo e reação conservadora. Antes que explodissem os conflitos de 1848 e que se estenderiam até duas grandes guerras mundiais do século seguinte, a guerra de idéias entre a fé a razão prosseguia indiferente aos acontecimentos. Eram posturas extremistas, sem possibilidade de equilíbrio: dogmas de fé versus dogmas de ciência. A diferença era apenas no colorido das paixões. Auguste Comte tentou sobreviver a esse caos ideológico, mas caiu na própria armadilha que armara para iludir religiosos falsos e falsos cientistas. Sua Igreja Positivista era a síntese patética dessa fusão horrorosa entre o ceticismo e crença vazia das tradições dogmáticas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os eventos de Hydesville dariam um novo rumo a esse acontecimento. Uma invasão organizada de inteligências invisíveis lançariam no cenário dessa guerra um fato novo, um paradoxo insofismável. Sir Arthur Conan Doyle na sua “History of Spiritualism” relata que, tanto as mentes viciadas nas supertições e misticismos quanto aquelas protegidas pelo ceticismo, ficaram estupefatas com os fatos ocorridos inicialmente na residência dos Fox, uma família cujo chefe era um tranqüilo praticante metodista. Espíritos de “defuntos” estavam fazendo denúncias de crimes, como o assassinato de Charles B. Rosma, morto e emparedado num porão da casa para onde os Fox haviam se mudado. O filósofo J. Herculano Pires &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; interpreta esse período histórico como uma revolução no relacionamento e entre a espécie humana e a natureza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Somente na era moderna, porém, essa compreensão irá se tornar efetiva. Por que só então o espírito humano amadureceu o suficiente, para que a promessa do Consolador, do Paráclito, do Espírito da Verdade, possa se cumprir. É por isso que o espírito de Charles Rosma, ao comunicar-se em Hydesville, através da mediunidade das irmãs Fox, numa família metodista, não é mais tomado como demônio ou deus, mas como o espírito de um homem. Assim aceito, Rosma pode falar do seu estado, do seu passado, e dar indicações de sua passagem ocasional pela residência em que foi morto, bem como das condições dessa morte e dos indícios existentes no subsolo, que serão encontrados mais tarde. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Rosma pode ser tomado como um exemplo do fenômeno da transcendência humana, que assinala o aparecimento da mediunidade positiva. Não encontramos mais em Hydesville, o profeta bíblico, nem o oráculo ou o pagé, mas o médium, ou seja, o indivíduo humano que se tornou capaz de servir de intermediário entre seres espirituais e carnais, ambos da mesma natureza. Rosma, o mascate, morto na casinha de Hydesville, transcende sua condição material humana, mas continua humano no plano espiritual. De mascate, passa a espírito, e como espírito se comunica, graças à mediunidade das meninas Fox. Já não estamos mais no plano místico e misterioso do mediunismo, mas no plano científico, racional, da mediunidade positiva.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos antes, numa comunidade protestante da Costa Leste, almas de índios pele-vermelha tomavam de assalto os corpos de mulheres e meninas shakers, para fazer profecias sobre essa invasão de seres invisíveis no mundo inteiro. Na Europa eles começaram atirando pedras em transeuntes nas ruas e depois passaram a imitar as reuniões das meninas Fox, na qual comunicavam-se por meios de raps em mesas girantes. As batidas nas mesas funcionavam como telegramas vindos do Além. Em Paris, antes envolvida pela febre do magnetismo, o assunto virou coqueluche e alvo da futilidade das reuniões sociais. Aquilo que o célebre Jacques Cazotte fazia nos círculos festivos da aristocracia, profetizando o destino trágicos dos convidados, agora era feito por qualquer grupo de pessoas sentadas em torno de mesa. Eles falavam com os Espíritos e estes tinham uma antiga fama de saber o passado e o futuro com a mesma habilidade. Gente famosa como a escritora George Sand e o grande Victor Hugo participavam dessas reuniões sem o mínimo constrangimento e delas tiravam proveito diferenciado; com a ajuda de Madame de Girardin, iniciada nesses mistérios, travavam diálogo aberto e reflexivo com aquilo que consideravam seus gênios protetores, como os antigos oráculos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O que estava acontecendo? O mundo estava virando e ficando de cabeça para baixo? Os tempos eram chegados? Como ficaria a luta entre a fé a razão se a essência desse novo paradigma era um misto dessas duas coisas aparentemente antagônicas? Como reagiriam os remanescentes do Homem Metafísico? E os Homens Teológicos do mundo clerical? E , finalmente, como se comportariam os Homens Positivos da Ciência materialista? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O Homem Racional greco-romano havia atingido 45 graus na escala da consciência e os seus sucessores Metafísicos da Renascença e do Iluminismo talvez tenham avançado alguns pontos. Mas, no geral, havia acontecido uma estagnação. O desenvolvimento das ciências já deveria ter acelerado esse processo de auto-consciência, mas esse confronto com clero talvez tenha provocado um recuo aos 45 graus. Desde o século XV havia um impasse a ser solucionado e a equação do problema estava centralizado num debate entre a afirmação e a negação da mente. O cérebro reinava com todo o aparato acadêmico da poderosa Biologia darwiniana enquanto a mente permanecia estática no terreno da utopia e da ficção. Nem Bérgson nem Freud haviam entrado em cena para definir, desenhar e refletir sobre organismo mental humano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;No entanto, os fenômenos iniciados nos Estados Unidos em 1848 e espalhados pelo mundo levantavam um outro problema que deslocava as discussões sobre esse assunto para um outro nível de investigação e debates. Os espíritos são consciências inteligentes cujo comportamento procurava demonstrar sua sobrevivência após a morte do corpo. Portanto, a discussão entre céticos e místicos tornara-se totalmente inútil e roubava a cena para outra discussões mais imediatas: o que são e quem são esses espíritos? Como e onde eles vivem? Quais as leis que regulam suas manifestações? Porque eles se manifestam agora com tanta intensidade? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Os Homens Positivos estavam acuados: ou mentiam para si mesmos e negavam que tudo aquilo não existia ou então cairiam em si e direcionavam toda sua bagagem científica para explicar tais fenômenos. Quem se arriscaria? E o prestígio acadêmico? E a perseguição clerical? Quem estava disposto a correr esses riscos? É claro que a Igreja já não era mais a mesma que não haveria uma fogueira inquisitorial a queimar o corpo, afinal o Conde Cagliostro havia sido a última vítima desses abusos em conluio com os Estados absolutistas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mas o clero ainda mantinha grande influência sobre as instituições culturais que davam empregos a maioria dos pesquisadores. Alguns nomes tiveram essa ousadia de enfrentar o anátema clerical e deram provas públicas de amor incondicional à Verdade, custasse o que custasse. A lista começava por conhecidos magnetizadores como Anton Mesmer, Du Potet, Puissegur, e percorria uma grande constelação de gênios acadêmicos: Willian Crookes, Sir Oliver Lodge, Alexander Aksakof, Cesare Lombrozo, Camille Flamarion, Ernesto Bozzano, Charles Richet, só para citar os mais celebrados. Muitos deles não desenvolveram vínculos filosóficos com o Neo-espiritualismo e o Espiritismo, como mais tarde outros o fizeram, mas não recuaram diante dos fatos e das evidências que tinham pela frente. Enquanto algumas personalidades tidas como gênios das Ciências deram provas de imaturidade emocional e despreparo ideológico, esses nomes citados deram um importante passo em suas vidas porque perceberam que o que estava em jogo não eram suas reputações mas suas consciências. Todos eles já haviam superado a marca dos 45 graus e queriam avançar muito além dos seus limites pessoais. Não estavam mais satisfeitos com suas características positivas e buscavam uma nova pedra filosofal que se delineava nos seus projetos íntimos para o futuro. Queriam amadurecer o fruto de um conhecimento que perseguiam há séculos e que só agora estavam compreendendo a sua devida importância. Mas nenhum deles teve um amadurecimento tão rápido com o Professor L.H. Denizard Rivail, um pedagogo francês nascido em Lyon e educado no instituto de Yverdon, na Suíça, sob os cuidados de Jean-Henri Pestalozzi. Rivail era mais que um pedagogo: dominava os mais influentes idiomas e as principais atividades científicas do seu tempo. Muito antes que a grande maioria desses nomes citados se interessasse pelos estranhos fenômenos dos raps e das “mesas-girantes” Rivail já demonstra ser neste assunto um expert, assunto este que levava tão a sério, ou mais, do que a própria profissão que havia escolhido para ganhar a vida. Nas suas “Obras Póstumas” ele relata como foi a sua iniciação ao “Espiritismo”, palavra nova que ele criou especialmente para conceituar essa nova visão de mundo surgida a partir de fenômenos aparentemente sobrenaturais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foi em 1854 que ouvi falar pela primeira vez das mesas girantes. Um dia encontrei-me com o Sr. Fortier, magnetizador que eu conhecia desde longo tempo. Disse-me ele: “Sabe o senhor da singular propriedade que acabam de descobrir no magnetismo? Parece que não são unicamente os indivíduos que se magnetizam, mas também as mesas, que podemos fazer girar e andar à vontade.” – É extraordinário, não há dúvida”, respondi-lhe. “Mas, em rigor, não é um fato que não me parece radicalmente impossível. O fluido magnético, que é uma espécie de eletricidade, pode muito bem atuar sobre os corpos inertes e fazê-los mover-se”. Os relatos publicados pelos jornais sobre as experiências feitas em Nantes, em Marselha e algumas outras cidades, não podiam deixar dúvida quanto à realidade do fenômeno.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Pouco tempo depois, tornei-me a encontrar-me com o Sr. Fortier, que me disse: “O fato é bem mais extraordinário. Não somente fazem girar a mesa, quando a magnetizam, mas fazem-na falar. Interrogam-na e ele responde.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Isto, retruquei eu, já é uma outra questão. Só acreditarei vendo, e quando me provarem que a mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que pode tornar-se sonâmbula. Até lá, permita-me que considere isso um conto para fazer-nos dormir em pé.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Este raciocínio é lógico. Eu aceitava a possibilidade do movimento por uma força mecânica, mas, ignorando a causa e a lei do fenômeno, parecia-me absurdo atribuir inteligência a uma coisa puramente material. Estava na posição dos incrédulos de nossos dias, que negam porque apenas presenciam um fato que não compreendem.&lt;br /&gt;(...) No ano seguinte, no início de 1855, encontrei o Sr. Carlotti, meu amigo há 25 anos, que me falou desses fenômenos por cerca de uma hora com o entusiasmo que lhe despertavam todas as idéias novas. O Sr. Carlotti era corso, de natureza ardente e enérgica. Eu sempre havia apreciado nele as qualidades que distinguem uma grande e bela alma , mas desconfiava da sua exaltação. Foi o primeiro a falar-me da intervenção dos Espíritos e contou-me tantas coisas surpreendentes que, em vez de me convencer, aumentou minhas dúvidas. “Um dia serás um dos nossos”, disse-me. Ao que respondi: “Não digo que não. Veremos mais tarde.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Algum tempo depois, em maio de 1858, eu estava em casa da sonâbula Sra. Roger, com O Sr. Fortier, seu magnetizador. Ali encontrei o Sr. Pântier e a Sra Plainemaison, que me falaram sobre aqueles fenômenos a que se referia o Sr. Carlotti, mas em outro tom. O Sr. Pântier era um funcionário público de meia idade, homem muito instruído, sério, frio e calmo. Sua linguagem pausada, isenta de quaisquer entusiasmos, causou-me viva impressão e, quando me convidou para assistir às experiências que se realizavam em casa da Sra. Plainemaison, à rua Grande-Batelière, nº 18, aceitei pressuroso. O encontro foi marcado para uma terça-feira, às 8 horas da noite.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Ali, pela primeira vez, fui testemunha do fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não era possível haver mais dúvidas. Presenciei igualmente alguns ensaios, bastante imperfeitos, da escrita mediúnica numa ardósia, com o auxílio de uma cesta. Minhas idéias ainda não estavam definidas, mas ali estava um fato que devia ter uma causa. Entrevi, debaixo da aparente futilidade e da espécie de diversão que faziam com aqueles fenômenos, algo sério e como que a revelação de uma nova lei que prometi a mim mesmo investigar a fundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Dentro de pouco tempo surgiu-me a ocasião de observar mais atentamente do que houvera podido fazê-lo antes. Numa das reuniões da Sra Plainemaison conheci a família Baudin, que morava então à Rua Rochechouart. O Sr. Baudin convidou-me para assistir às sessões semanais que se realizavam em sua casa e às quais passei a ser, desde então, muito assíduo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Estas reuniões eram muito freqüentadas; além dos assistentes habituais, admitiam sem dificuldades quem quer que o pedisse. Os dois médiuns eram as Srtas. Baudin, que escreviam numa ardósia com o auxílio da cesta, chamada pião, descrita no “Livro dos Médiuns”. Este método, que exige o concurso de duas pessoas, exclui qualquer possibilidade de participação das idéias do médium. Assim presenciei comunicações seguidas de respostas dadas a questões propostas, às vezes mesmo a perguntas feitas mentalmente, que faziam entrever, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Os assuntos tratados eram, geralmente, frívolos. Ocupavam-se principalmente de tudo o que se referia à vida material, ao futuro, em suma, a nada de verdadeiramente importante. A curiosidade e o entretenimento eram o principal móvel dos assistentes. O Espírito que habitualmente se manifestava dava o nome de Zéphir, que estava perfeitamente de acordo com seu caráter e o da reunião. Todavia, era muito bom, e declarara-se protetor da família. Se muitas vezes sabia fazer rir, dava, quando necessário, bons conselhos e fazia uso, oportunamente, do dito mordaz e espirituoso. Em pouco travamos relações, dando-me ele, constantemente provas de grande simpatia. Não era um Espírito muito adiantado, porém, mais tarde, assistido por Espíritos superiores, ajudou-me nas minhas primeiras obras. Depois disse-me que ia reencarnar e nunca mais ouvi falar dele.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Foi ali que fiz meus primeiros estudos sérios sobre Espiritismo, mais pelas observações que pelas revelações. Apliquei à nova ciência, como sempre fizera, o método da experimentação. Jamais utilizei teorias preconcebidas; observava atentamente, comparava e deduzia as conseqüências. Através dos efeitos procurava chegar às causas pela dedução e o encadeamento lógico dos fatos, só admitindo uma conclusão como válida quando esta conseguia resolver todas as dificuldades da questão. Foi assim que sempre procedi em meus trabalhos anteriores desde a idade de 24 a 26 anos. Compreendi, logo à primeira vista, importância da pesquisa que iria fazer. Vislumbrei naqueles fenômenos a chave do problema do passado e do futuro da Humanidade, tão confuso e tão controvertido, a solução daquilo que eu havia buscado toda a minha vida. Era, em suma, uma revolução total nas idéias e nas crenças existentes. Era preciso, pois, agir com circunspecção, não levianamente. Ser positivo, não idealista, para não me deixar levar por ilusões.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A HISTÓRIA DE KATIE KING&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Trinta anos se passaram, desde que publiquei as atas das experiências tendentes a mostrar que, fora dos nossos conhecimentos científicos, existe uma força posta em atividade, por uma inteligência comum a todos os mortais. Nada tenho que retratar dessas experiências e mantenho as minhas verificações já publicadas, podendo mesmo a elas acrescentar muita coisa.” - Willian Crookes, membro da Sociedade Real de Londres, em relatório no Congresso da Associação Britânica, em 1898.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os fenômenos de materialização constituem as mais altas e irrefragáveis demonstrações da imortalidade. Surgir um ser defunto diante dos espectadores com uma forma corpórea, conversar, caminhar, escrever e desaparecer, quer instantaneamente, quer gradativamente, sob as vistas dos observadores, é decerto o mais empolgante e o mais singular dos espetáculos. Isso, para um incrédulo, ultrapassa os limites da verossimelhança e provas físicas irrefutáveis se fazem necessárias, para que o fenômeno não seja lançado à conta de alucinação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Às 7 horas e 23 minutos da noite, o Sr. Crookes conduziu a Srta. Cook para o gabinete escuro, onde ela se deitou no chão, com a cabeça sobre um travesseiro. Às 7 horas e 28 minutos, Katie falou pela primeira vez e às 7 horas e 30 minutos mostrou-se fora da cortina e em toda a sua estatura. Estava vestida de branco de mangas curtas e o pescoço nu. Trazia soltos os seus longos cabelos castanhos –claros, de tom dourado, a lhe caírem em cachos dos dois lados da cabeça e pelas costas até à cintura. Também trazia um longo véu branco que apenas uma ou duas vezes abaixou sobre o rosto, durante a sessão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O médium trajava um vestido de merinó azul-claro. Durante quase toda a sessão, Katie se conservou em pé diante dos assistentes. Corrida que fora a cortina do gabinete, todos viam distintamente o médium adormecido, com o rosto coberto por um xale vermelho, para preservá-lo da luz. Não deixara a posição que havia tomado desde o começo da sessão, que transcorreu a uma luz que espalhava viva claridade. Katie falou da sua próxima partida e aceitou um ramo de flores que o Sr. Tapp lhe trouxera, assim como um apanhado de lírios que o Sr. Crookes lhe ofereceu. Pediu ao Sr. Tapp que desmanchasse o ramo e colocasse diante dela as flores, no chão. Sentou-se, então, à moda turca e pediu que todos fizessem o mesmo, ao seu derredor. Distribuiu as flores, fazendo com algumas um raminho, que atou com uma fita azul.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Escreveu cartas de adeuses a alguns de seus amigos, pondo-lhes assinatura: Annie Owen Morgan, dizendo que fora este o seu verdadeiro nome na vida terrena. Escreveu também uma carta ao seu médium e escolheu um botão de rosa para lhe ser entregue como presente de despedida. Pegou de uma tesoura, cortou uma mecha de seus cabelos e ofereceu certa porção destes a cada um. Enfiou depois o braço no do Sr. Crookes e deu volta à sala apertando a mão de todos, um por um. Sentou-se de novo, cortou vários pedaços do seu vestido e do seu véu, presenteando com eles os assistentes. Como fossem visíveis os grandes buracos que lhe ficaram nas vestes e estando ela sentada entre o Sr. Crookes e o Sr. Tapp, alguém lhe perguntou se poderia reparar aqueles estragos, como já o fizera em outras ocasiões. Ela então expôs à luz a parte cortada, bateu em cima com uma das mãos e imediatamente aquela parte do vestido se tornou tão perfeita como era antes. Os que lhe estavam próximos examinaram e tocaram, com sua permissão, a fazenda e afirmam que não mais havia nem buraco, nem costura, nem a aposição de qualquer remendo onde um momento antes tinham visto rasgões do diâmetro de muitas polegadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Transmitiu a seguir suas últimas instruções ao Sr. Crookes e aos outros amigos sobre como deviam proceder com relação às manifestações ulteriores, que prometera, como o auxílio do seu médium. Essas instruções foram cuidadosamente anotadas e entregues ao Sr. Crookes. Parecendo então fatigada, Katie dizia com tristeza que precisava ir-se embora, que a sua força decaía. Reiterou muito afetuosamente seus adeuses a todos e todos lhe agradeceram as maravilhosas manifestações que lhes havia proporcionado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Dirigindo a seus amigos um último olhar, grave e pensativo, desceu a cortina e tornou-se invisível. Ouviram-na despertar o médium, que lhe pediu, banhada em lágrimas, que se demorasse mais um pouco. Katie, porém, lhe respondeu: “Minha querida, não posso. Está cumprida a minha missão. Deus te abençoe!” E todos ouviram o som do seu beijo de despedida no médium. Logo depois, a Srta. Cook vinha ter com os presentes, inteiramente esgotada e profundamente consternada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Vê-se assim quanto a moça, rebelde a princípio, se afeiçoara à sua amiga invisível. Katie dizia que dali em diante não mais poderia falar nem mostrar-se; que, realizando, por três anos, aquelas manifestações físicas, passara vida bem penosa, para expiar suas faltas; que decidira elevar-se a um grau mais alto da vida espiritual; que só a longos intervalos poderia corresponder-se por escrito como seu médium, mas que este poderia vê-la sempre, por meio da lucidez magnética.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gabriel Dellane. A Alma é Imortal.. Tradução de Guillon Ribeiro. FEB Editora&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; “ O Espírito e o tempo ”. Editora Pensamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-8858860909156651138?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/8858860909156651138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/8858860909156651138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/o-homem-positivo-da-era-cientfica.html' title='O Homem Positivo da Era Científica'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73S0Ze9aII/AAAAAAAAATA/MjNi-sNMvwI/s72-c/Kardec,+Crooks,+Dellane.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-3854381915887118249</id><published>2008-02-21T10:36:00.000-08:00</published><updated>2008-02-21T19:10:20.552-08:00</updated><title type='text'>O Homem Psicológico do 3º Milênio</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73NFJe9aHI/AAAAAAAAAS4/yXJqMJVEFG4/s1600-h/Gandhi,+King+e+Rogers.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169513435620010098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73NFJe9aHI/AAAAAAAAAS4/yXJqMJVEFG4/s400/Gandhi,+King+e+Rogers.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;A não-violência é o primeiro artigo de fé. E também o último artigo de meu credo. Mas tive de fazer a escolha. Ou submeter-me a ela. Ou submeter-me a um sistema que considero um mal irreparável para o meu país, ou incorrer no risco de que o furor do povo irrompesse ao ouvir a verdade de meus lábios.” – Mohandas Gandhi.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O advento do sexto ser já é visto equivocadamente como a realização plena da Humanidade, isto porque os seus protótipos se destacaram pelo alto espírito de altruísmo e desprendimento dos interesses materiais. Na verdade todos esses seres experimentaram uma intensa luta interior entre o ego e a personalidade. Muitos deles, embora não demonstrassem, ainda identificavam em si mesmos alguns resquícios da presença do grande inimigo da evolução espiritual humana: o egoísmo. Obviamente com um senso auto-crítico muito mais aguçado, já tratavam essa tendência pessoal de forma mais harmônica, com uma aceitação tão convicta que pareciam ter completo domínio sobre o problema. O Narciso que traziam dentro de si há muito já agonizava e dava os últimos suspiros no esforço derradeiro de sobrevivência. Não podiam mais resistir ao impulso da transformação que movimenta o mundo interior dos seres. Mesmo assim, essa auto-admiração, que era vinha sendo tratada com muito rigor, não merecia o desprezo que normalmente damos aos nossos defeitos nem a bajulação que damos às nossas possíveis virtudes. Ao perceberem alguma reação ou atitude que lembra o comportamento egoísta, geralmente numa situação altamente contraditória e de prova, esses seres buscam imediatamente o refúgio na humildade e na humilhação. Para eles esses são antídotos tão naturais e infalíveis como qualquer mecanismo de defesa adotado pelas formas vivas mais primitivas até as mais sofisticadas. Se a presa animal se paralisa bruscamente para frustrar o ataque do predador, o ser humano brando e pacífico geralmente desarma o seu agressor adotando uma inesperada forma de reação ao gesto agressivo e contundente: o amor e o perdão. Para desenvolver essa habilidade intrapessoal é necessário muito esforço para impedir que o Ego se manifeste antes da personalidade. Trata-se de um controle obtido por esforços repetitivos, até que se transforme numa reação natural e não mais planejada. Como bem explicou e exemplificou Santo Agostinho, é assim que um defeito se transforma numa virtude.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Os grandes inimigos do ser humano da Era Digital é o narcisismo e o niilismo. O excessivo culto ao Eu e indiferença párea com a espiritualidade são os novos vírus mentais que o afastam da experiência transcendental. Porém, livre dos exageros do ascetismo hipócrita ou das metodologias complexas da auto-ajuda, o ser humano atual pode trabalhar essa mudança de forma mais inteligente e prática, com a mesma simplicidade com que os mais antigos faziam. Humildade e humilhação não significam senão uma aparente anulação de si mesmo. Como nos ensinou um sábio Espírito, humildade é obediência, que é “uma concessão da razão”, e a humilhação é a resignação, “ que é uma concessão do coração”. Para fazer essas concessões é necessário ter muita coragem e disposição para vencer o mundo vencendo a si mesmo. Essas vitórias se dão através do amadurecimento gradual da consciência, fenômeno psicológico cuja duração depende da potencialidade de maturação do ser. Para uns são necessárias muitas existências para que ocorra a transformação essencial; para outros, basta uma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Jesus viveu numa época em que o racionalismo greco-romano ainda era a marca dominante da civilização ocidental. Mesmo tendo nascido e vivido numa sociedade teocrática e reforçada pelo monoteísmo, ele manifestava características do Homem Psicológico que começa surgir no Terceiro Milênio e, em determinados momentos, as de um Sétimo Ser, cujas experiências já haviam ultrapassado os limites humanos conhecidos não só naquela época como também ainda hoje. Encontramos outros seres nessa condição em plena Idade Média, como Francisco de Assis. Dos apóstolos de Jesus, João Evangelista já possuía tal perfil psicológico, condição que lhe permitia a manifestação de diversos tipos de percepção extra-sensorial ou habilidades mediúnicas. Isso mostra que a evolução da consciência humana não seguiu rigidamente uma linearidade histórica obrigatória, e sim caso a caso, revelando que alguns seres mais avançados poderiam realizar tais experiências em outros mundos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;No mundo contemporâneo, especificamente no século XX, encontramos vários protótipos desse Homem Psicológico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mas o que é a sensibilidade metafísica senão uma tecnologia mental, reflexo da evolução espiritual? Mesmo em casos de prova, em que seres ainda atrasados são portadores provisório dessa faculdade, não se trata um conhecimento que vem sendo utilizado como ferramentas de atuações múltiplas como a pesquisa científica, para a cura de males físicos e psicológicos, para o exercício da arte e ajuda ao próximo? Muitos filósofos da pós-modernidade, sobretudo o canadense Marshall McLuhan&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;, celebraram os sinais do futuro como sinônimo da tecnologia cibernética. Sua teoria de que as máquinas são extensões do corpo humano ganhou mais força ainda quando a micro-eletrônica deu seus primeiros passos nas décadas de 1950 e 1970. Se a roda era uma extensão dos pés e inúmeros outros equipamentos exerceriam o papel dos braços e dos olhos, o advento do microcomputador certamente seria a estrela da apoteoso tecnológica pois este seria o perfeito substituto do cérebro. Já entramos na Era Digital e a informática segue na sua missão de impor-se como peça essencial da inteligência artificial. Há dúvidas quanto a isso, sobretudo porque ainda permanece no ar e no calor dos debates científicos a diferença entre o cérebro e a mente. É uma discussão é tão inútil e infantil quanto o debate entre criacionistas e evolucionistas, cujas posturas limitadas distorcem o debate para rumos ideológicos, como se essa questão fosse exclusivamente um problema de guerra entre o darwinismo ortodoxo e o cristianismo fundamentalista. Como discutir e debater de forma inteligente esse assunto se os fenômenos psíquicos são dogmaticamente rejeitados pela chamada comunidade científica? No cerne de problema está a mediunidade, uma faculdade mental ou cerebral, não importa, que existe, que se mostra pelos fatos públicos e notórios, mas que ainda não consegue ser digerida ideologicamente pelo orgulhoso homem contemporâneo. Admitir a mediunidade é o equivalente a admitir que somos essencialmente iguais aos mais selvagens e primitivos seres humanos do passado, também dotados dessa faculdade de percepção extra-sensorial. Para os membros da aristocracia acadêmica é inadmissível que um ser civilizado como o homem da Era Digital, portando dons sensitivos, tenha um comportamento semelhante aos supersticiosos membros de uma sociedade tribal. Esquecem os pretensiosos cientistas que , tal como a tecnologia material, a tecnologia mediúnica também veio sofrendo transformações desde os tempos primitivos. A mediunidade mágica e totêmica evoluiu para as profecias oraculares até chegar à fase atual na qual suas manifestações representam uma enorme diversidade de características, de acordo com o grau de inteligência e sensibilidade do seu portador. A extensão tecnológica do cérebro não se encontra nos equipamentos de tecnologia material e sim nas possibilidades energéticas e nas habilidades psíquicas dos médiuns. Trata-se, como foi e vem sendo cansativamente pesquisado e ensinado pelos pesquisadores do Além, de uma faculdade inerente a todos os seres humanos cuja potencialidade só depende de treinamento e uso adequado. Ela tanto pode ser utilizada grosseiramente como uma enxada no uso da terra, como ainda fazem os feiticeiros tribais, como pode, de forma sutil, semelhante à transmissão digital, promover a troca de idéias pela intuição e telepatia. Em a “Grande Síntese”&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;, obra lida e elogiada por Einstein, a inteligência espiritual (Sua Voz) que inspirou o autor Pietro Ubaldi assim se expressa quando fala do futuro da mediunidade e das possibilidades humanas nesse terreno da tecnologia mental:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não vos atemorizeis esta incompreensível intuição. Começai por deixar de negá-la e vos aparecerá. O grande conceito que a ciência afirmou (embora de forma incompleta e com erradas conseqüências), a evolução não é uma quimera, e impulsiona vosso sistema nervoso para uma sensibilidade sempre mais apurada, que dela é o prelúdio.Assim, é que esta psique mais profunda se manifestará por força da lei natural da evolução, por via de uma fatal maturação que está próxima. Deixeis de lado, para os fins da vida prática, aquela outra psique exterior e de superfície, que é a razão, porque tão-só como esta psique interior, que está na profundeza das coisas. Somente esta é a estrada que leva ao conhecimento do absoluto. Somente entre semelhantes é possível haver comunicação e, para compreenderdes o mistério que existe nas coisas, deveis saber descer ao mistério que está dentro de vós. Isto não o ignorais totalmente. Olhais aturdidos para tantas coisas que afloram de uma vossa consciência mais profunda, sem conseguir encontrar-lhes as origens: instintos, tendências, atrações, repulsões, pressentimentos. Aí nascem, irresistivelmente, todas as maiores afirmações de vossa personalidade. Ali encontrareis o vosso Eu verdadeiro e eterno, que não deveis confundir com o Eu exterior, aquele Eu que é filho da matéria e com a matéria morre. Este Eu exterior, esta consciência clara expande-se no contínuo fluxo da vida, aprofunda-se em busca daquela outra consciência interior latente, que procura emergir e relevar-se. Os dois pólos do ser, consciência exterior clara e consciência latente, tendem para a fusão. A consciência clara experimenta, assimila, imite na latente os produtos assimilados através do movimento da vida: destilações de valores, automatismos, que constituirão os instintos do futuro. Deste modo, por estas permutas incessantes, a personalidade expande-se e atua-se a grande finalidade da vida. Quando a consciência latente houver ficado clara e o Eu conhecer-se todo a si mesmo, nesse dia o homem terá vencido a morte. Teremos ocasião de aprofundar mais esta questão. Os estudos das ciências psíquicas é o mais importante do que hoje podeis fazer. O novo instrumento de pesquisa que deveis desenvolver e que está naturalmente se desenvolvendo é, de fato, vossa consciência latente. Tendes olhado bastante fora de vós; agora, deveis resolver o problema de vós mesmos, e tereis resolvido os outros problemas. Acostumais, desde já, o vosso pensamento a seguir esta nova ordem de idéias e, se souberdes transferir o centro de vossa personalidade para essas estratificações profundas, verificareis surgirem em vós sentidos novos, uma percepção anímica, uma faculdade de visão direta que não mais do que aquela intuição de que vos tenho falado. Purificai-vos moralmente, afinai a sensibilidade do instrumento, que sois vós mesmos, e, só então, podereis ver. Os que absolutamente não sentem estas coisas, os que não estão maduros, fiquem de lado; voltem, mesmo, a envolver-se na lama de suas baixas aspirações e não procurem o conhecimento. Este é prêmio concedido somente a quem o tenha duramente merecido.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria dos protótipos psicológicos são dotados de habilidades sensitivas naturais, explícitas ou implícitas. No primeiro caso a sensibilidade funciona como meio e fim; no segundo ela não é necessariamente essencial, pois a habilidade pessoal dispensa o contato e o uso da fenomenologia. É o caso, por exemplo, do Mahatma Gandhi, cuja inteligência intuitiva dispensava qualquer artifício mediúnico exterior que pudesse entrar em conflito com a sua proposta de humildade e naturalidade absolutas. Seu sexto sentido, sempre muito aguçado, o conduzia irresistivelmente para a exemplificação de suas idéias já que o seu grande inimigo não era o ceticismo, mas a violência, o orgulho e a arrogância. Nesse caso o fenômeno mediúnico tornou-se dispensável, pois o problema era exatamente o contrário, isto é, o excesso de crença e de ideologia; daí a sua opção estratégica por um aspecto que ele mais se impressionou com o cristianismo: o constante exemplo de tranqüilidade e mansuetude de Jesus. É, sem dúvida, o caso de dimensão psicológica que mais chama a atenção em nosso tempo, tanto pelas suas características incomuns como pela sua repercussão mundial. O grau de consciência do Mahatma revelou uma curiosa inter-relação de identidade de conceitos, tornando-o uma prova viva da universalidade ou do caráter cósmico que orienta a experiência humana. Gandhi é tornou-se unanimidade entre todas religiões e filosofias humanistas e que pregam a tolerância. Para o pastor protestante Martin Luther King, que seguiu seus passos com fé e coerência, ele era um exemplo de heroísmo bíblico à altura de um Abraão ou de um Moisés; para os católicos um caso típico de Santidade; para os budistas, um Iluminado; para os hinduístas, um raro Avatar; para os espíritas, um Espírito Superior cujas dissertações poderiam constar em qualquer um dos capítulo do Evangelho de Allan Kardec ou nas respostas e comentários de “O Livro dos Espíritos”. Gandhi é o próprio paradoxo: ele é a religião e a filosofia de vida que almejamos e ao mesmo tempo a negação da religião e da filosofia que praticamos. Seu brutal assassinato é outra prova de como o seu modo de vida e de ver as coisas causavam repugnância e ódio ao Homem Biológico que ainda insistimos em conservar em nosso íntimo. Gandhi ainda é o Homem do Futuro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mas como atingir esse grau de maturidade? Quando e em que época humanidade terá entre seus membros e presente nas suas diversas culturas essas características de um novo ser? Certamente essa mudança também ocorrerá no meio ambiente: um novo ser humano viverá em um novo mundo, uma sociedade diferente daquela que vinha sendo desenvolvida há séculos e que está dando os seus últimos suspiros no planeta. As aristocracias da força e dos privilégios, que dominaram nos primeiros milênios da experiência humana já esgotaram suas possibilidades de satisfazer as necessidades sociais e desafios que se apresentam no próximo milênio. Não existe mais espaço para as desigualdades porque já foi apontado o rumo do respeito pelas diferenças; não há mais clima para as guerras e para violência porque já aprendemos o caminho da aceitação e solidariedade; já não há mais justificativa para os tormentos pessoais, para as fugas e auto-destruição porque já alcançamos a capacidade da auto-ajuda e do conforto do auto-equilíbrio; não há mais a necessidade das tragédias existenciais familiares, da dor e da morte do corpo porque pá estamos desvendando os segredos técnicos e genéticos e diverso conhecimentos que nos conduzem em caminho seguros e satisfatórios no campo da saúde e do destino.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Nas últimas décadas do século XX pairava entre nós a dúvida e a incerteza sobre o futuro da humanidade. Nos anos 70 e 80 não víamos no horizonte senão a escura perspectiva da degeneração e de uma catástrofe nuclear. O sonho de paz e amor dos hippies foi sendo massacrado pela ambição desmedida dos jovens yuppies; a liberdade sexual e as experiências aparentemente inofensivas do psicodelismo resultaram na devastação causada pela cocaína e pela AIDS; uma sucessão de guerras e revoluções no jogo da Guerra Fria das superpotências, bem como a gana capitalista colocaram em risco não só o meio ambiente , mas a própria existência do planeta tal a irresponsabilidade no uso dos recurso naturais e na disputa armamentista. Vivíamos naqueles terríveis anos de medo e ansiedade, antes da globalização, um clima de apocalipse. O mundo realmente estava acabando e poucas foram as vozes serenas que se arriscaram a dar opiniões sobre o que estava acontecendo ser correr o risco de serem acusados de falsa profecia e de espírito de seita ou dos gurus. Nesses momentos de insegurança e de falta de rumos, as ficções científicas e também as utopias brotam nos jardins da esperança. Velhos autores da antiguidade clássica e da renascença; utópicos socialistas e visionários do século XIX; todos reaparecem nas estantes, no cinema e nas séries da TV. Verne, Huxley, Assimov, Mac-Luhan, Tagore, Einstein, Gandhi, King, Rogers, Morin, Rohden e muitos outros , se misturam num grande diversidade de conhecimentos e experiências e fazem o papel dos antigos profetas bíblicos. Eles dão notícias de uma época distante, do tempo relativo, da possibilidade do vir a ser. Por isso são compreensivelmente devorados pelos famintos do alimento futuro. Nem tudo está perdido. Há luz no fim do túnel e vida intensa para ser vivida nos próximos mil anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;I HAVE DREAM! (Eu tenho um sonho!)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre.Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes". Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississipi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, de qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!" E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade. E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro: "Livre afinal, livre afinal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Discurso de Martin Luther King - 28/08/1963)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;UM NOVO MUNDO UMA NOVA PESSOA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nosso mundo está em uma tumultuada agonia, agonia sem parto. Isto bem pode ser a desintegração precedente à destruição de nossa cultura pelo suicídio de um holocausto nuclear. Por outro lado, o terrorismo, a confusão, o desmoronamento de governos e de instituições podem ser as dores de um mundo em trabalhos de parto (...) nas aflições do nascimento de uma nova era (...) do nascimento de um novo ser humano, capaz de viver nessa nova era, nesse mundo transformado. Estamos diante não de uma, mas de várias mudanças inevitáveis de paradigmas. Os velhos padrões se desvaneceram. Isto nos inquieta e nos deixa incertos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;A busca por uma unidade material (moléculas, átomos, núcleos do átomo, inúmeras micro-partículas) do universo foi infrutífera. Ela não existia. As partículas eram padrões de energia oscilante. Toda nossa percepção da realidade se desvaneceu em irrealidade. Nosso mundo era diferente de qualquer coisa que tivéssemos imaginado. Não existe solidez nele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;As pesquisas de J.S. Bell –1964 a 1972 - sugeriram um universo interconectado em cada evento está em conexão com todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Partículas gêmeas, com o mesmo spin, poderiam ser separadas. Se o spin de uma dessas partículas é alterado,o spin da outra muda instantaneamente. Como essa partícula “sabe” o que está acontecendo à sua partícula gêmea?&lt;br /&gt;Existe no universo um misterioso e desconcertante vínculo de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Nesse novo paradigma, matéria, tempo e espaço desaparecem como conceitos absolutos ou como conceitos significantes. Existem apenas oscilações. A solidez de nosso mundo desapareceu. O velho paradigma não serve mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;A ciência – pedra angular da nossa era tecnológica- não é mais simplesmente um sistema linear de causa e efeito, mas é uma descrição maravilhosamente complexa do processo recíproco de causa e efeito através do qual o universo está criando a si próprio!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Fritzjof Capra e Gary Zucav demonstram a convergência entre a física racional e teórica do ocidente e o esoterismo pragmático oriental.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;A epistemologia de Murayama demonstrou eu os sistemas vivos só podem ser entendidos através do reconhecimento do fato de que existem interações recíprocas de causa e efeito. Estas ampliam os desvios e permitem o desenvolvimento de informação nova e de novas formas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O prêmio Nobel em química Prigogine provou que quanto mais complexa a estrutura –química ou humana – mais energia ela despende para manter a complexidade. O cérebro humano, com apenas 2% do corpo, utiliza 20% do oxigênio disponível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Um sistema complexo é instável e nele ocorrem flutuações ou “perturbações”. Se elas são pequenas ele as dissipa. Se elas são grandes, elas são aumentadas e ampliadas pelas conexões do sistema. As perturbações atingem um ponto tal que o sistema –químico ou humano – é conduzido a um estado alterado, novo, mais coerente, mais ordenado e complexo. É uma nova forma de ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Esta mudança não é uma mudança gradual, é súbita, com vários fatores operando ao mesmo tempo para forçar a alteração. Segundo Ferguson, “Quanto mais complexo um sistema, maior o seu potencial para a auto-transcendência: sus partes cooperam para reorganizá-lo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;A teoria holográfica de Karl Pribam etá alterando não apenas a nossa compreensão do como percebemos – e talvez mesmo criemos – a realidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Barbara Brown demonstra em seu trabalho sobre biofeedback que a mente é uma entidade maior do que o cérebro, e que o nosso intelecto não consciente é capaz de realizar proezas como controlar uma única célula selecionada entre trilhões de células do corpo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Aspy, Roebuck e Tauch mostraram que, dado o clima psicológico adequado, a aprendizagem e a mudança e comportamento ocorrem num ritmo acelerado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Facilitar a expressão de sentimento, potencializar a pessoa, liberar o indivíduo para uma escolha mais autônoma, resulta em mais aprendizagem, mais produtividade, mais criatividade, do que a que resulta do exercício de poder sobre a pessoa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Potencializar a pessoa é colocar em movimento um processo que pode revolucionar a família, a escola, a organização, a instituição, o Estado. Estamos diante de uma mudança paradigmática.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Outras potencialidades humanas, delonga data conhecidas, mas desconsideradas, têm recebido uma nova apreciação. Fenômenos paranormais, como a telepatia, clarividência, precognição têm sido suficientemente testados e aceitos por associações científicas. Energias curadoras, que operam consciente ou inconscientemente, não são mais motivo de escárnio, mas partes de uma medicina holística. O poder da meditação, de forças transcendentais é também conhecido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;A realidade, como a temos conhecido – matéria, tempo e espaço – não existe mais de nenhuma forma fundamental. Estamos frente a uma realidade misteriosa de energias oscilantes que operam formas bizarras. É uma realidade de uma interconexão quase que mística , uma relação que participa cada entidade, tanto animada quanto inanimada.&lt;br /&gt;Como indicou um grande cientista, o universo não se parece mais com uma grande máquina. Assemelha-se a uma grande “idéia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um novo mundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este novo mundo será mais humano e humanitário. Explorará e desenvolverá as riquezas e capacidades da mente e do espírito humano. Produzirá indivíduos que serão mais integrados e plenos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Será um mundo que valorizará a pessoa individual, o maior de nossos recursos. Será um mundo mais natural, com um renovado amor e respeito pela natureza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Desenvolverá uma ciência mais complexa e humana, baseada em conceitos novos e menos rígidos. Sua tecnologia objetivará o engrandecimento das pessoas, ao invés da exploração delas e da natureza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Libertará a criatividade, à medida que os indivíduos sentirem o seu poder, suas capacidades, sua liberdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Este é o novo mundo em direção ao qual estamos inevitavelmente nos movendo: uma nova realidade, uma nova ciência, um novo ser, em constante processo de transformação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Quem será capaz de viver neste mundo completamente estranho e novo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Uma nova geração de conspiradores. Os jovens na mente e no espírito. Os jovens de corpo se juntarão a pessoas mais velhas que absorveram os conceitos em transformação. Não todos, naturalmente. Eles já estão nascendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um novo ser e suas qualidades&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nosso conceito de pessoa está diante de uma drástica mudança. Esta pessoa tem um potencial inimaginado, está ganhando tanto uma nova consciência de sua força e poder quanto o reconhecimento de uma única coisa constante na vida é o processo de mudança. Parece que precisamos ver o indivíduo primariamente como uma pessoa que está continuamente se transformando, uma pessoa transcendente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Estas pessoas vivem a vida como um processo, como um fluxo de energia, uma transformação. A vida rígida, estática, não atrai mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Vivem numa relação confortável com a natureza, um parentesco responsável. A idéia de “conquista da natureza” é um conceito a que são avessos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Vêem que poder sobre os outros é simplesmente uma outra forma de conquista, igualmente inaceitável e a que são igualmente avessos. O objetivo delas é potencializar a cada individuo, compartilhar o poder em empreendimentos comuns.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Experienciam sua relação com os outros como parte de sua relação com a natureza. Esta relação fundamenta a construção de comunidades em uma escala humana, o seu flexível modo de lidar com problemas comuns.&lt;br /&gt;Não gostam de viver em um mundo compartimentalizado – corpo e mente, saúde e doença, intelecto e sentimento, ciência e senso comum, indivíduo e grupo, sadio e insano, trabalho e divertimento. Em lugar disso, empenham-se no sentido de uma totalidade de vida, experienciando o pensamento, o sentimento, a energia curadora, todos, de uma forma integrada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Estes indivíduos são fundamentalmente indiferentes a posses materiais, confortos recompensas. Dinheiro e símbolos de status material não são o objetivo deles. Podem viver em abundância, mas de nenhuma forma isto lhes é necessário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;São pessoas que buscam, e seu questionamento é de uma natureza essencialmente espiritual. Estão conscientes e são influenciados pelos ritmos mais amplos do universo. Estão familiarizados com os estados alterados de consciência, com a energia psíquica, com experiências de meditação ou místicas. Querem encontrar um significado e objeto na vida que transcenda ao indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Têm uma abertura para o mundo – tanto interior como exterior. São abertas à experiência, a novos modos de ser, a novas idéias e conceitos e a um recentemente descoberto mundo de sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Vejo estas pessoas valorizarem a comunicação como meio de dizerem as coisas como elas são. Rejeitam a hipocrisia, a mentira e a conversa dúbia de nossa cultura. São abertos, por exemplo, sobre suas relações sexuais, em vez de manterem uma vida reservada ou dupla.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;São interessadas pelos outros, ávidas para serem úteis quando a necessidade é real. Seu interesse é um interesse, suave, não moralista, não avaliativo. Suspeitam de pessoas que “ajudam” profissionalmente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Têm uma antipatia por qualquer instituição altamente estruturada, inflexível, burocrática. Acreditam que a instituição deve existir para as pessoas, e não o inverso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Têm uma confiança em sua experiência e uma profunda descrença pela autoridade externa. Fazem seus próprios julgamentos morais, mesmo que desobedeçam abertamente a leis que consideram injustas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Suas vidas são construídas sobre uma filosofia consistente – uma confiança básica na natureza construtiva do organismo humano, um respeito pela integridade de cada pessoa, uma crença na idéia de que a liberdade de escolha é essencial para uma vida plena, uma crença de que a comunicação harmoniosa entre indivíduos pode ser facilitada, um reconhecimento de que a experiência de comunidade íntima é essencial a uma boa vida.&lt;br /&gt;Elas estarão à vontade em mundo que consiste somente de energia em vibração, um mundo sem uma base sólida, um mundo em processo de mudança, um mundo que a mente, no seu sentido mais amplo, tanto está consciente como cria a nova realidade. Elas serão capazes de viver as várias mudanças paradigmáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobreviverão estas novas pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A taxa de mortalidade infantil entre aqueles que são acentuadamente diferentes de sua cultura, que carregam em si o fermento de uma revolução do estilo de vida, tem sido alta. Encontrarão, sem dúvida, muita oposição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Terão que lutar contra a opressão, as perseguições e a marginalização. Sofrerão o desdenho, o escárnio, a raiva , por que nunca serão bons conformistas e uma constante ameaça a pessoas raivosas e amedrontadas. Serão desajustadas em muitos aspectos. Sua infância será uma um tempo de provação e de sofrimento. Mas elas dispõem de um importante elemento que nutrirá sua força, que é a sintonia com o futuro, pois podem conviver comas fantásticas mudanças quem estão em perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Os ventos da mudança científica, social e cultural estão soprando fortemente. As enormes perturbações da sociedade moderna forçarão uma transformação para uma ordem nova e mais coerente. E nessa ordem parece crescer uma nova visão de mundo, a relação de um renovado amor pela natureza, por todas as pessoas, uma compreensão da unidade espiritual do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Carl Rogers –1981- Texto resumido e adaptado de “ Em busca da Vida”- Sumus Editorial)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O RETRATO DE UM SANTO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Imaginai o mais feio, amiudado e frágil homem da Ásia, com cara e carne de bronze, cabelo grisalho à escovinha, maçãs do rosto salientes, bondosos olhinhos pardos, boca ampla e sem dentes, orelhas enormes, nariz grande, pernas e braços finos, vestido com uma tanga, diante de um juiz inglês na Índia, em julgamento por ter pregado ao seu povo a “não cooperação”. Ou então imaginai-o sentado num tapetinho num quarto desnudado de sua Satyagrahashram – Escola dos Buscadores da Verdade – em Ahmedabad: as pernas ossudas cruzas à maneira iogue, solas para cima, mãos ocupadas numa roca, faces vincadas de responsabilidade, cérebro ativo em responder a todas as perguntas. Desde 1920 esse tecelão seminu é o chefe espiritual e político de 320 milhões de indianos. Quando aparece em público, a multidão o envolve, para lhe tocar na veste ou lhe beijar os pés.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Quatro horas por dia ele trabalha na sua grosseira roca de fiar – khaddar – esperando com o exemplo persuadir a Índia ao retorno a esse simples instrumento, em vez de comprar produtos têxteis das fábricas inglesas que arruinaram a velha tecelagem indiana. Suas únicas posses consistem em três panos grosseiros – dois na arca e um na cama. Gandhi foi na mocidade um advogado rico, mas deu aos pobres tudo quanto tinha; e sua mulher, depois de alguma hesitação, seguiu-lhe o exemplo. Dorme no chão nu. Vive de nozes, ervas, frutas, arroz , leite de cabra; apenas uma vez na vida provou carne; às vezes passava semanas sem comer. “O que os olhos são para o mundo exterior, são os jejuns para o mundo interior. “ Ele sente que o espírito se esclarece, as coisas sem importância somem e as fundamentais – às vezes a verdadeira Alma do Mundo – emergem de Maya como o Everest dentre as nuvens.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Ao mesmo tempo que jejuava até alcançar o êxtase, Gandhi aconselhava seus seguidores a impedirem, com um clister diário durante o tempo do jejum, que o corpo se envenenasse com os ácidos produzidos pela auto consumação. Quando os muçulmanos e hindus começaram a matar-se uns aos outros com teológico entusiasmo, sem dar nenhuma atenção aos seus apelos de paz, Gandhi ficou sem comer durante três semanas, para comovê-los. Tornou-se tão fraco e franzino com tantos jejuns e privações, que quando tinha de dirigir-se às grandes assistências falava de uma cadeira erguida no ar. Levou o ascetismo ao campo sexual, e desejava , como Tolstoi, que o intercurso se limitasse ao exigido pela reprodução. Também ele na mocidade se entregara aos prazeres sexuais; a morte de seu pai veio surpreendê-lo nos braços do amor. Voltou-se, depois, com apaixonado remorso, para o Brahmacharia que lhe haviam pregado na juventude – absoluta abstenção de todo o desejo sensual. Gandhi persuadiu sua mulher a viver com ele como irmã; e a partir desse dia, diz ele, todas as dissensões cessaram. Quando compreendeu que a necessidade básica da Índia era a restrição da natalidade, adotou as teorias de Malthus e Tolstoi:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Será justo que nós, que conhecemos a situação, produzamos filhos? Apenas multiplicaremos o número dos escravos e débeis, se continuarmos a nos reproduzir a despeito da situação em que nos vemos. Enquanto a Índia não se tornar uma nação livre (...) não temos o direito de ter filhos (...) Não mês resta sombra de dúvida de que as pessoas casadas, se desejam fazer o bem ao país e querem ver a Índia transformada numa nação de homens fortes e belos, devem praticar o controle sexual e pelo necessário suspender a procriação.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Notabilizam-no ainda qualidades estranhamente semelhantes às do fundador do cristianismo. Embora não pronuncie o nome do Cristo, Gandhi age como se em tudo seguisse os preceitos do Sermão da Montanha. Desde São Francisco de Assis não sabemos na História de vida mais assinalada pela bondade, pelo desinteresse, pela simplicidade e pelo perdão aos inimigos. Vai a crédito dos seus oponentes o fato de terem pago a perpétua cortesia de Gandhi com moeda igual: o governo enviou-o à prisão da maneira mais delicada e exculpatória. Gandhi jamais demonstrou rancor ou ressentimento. Três vezes foi atacado pela multidão e espancado gravemente; em nenhuma resistiu ou retaliou; e quando um dos seus ofensores foi preso, recusou a acusá-lo. Logo depois do maior choque entre muçulmanos e hindus, quando os muçulmanos de Moplah chacinaram centenas de hindus inermes e ofereceram os seus prepúcios à Alá, sobreveio a fome nessa mesma população; Gandhi reuniu em toda a Índia fundos para socorrê-la e sem falta de uma anna, sem nenhuma dedução de despesas, mandou para o inimigo faminto todo o dinheiro arrecadado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mohandas Karamchandi Gandhi nasceu em 1869, de família de casta vaisia e da seita Jain e praticou o princípio ahimsa de jamais fazer o mal a um ser vivo. Seu pai foi um administrador capaz, porém herético em matéria financeira; perdeu o posto por excesso de honestidade, deu quase tudo quanto possuía para aos pobres e entregou o rsto à família. Anima rapaz, Mohandas se tornou ateu, tanto o desagradaram as adúlteras galantarias de certos deuses hindus; e para tornar clara a sua repulsa pela religião, comeu carne. A carne o repugnou, e Mohandas voltou à religião.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Teve matrimônio contratado e realizado aos 12 anos com Kasturbai, esposa que lhe permaneceu fiel através de todas as suas aventuras, durante a riqueza e a pobreza, as prisões e o Brahmacharia. Aos 18 anos prestou exames para a universidade e foi a Londres estudar leis. No primeiro ano leu 80 livros sobre o cristianismo; o Sermão da Montanha “foi incontinenti ao meu coração na primeira leitura”. Gandhi aceitou o conselho de “pagar o mal com o bem e amar os inimigos” como a mais alta expressão do idealismo humano; e preferiu cair com esses princípios a subir com os opostos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(...) A Índia duvidava dos meios, mas honrava os propósitos; e embora não aceitasse o Gandhi estadista, tomava em seu coração o Gandhi santo, e unanimemente passou a reverenciá-lo. Dele disse Tagore:&lt;br /&gt;“Gandhi se detenha à porta das cabanas de milhares de miseráveis, vestido como um deles. Falava-lhes na língua deles. Fazia-se uma verdade viva, e não mera citação de livros. Por esse motivo Mahatma, como lhe batizara o povo da Índia, é o seu verdadeiro nome. Quem como ele sentiu que todos os indianos são do seu próprio sangue e da sua própria carne? (...) Quando o amor bateu à porta da Índia, essa porta se abriu – escancarou-se. (...) Ao apelo de Gandhi a Índia intumesceu-se para novas grandezas, como acontecera antes, nos velhos tempos em que Buda proclamou a verdade da solidariedade e compaixão entre as criatura vivas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Will Durant - História da Civilização - Nossa Herança Oriental. Editora Record)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O PENSAMENTO VIVO DE GANDHI&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. O desejo sincero e profundo do coração é sempre realizado; em minha própria vida tenho sempre verificado a certeza disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Creio poder afirmar, sem arrogância e com a devida humildade, que a minha mensagem e os meus métodos são válidos, em sua essência, para todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Acho que vai certo método através das minhas incoerências. Creio que há uma coerência que passa por todas as minhas incoerências assim como há na natureza uma unidade&lt;br /&gt;que permeia as aparentes diversidades.&lt;br /&gt;4. As enfermidades são os resultados não só dos nossos atos como também dos nossos pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Satyagraha - a força do espírito - não depende do número; depende do grau de firmeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Satyagraha e Ahimsa são como duas faces da mesma medalha, ou melhor, como as duas cades de um pequeno disco de metal liso e sem incisões. Quem poderá dizer qual é a certa? A não-violência é o meio. A Verdade, o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. A minha vida é um Todo indivisível, e todos os meus atos convergem uns nos outros; e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Uma coisa lançou profundas raízes em mim: a convicção de que a moral é o fundamento das coisas, e a verdade, a substância de qualquer moral. A verdade tornou-se meu único objetivo. Ganhou importância a cada dia. E também a minha definição dela se foi constantemente ampliando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Minha devoção à verdade empurrou-me para a política; e posso dizer, sem a mínima hesitação, e também com toda a humildade que, não entendem nada de religião aqueles que afirmam que ela nada tem a ver com a política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. A minha preocupação não está em ser coerente com as minhas afirmações anteriores sobre determinado problema, mas em ser coerente com a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. O erro não se torna verdade por se difundir e multiplicar facilmente. Do mesmo modo a verdade não se torna erro pelo f ato de ninguém a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. O Amor e a verdade estão tão unidos entre si que é praticamente impossível separá-los. São como duas faces da mesma medalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. O ahimsa (amor) não é somente um estado negativo que consiste em não fazer o mal, mas também um estado positivo que consiste em amar, em fazer o bem a todos, inclusive a quem faz o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. O ahimsa não é coisa tão fácil. É mais fácil dançar sobre uma corda que sobre o fio da ahimsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. A única maneira de castigar quem se ama é sofrer em seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. É o sofrimento, e só o sofrimento, que abre no homem a compreensão interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. Unir a mais firme resistência ao mal com a maior benevolência para com o malfeitor. Não existe outro modo de purificar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. A minha natural inclinação para cuidar dos doentes transformou-se aos poucos em paixão; a tal ponto que muitas vezes fui obrigado a descuidar o meu trabalho. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. A não-violência é a mais alta qualidade de oração. A riqueza não pode consegui-Ia, a cólera foge dela, o orgulho devora-a, a gula e a luxúria ofuscam-na, a mentira a esvazia, toda a pressão não justificada a compromete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Não-violência não quer dizer renúncia a toda forma de luta contra o mal. Pelo contrário. A não-violência, pelo menos como eu a concebo, é uma luta ainda mais ativa e real que a própria lei do talião - mas em plano moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. A não-violência não pode ser definida como um método passivo ou inativo. É um movimento bem mais ativo que outros e exige o uso das armas. A verdade e a não-violência são, talvez, as forças mais ativas de que o mundo dispõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. Para tornar-se verdadeira força, a não-violência deve nascer do espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Creio que a não-violência é infinitamente superior à violência, e que o perdão é bem mais viril que o castigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. A não-violência, em sua concepção dinâmica, significa sofrimento consciente. Não quer absolutamente dizer submissão humilde à vontade do malfeitor, mas um empenho, com todo o ânimo, contra o tirano. Assim um só indivíduo, tendo como base esta lei, pode desafiar os poderes de um império injusto para salvar a própria honra, a própria religião, a própria alma e adiantar as premissas para a queda e a regeneração daquele mesmo império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. O método da não-violência pode parecer demorado, muito demorado, mas eu estou convencido de que é o mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. Após meio século de experiência, sei que a humanidade não pode ser libertada senão pela não-violência. Se bem entendi, é esta a lição central do cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. Só se adquire perfeita saúde vivendo na obediência às leis da Natureza. A verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos a controle quando a gula estiver sob controle. Aquele que domina os próprios sentidos conquistou o mundo inteiro e tornou-se parte harmoniosa da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. A civilização, no sentido real da palavra, não consiste na multiplicação, mas na vontade de espontânea limitação das necessidades. Só essa espontânea limitação acarreta a felicidade e a verdadeira satisfação. E aumenta a capacidade de servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. É injusto e imoral tentar fugir às conseqüências dos próprios atos. É justo que a pessoa que come em demasia se sinta mal ou jejue. É injusto que quem cede aos próprios apetites fuja às conseqüências tomando tônicos ou outros remédios. É ainda mais injusto que uma pessoa ceda às próprias paixões animalescas e fuja às conseqüências dos próprios atos.&lt;br /&gt;A Natureza é inexorável, e vingar-se-á completamente&lt;br /&gt;de uma tal violação de suas leis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. Aprendi, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição: controlar a ira. E do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta, limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. O silêncio já se tornou para mim uma necessidade física espiritual. Inicialmente escolhi-o para aliviar-me da depressão. A seguir precisei de tempo para escrever. Após havê-lo praticado por certo tempo descobri, todavia, seu valor espiritual. E de repente dei conta de que eram esses momentos em que melhor podia comunicar-me com Deus. Agora sinto-me como se tivesse sido feito para o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34. Aqueles que têm um grande autocontrole, ou que estão totalmente absortos no trabalho, falam pouco. Palavra e ação juntas não andam bem. Repare na natureza: trabalha continuamente, mas em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35. Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36. Quem sabe concentrar-se numa coisa e insistir nela como único objetivo, obtém, ao cabo, a capacidade de fazer qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37. A verdadeira educação consiste em pôr a descoberto ou fazer atualizar o melhor de uma pessoa. Que livro melhor que o livro da humanidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. Não quero que minha casa seja cercada por muros de todos os lados e que as minhas janelas esteja tapadas. Quero que as culturas de todos os povos andem pela minha casa com o máximo de liberdade possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39. Nada mais longe do meu pensamento que a idéia de fechar-me e erguer barreiras. Mas afirmo, com todo respeito, que o apreço pelas demais culturas pode convenientemente seguir, e nunca anteceder, o apreço e a assimilação da nossa. (...) Um aprendizado acadêmico, não baseado na prática, é como um cadáver embalsamado, talvez para ser visto, mas que não inspira nem nobilita nada. A minha religião proíbe-me de diminuir ou desprezar as outras culturas, e insiste, sob pena de suicídio civil, na necessidade de assimilar e viver a vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;40. Ler e escrever, de per si, não são educação. Eu iniciaria a educação da criança, portanto, ensinando-lhe um trabalho manual útil, e colocando-a em grau de produzir desde o momento em que começa sua educação. Desse modo todas as escolas poderiam tornar-se auto-suficientes, com a condição de o Estado comprar os manufaturados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Acredito que um tal sistema educativo permitira o mais alto desenvolvimento da mente e da alma. É preciso, porém, que o trabalho manual não seja ensinado apenas mecanicamente, como se faz hoje, mas cientificamente, isto é, a criança deveria saber o porquê e o como de cada operação.&lt;br /&gt;Os olhos, os ouvidos e a língua vêm antes da mão. Ler vem antes de escrever e desenhar antes de traçar as letras do alfabeto. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Se seguirmos este método, a compreensão das crianças terá oportunidade de se desenvolver melhor do que quando é freada iniciando a instrução pelo alfabeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41. Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é "tabu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42. A desobediência civil é um direito intrínseco do cidadão. Não ouse renunciar, se não quer deixar de ser homem. A desobediência civil nunca é seguida pela anarquia. Só a desobediência criminal com a força. Reprimir a desobediência civil é tentar encarcerar a consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43. Todo aquele que possui coisas de que não precisa é um ladrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44. Quem busca a verdade, quem obedece a lei do amor, não pode estar preocupado com o amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45. As divergências de opinião não devem significar hostilidade. Se fosse assim, minha mulher e eu deveríamos ser inimigos figadais. Não conheço duas pessoas no mundo que não tenham tido divergências de opinião. Como seguidor da Gita (Bhagavad Gita), sempre procurei nutrir pelos que discordam de mim o mesmo afeto que nutro pelos que me são mais queridos e vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46. Continuarei confessando os erros cometidos. O único tirano que aceito neste mundo é a "silenciosa e pequena voz" dentro de mim. Embora tenha que enfrentar a perspectiva de formar minoria de um só, creio humildemente que tenho coragem de encontrar-me numa minoria tão desesperadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47. Nas questões de consciência a lei da maioria não conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48. Estou firmemente convencido que só se perde a liberdade por culpa da própria fraqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49. Acredito na essencial unidade do homem, e, portanto na unidade de tudo o que vive. Por conseguinte, se um homem progredir espiritualmente, o mundo inteiro progride com ele, e se um homem cai, o mundo inteiro cai em igual medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50. Minha missão não se esgota na fraternidade entre os indianos. A minha missão não está simplesmente na libertação da Índia, embora ela absorva, em prática, toda a minha vida e todo o meu tempo. Por meio da libertação da Índia espero atuar e desenvolver a missão da fraternidade dos homens.O meu patriotismo não é exclusivo. Engloba tudo. Eu repudiaria o patriotismo que procurasse apoio na miséria ou na exploração de outras nações. O patriotismo que eu concebo não vale nada se não se conciliar sempre, sem exceções, com o maior bem e a paz de toda a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;51. A mulher deve deixar de se considerar o objeto da concupiscência do homem. O remédio está em suas mãos mais que nas mãos do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52. Uma vida sem religião é como um barco sem leme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;53. A fé - um sexto sentido - transcende o intelecto sem contradizê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;54. A minha fé, nas densas trevas, resplandece mais viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;55. Somente podemos sentir deus destacando-nos dos sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;56. O que eu quero alcançar, o ideal que sempre almejei com sofreguidão (...) é conseguir o meu pleno desenvolvimento, ver Deus face-a-face,&lt;br /&gt;conseguir a libertação do Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;57. Orar não é pedir. Orar é a respiração da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;58. A oração salvou-me a vida. Sem a oração teria ficado muito tempo sem fé. Ela salvou-me do desespero. Com o tempo a minha fé aumentou e a necessidade de orar tornou-se mais irresistível... A minha paz muitas vezes causa inveja. Ela vem-me da oração. Eu sou um homem de oração. Como o corpo se não for lavado fica sujo, assim a alma sem oração se torna impura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;59. O Jejum é a oração mais dolorosa e também a mais sincera e compensadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;60. O Jejum é uma arma potente. Nem todos podem usá-la.&lt;br /&gt;Simples resistência física não significa aptidão para jejum.&lt;br /&gt;O Jejum não tem absolutamente sentido sem fé em Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;61. Para mim nada mais purificador e fortificante que um jejum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;62. Os meus adversários serão obrigados a reconhecer que tenho razão.&lt;br /&gt;A verdade triunfará. . . Até agora todos os meus jejuns foram maravilhosos:&lt;br /&gt;não digo em sentido material, mas por aquilo que acontece dentro de mim.&lt;br /&gt;É uma paz celestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;63. Jejum para purificar a si mesmo e aos outros é uma antiga regra que durará enquanto o homem acreditar em Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;64. Tenho profunda fé no método de jejum particular e público. . . Sofrer mesmo até a morte, e, portanto mesmo mediante um jejum perpétuo, e a arma extrema do satyagrahi. É o último dever que podemos cumprir. O Jejum faz parte de meu ser, como acontece, em maior ou menor escala, com todos os que procuraram a verdade. Eu estou fazendo uma experiência de ahimsa em vasta escala, uma experiência talvez até hoje desconhecida pela história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;65. Quem quer levar uma vida pura deve estar sempre pronto para o sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;66. O dever do sacrifício não nos obriga a abandonar o mundo e a retirar-nos para uma floresta, e sim a estar sempre prontos a sacrificar-nos pelos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;67. Quem venceu o medo da morte venceu todos os outros medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;68. Os louvores do mundo não me agradam; pelo contrário, muitas vezes me entristecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;69. Quando ouço gritar Mahatma Gandhi Ki jai, cada som desta frase me transpassa o coração como se fosse uma flecha. Se pensasse, embora por um só instante, que tais gritos podem merecer-me o swaraj; conseguiria aceitar o meu sofrimento. Mas quando constato que as pessoas perdem tempo e gastam energias em aclamações vãs, e passam ao longo quando se trata de trabalho, gostaria que, em vez de gritarem meu nome, me acendessem uma pira fúnebre, na qual eu pudesse subir para apagar uma vez por todas o fogo que arde o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;70. Uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;71. Sei por experiência que a castidade é fácil para quem é senhor de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;72. O brahmacharya é o controle dos sentidos no pensamento, nas palavras, e na ação. . . O que a ele aspira não deixará nunca de ter consciência de suas faltas, não deixará nunca de perseguir as paixões que se aninham ainda nos ângulos escuros de seu coração, e lutará sem trégua pela total libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;73. O brahmacharya, como todas as outras regras, deve ser observado nos pensamentos, nas palavras e nas ações. Lemos na Gita e a experiência confirma-no-lo todos os dias que quem domina o próprio corpo, mas alimenta maus pensamentos faz um esforço vão. Quando o espírito se dispersa, o corpo inteiro, cedo ou tarde, o segue na perdição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;74. Por vezes pensa-se que e muito difícil, ou quase impossível conservar castidade. O motivo desta falsa opinião e que freqüentemente, a palavra castidade é entendida em sentido limitado demais.&lt;br /&gt;Pensa-se que a castidade é o domínio das paixões animalescas. Esta idéia de castidade é incompleta e falsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;75. Vivo pela libertação da índia e morreria por ela, pois e parte da verdade.&lt;br /&gt;Só uma Índia livre pode adorar o Deus verdadeiro. Trabalho pela libertação da Índia porque o meu Swadeshi me ensina que, tendo nascido e herdado sua cultura, sou mais apto a servir à Índia e ela tem prioridade de direitos aos meus serviços. Mas o meu patriotismo não é exclusivo; não tem por meta apenas não fazer mal a ninguém, mas fazer bem a todos no verdadeiro sentido da palavra. A libertação da Índia, como eu a concebo, não poderá nunca constituir ameaça para o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;76. Possuo a não-violência do corajoso? Só a morte dirá. Se me matarem e eu com uma oração nos lábios pelo meu assassino e com o pensamento em Deus, ciente da sua presença viva no santuário do meu coração, então, e só então, poder-se-á dizer que possuo a não-violência do corajoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;77. Não desejo morrer pela paralisação progressiva das minhas faculdades, corno um homem vencido. A bala de meu assassino poderia pôr fim à minha vida. Acolhê-la-ia com alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;78. A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em considerarmos como uma toda a família humana. Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, a irreligião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;79. A força de um homem e de um povo está na não-violência. Experimentem.&lt;br /&gt;80 .A única maneira de castigar quem se ama é sofrer em seu lugar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Não violência&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Gandhi continua o que o Buddha começou. Em Buddha o espírito é o jogo do amor isto é, a tarefa de criar condições espirituais diferentes no mundo; Gandhi dedica-se a transformar condições existenciais" - Albert Schweitzer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não violência é a lei de nossa espécie como violência é a lei do bruto. O espírito mente dormente no bruto, e ele não sabe nenhuma lei mas o de poder físico. A dignidade de homem requer obediência a uma lei mais alta - a força do espírito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Se o homem só perceberá que é desumano obedecer leis que são injustas, a tirania de nenhum homem o escravizará".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não pode haver nenhuma paz dentro sem verdadeiro conhecimento".&lt;br /&gt;"Para autodefesa, eu restabeleceria a cultura espiritual.&lt;br /&gt;O melhor e autodefesa mais duradoura é auto-purificação ".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; “Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem”. Cultrix. São Paulo, 1964.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=34962903#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; Editora Lake, 6ª edição, São Paulo, 1950. Tradução de Mário Corboli.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-3854381915887118249?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/3854381915887118249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/3854381915887118249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/o-homem-psicolgico-do-3-milnio.html' title='O Homem Psicológico do 3º Milênio'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73NFJe9aHI/AAAAAAAAAS4/yXJqMJVEFG4/s72-c/Gandhi,+King+e+Rogers.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34962903.post-4212976255761372943</id><published>2008-02-21T09:49:00.000-08:00</published><updated>2010-01-22T05:37:45.095-08:00</updated><title type='text'>O Homem Cósmico Integral</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73C8Ze9aGI/AAAAAAAAASw/He-lRkFQJcQ/s1600-h/Jesus+Imagens.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169502290179876962" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73C8Ze9aGI/AAAAAAAAASw/He-lRkFQJcQ/s400/Jesus+Imagens.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;Juno, Antúlio, Abel, Khrisna, Budha, Zoroastro e Jesus&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R728Mpe9aFI/AAAAAAAAASo/dhsjIRTzaMI/s1600-h/ESAB___Universo_Digital.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;O Homem Integral é o Sétimo Ser, a síntese dos seis protótipos anteriores. Nele certamente atingiremos a plenitude da Consciência, através da integração irreversível das três vivências da mente: o Pensamento, a Ação e o Sentimento. Tal experiência não se limita naturalmente ao planeta Terra, mas também nas inúmeras possibilidades de existências em outros orbes dos Cosmos. Nisso concentra-se a lógica da diversidade de mundos – as muitas moradas da Casa do Pai – e a pluralidade das existências. Os cinco sentidos físicos, como outras faculdades que abandonamos no passado, serão gradualmente substituídos por outras percepções mais sutis, iniciadas pelo sexto sentido, que é a percepção extra-sensorial. O domínio gradual dessas novas faculdades, típicas de mundos superiores e angélicos, culmina naquilo que poderíamos denominar, também grosso modo, de “Sétimo Sentido” ou “Superconsciente”. É quando se dá a conclusão da verticalização da consciência, dentro dos limites humanos, de noventa graus. São os últimos degraus da Escada de Jacó, porém são apenas os primeiros passos do ingresso no Reino de Deus, cuja dimensões e estado de coisas fogem da nossa compreensão atual. Raríssimas experiências foram descritas e, quando relatadas, seus protagonistas não têm outra alternativa senão apelar para a linguagem dos símbolos e parábolas. São os Mestres do Espírito e da Consciência que, em diversos graus de evolução, nesta mesma etapa, voltam aos mundos baixos para realizarem uma dupla função: adorar a Deus e se auto-reconhecerem no mundo interior dos semelhantes e ao mesmo tempo auxiliá-los na complexa e dolorosa descoberta de si mesmos. Annie Besant escreveu em 1912 um ensaio sobre esses “Irmãos mais Velhos da Humanidade”&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; e a eles assim se refere:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Há uma etapa , na evolução humana, imediatamente anterior à meta do esforço humano, que, uma vez atravessada, o homem, enquanto homem, não tem mais nada a realizar. Ele torna-se perfeito; sua carreira humana terminou. As grandes religiões dão nomes diferentes a esse Homem Perfeito, mas, qualquer que seja o nome, o conceito é o mesmo; Ele é Mitra, Osíris, Krishna, Buda ou Cristo, mas sempre simboliza o Homem que se tornou perfeito. Ele não pertence a uma única religião, nação ou família humana; não está limitado por um único credo; em todo lugar ele é o mais nobre, o mais prefeito ideal. Todas as religiões o proclamam; todos os credos têm nele sua justificação; ele é o ideal pelo qual se esforçam todas as crenças, e cada religião cumpre sua missão com maior ou menor eficiência, conforme a claridade com que ilumina e a precisão com que ensina o caminho pelo qual ele pode ser alcançado. O Nome do Cristo, atribuído ao Homem Perfeito pelos cristãos, designa mais um estado do que o nome de um homem. “Cristo em você, a esperança da glória”, é o pensamento do mestre Cristão. Os homens, no longo percurso da evolução, atingem o estado de Cristo, pois todos concluem com o tempo a peregrinação secular, e aquele que especialmente no Ocidente está conectado a esse nome é um dos “Filhos de Deus”, que atingiram o objetivo final da humanidade. A palavra sempre trouxe consigo a conotação de um estado: “o sagrado”. Todos devem atingir esse estado: “Olhai dentro de ti; tu és Buda”. “Até que o Cristo surja em ti”.&lt;br /&gt;Assim como aquele que deseja tornar-se músico, deveria ouvir as obras-primas dessa arte e mergulhar nas melodias dos grandes mestres da música, deveríamos nós, filhos da humanidade, erguer nosso olhos e nossos corações, em contemplação constantemente renovada, para as montanhas onde habitam os Homens Perfeitos da nossa raça. O que nós somos eles já foram; o que eles são nós seremos. Todos os filhos dos homens podem fazer o que um Filho do Homem já fez, e vemos neles a garantia do nosso próprio triunfo; o desenvolvimento de semelhante divindade em nós é apenas uma questão de evolução.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como vimos, a experiência do Mahatma Gandhi foi típica daqueles seres que estão em transição para a condição sobre-humana. Ao mergulharem na carne realizam as etapas de existência para qual escolheram como meio e logo tomam o rumo da finalidade para qual vieram. Nesse ponto direcionam seus olhares para todos os lados possíveis em busca das referências que vão lhes reativar a memória espiritual, bem como os modelos de conduta que possam solucionar suas equações iniciais sobre o jogo da vida e da morte. Gandhi foi iniciado nas escolas espiritualistas da sua cultura milenar, farta de mestres e avatares, mas só foi despertar para o seu fim principal quando leu o Sermão da Montanha e, conseqüentemente, mais 80 livros sobre o Cristianismo. Gandhi queria entender porque os ingleses, sendo cristãos, não colocavam em prática o estatuto moral dessa civilização. Decidiu, então, provar para si mesmo, e conseqüentemente para os britânicos, como um código moral pode ser exemplificado até às ultimas conseqüências. As divergências entre os ingleses e o cristianismo eram antigas, um sentimento de orgulho e rejeição remanescente dos tempos em que essa coletividade, agora encarnada na cultura anglo-saxônica, animava a toda poderosa civilização romana. A arrogância imperialista e a idéia da escravidão ainda estavam muito presentes no psiquismo dos aristocratas ingleses, mesmo sob o disfarce da modernidade industrial. O contato com as bem-aventuranças repercutiu como um raio devastador na alma do jovem advogado indiano, ainda adormecida pelas leis do mundo físico e tal foi o efeito que ele saiu pelo mundo em busca de si mesmo, atraído pelos milhões espelhos humanos que desfilavam diante de seus olhos, como reflexos incômodos dos sofrimentos causados pela miséria e pela injustiça social. Nesses instantes Gandhi esquecia de si próprio e dizia para si mesmo coisas que no conceito comum eram consideradas estúpidas: “Tenho que abrir mão daquilo que não é essencial, coisas perfeitamente dispensáveis e que a grande maioria das pessoas pobres não podem ter acesso”. Ou então, ao ser agredido por um soldado durante uma manifestação: “Ele atingiu o meu corpo e não o meu espírito”. É por isso que Will Durant viu nele o retrato de um “santo”, uma imagem distanciada da realidade e que só poderia ser compreendida pelos rituais exteriores da sacralização, típicas dos mitos santificados. “O Sermão da Montanha foi incontinenti ao meu coração na primeira leitura”, disse Gandhi, descobrindo que ali estava o caminho que tanto procurava desde a mais tenra juventude; a chave da busca pela compreensão do seu universo metafísico e do vácuo que trazia na alma solitária e deslocada do mundo exterior. Ainda jovem, Gandhi não compreendia por que os ingleses não praticavam os ensinamentos do Cristo. Decidiu então ler, entender e aplicar em si próprio as idéias do Evangelho como uma arma ideológica contra violência e a injustiça. Era uma nova e moderna batalha entre Cristo e Roma, em pleno século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As existências do Mestre Jesus&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jesus encarnou-se somente uma vez em nosso planeta, como muitos dogmatizam, ou reencarnou-se em diversas épocas, como especulam outros tantos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Afinal, quem é Jesus Cristo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Por que essa figura da história judaica tomou a forma cultural de uma entidade universal, personalidade humana ideal e ao mesmo tempo expressão mais acessível da Divindade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Porque sua experiência existencial tornou-se um forte referencial de crença e comportamento, penetrando nas mais diferentes culturas e seduzindo os mais diversos segmentos filosóficos e religiosos do mundo antigo e atual?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;De onde vem a idéia de que Jesus é Deus ou filho de Deus?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Porque Jesus é chamado de Redentor, Salvador, Messias, Mestre dos Mestres, Príncipe da Paz, Cordeiro de Deus, que tira pecados do mundo, o Verbo que se fez carne ou, como ele mesmo se denominava, o Filho do Homem?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Por que seu nascimento simples numa manjedoura e sua morte humilhante como criminoso sentenciado a pena de morte, bem como sua crucificação criaram no imaginário humano uma forte simbologia de um evento cósmico presidido por forças sobre-humanas, de poderoso sentido místico e sobrenatural?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Por que a Cruz e a crucificação assumiram, no passar dos séculos, conotações tão emblemáticas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;São perguntas intrigantes, fáceis de responder pelo entusiasmo verbal e místico, porém muito complexas se nos determos nos significados espirituais que elas ocultam. A própria personalidade de Jesus, pela ótica humana, foi sempre envolvida em mistérios, símbolos, enigmas, dogmas, rituais, cerimoniais, idéias, enfim, inúmeros mecanismos de esforço mental para compreender e aceitar o conteúdo revolucionário dos seus ensinamentos. É uma revolução tão autêntica que não só promove transformações, mas também provoca uma enorme resistência nas almas que ainda não conseguem aceitar e vivenciar essa transformação da consciência. Para manter tal resistência, empreendem forças contrárias, de rebeldia, de negação, de deturpação, de fuga, de fanatismo, de alienação, de agressão e de maldade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Para as correntes materialistas Jesus foi um simples homem, um filósofo, um poeta, um ativista político e social. Estes negam seus milagres e curas, bem como sua personalidade mística e sua autoridade espiritual; sua força era seu intelecto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Para as correntes espiritualistas ele se desdobra em múltiplas personalidades, de acordo com as doutrinas e concepções de cada segmento filosófico-religioso, efeito da mentalidade dos adeptos e militantes, mais ou menos avançados, imaturos ou maduros, crentes ou descrentes, acomodados ou comprometidos; sua força se desdobra em múltiplas habilidades, intelectuais e emocionais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Em nossa opinião, a visão mais atraente de Jesus é, por um lado, aquela que foi herdada tradição espiritualista mística e esotérica e, por outro lado, também aquela interpretação filosófica, mais realista e mais compatível com o nosso atual estágio evolutivo, ou seja, a mentalidade científica dos tempos modernos e pós-modernos. Essa opinião não é, por exemplo, um consenso sobre as revelações messiânicas, exceto no valor dos ensinamentos, mas alimenta em nós o fascínio, o respeito e reconhecimento que temos por essa entidade que mudou os rumos da experiência humana em nosso planeta e hoje, como referência de vida, se confunde com o próprio sentido de Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;O que dizem, então, essas tradições e crenças que cultivamos e o que pensa essa filosofia que compartilhamos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Na escala dos Espíritos&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;, entre a Segunda Ordem (segunda classe - Espíritos Superiores) e a Primeira Ordem (Primeira Classe – Espíritos Puros) Jesus é de alta hierarquia, pois pertence, na tradição mística antiga, à categoria dos Amadores ou Salvadores de humanidades&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;: “Os destinados à criação da Formas e dos Tipos de todas as manifestações fenomênicas; Espíritos da Esfera Crística, criadores de mundos, agindo como Verbos de Deus. Caracterizam-se pela sua essencial natureza e capacidade de amar. Tantas vezes quantas necessárias, sacrificam-se e salvam humanidades dos mundos que lhes debaixo da misericordiosa proteção. Por isso são chamados de Espíritos salvadores, redentores e messias”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Jesus é reconhecido por praticamente todas as religiões e filosofias humanistas como um Mestre dos mestres, um Avatar, um Iluminado, entidade sideral acima das limitações humanas e modelo de perfeição e perfectibilidade na escala e na evolução espiritual.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Sua experiência histórica como Jesus foi única, mas sua identidade espiritual não se restringiu a essa existência na Palestina, pois se assim fosse seria difícil crer e aceitar sua riquíssima sabedoria, produto de incalculáveis experiências adquiridas em outras existências, em outros mundos, e gravadas na sua vasta memória espiritual. Suas prováveis encarnações em diversas épocas e regiões do nosso planeta, pela semelhança de manifestações, tiveram finalidades renovadoras na mentalidade humana, mas sua última existência, como Jesus, teve certamente a marca resolutiva histórica, divisora de águas da redenção, isto é, a ruptura da marca planetária predominante, de provas e expiações, nas experiências humanas e a elevação para uma etapa posterior, de regeneração da Humanidade. Essa revolução na mentalidade humana veio sendo realizada em fases menores através da abolição gradual da animalidade e o despertar da consciência, trabalho educativo realizado pacientemente através dos milênios e da realização de inúmeras experiências de maturação espiritual. O sacrifício e a renúncia total dos interesses pessoais reforçaram essa marca de redenção, como forma de romper os laços de animalidade e egoísmo que aprisionavam o ser humano aos grilhões da matéria. Isto pode ser constatado na escolha do Cordeiro como símbolo de humildade e sua conseqüente imolação, efeito do choque conceitual entre a matéria e o Espírito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Algumas revelações apontam a entidade que hoje conhecemos como Jesus como o condutor supremo da nossa Humanidade, o Governador Planetário, responsável pela evolução e redenção de bilhões de espíritos, ora promovidos, ora retidos nos círculos cármicos das reencarnações restauradoras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Diversas outras revelações falam que o Espírito que animou a personalidade de Jesus, na sua existência na Palestina, é proveniente de um outro sistema solar, denominado Sírius, onde evoluiu de forma semelhante aos seres humanos de todos os demais sistemas, incluindo o nosso, guardadas as diferenças naturais de ambiente e de cultura. Não foi criado perfeito e sim conquistou sua perfeição através de experiências encarnatórias e de sacrifícios pessoais empreendidos na eliminação de vícios e defeitos morais, próprios da natureza humana, e também oferecendo suas existências carnais para imprimir nos corações humanos a idéia real da Vida e as verdades espirituais redentoras. Segundo as tradições esotéricas vindas do Oriente, o mesmo espírito que animou Jesus na Palestina já havia se manifestado em épocas mais remotas em civilizações ainda desconhecidas pela ciência humana. No extinto continente da Lemúria ele teria encarnado nas figuras de Numú&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; ( o Divino Pastor) e Juno&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; (O Mago das Tormentas); também na extinta e lendária na Atlântida, manifestou-se como Anfion de Oruzuma&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; e Antúlio de Maha-Ethel( O Vidente das Portas do Céu); na Ìndia viveu as personalidades de Krisna e revelou-se na transformação do príncipe Gautama Sidarta em Budha. Segundo essas mesmas tradições este Espírito, considerado o Cristo Planetário, o Logos, faz parte de uma comunidade angélica de 70 entidades que comandam os sistemas solares da Via Láctea, o grande Manvantara (Grande Plano Evolutivo ou Pensamento Exterior de Deus), composto por cerca de mais de 40 bilhões de galáxias. Em conhecida obra mediúnica, Hilarion de Monte Nebo&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;, venerável da Fraternidade dos Essênios, informa que o “Pai Sírio, o Cristo, foi encarregado de povoar de almas e vida física o nosso sistema planetário, até que seus Setenta Filhos espirituais chegassem à condição de guias de humanidades. E a cada um deles foi designado um ou vários planetas para conduzir. Os Querubins que criaram essa nebulosa, que tomou a forma de um cordeiro, deram a ela a denominação de Cordeiro de Deus (Agnus Dei). Daí vem a tradição messiânica de que o Cristo escolhido para guiar o sistema é chamado Sírio (Constelação Cão Maior) e simbolizado por um cordeiro, que aparece entre os braços do Messias. Cristo significa o Ungido pela Eterna Potência. Messias quer dizer o Salvador, Redentor de humanidades”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Verdadeiras ou não, reais ou simbólicas, tais revelações funcionam como meios de reflexão para uma finalidade única, que é a compreensão das verdades ocultas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;O Cristo jamais atuou sozinho no exercício da suas funções e na realização das missões redentoras que ocorreram em nosso planeta. Espíritos evoluídos são essencialmente dinâmicos e caracterizados pela constante transformação pessoal interior. Como reflexo dessas mudanças internas, passam a influir no ambiente externo, principalmente sobre as individualidades imaturas que os cercam, sempre em busca de orientação e motivações para suas vidas ainda sem rumos definidos. São, portanto, líderes natos, seres de visão ampla sobre si mesmos e sobre a Natureza. Nas altas esferas espirituais, supomos, eles são seres comuns, em maioria. Nas esferas carnais são raridades, geralmente exiladas voluntariamente em missões transformadoras, variando de acordo com o grau de evolução, conhecimento e responsabilidade. Sublime Executor das Leis Divinas, não poderia um Espírito da categoria de Jesus deixar de lado a colaboração de outros espíritos. Estes certamente poderiam dar uma significado espiritual mais acessível à obra de evolução das almas que seriam envolvidas nas tramas educativas que se configuraram nas suas existências.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;As revelações dizem que os Espíritos que conviveram com Ele no sistema Sírius e provavelmente nas suas intervenções em Capela, também o acompanharam nas experiências terrestres. Muitos deles ficaram conhecidos nas esferas espirituais como uma influente fraternidade de inteligências, denominada “Peregrinos do Sacrifício”.&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; Atuaram em todos os campos necessários, desde a organização das colônias pré-encarnatórias, até a organização e formação prévias de núcleos familiares e institucionais que serviriam de cenáculos das tramas vivencias desencadeadoras dos fatos e repercussões espirituais deles decorrentes. Essa mesma “casta espiritual”, a serviço do Cristo, atua hoje na atmosfera astral de planetas primitivos, orbes ainda bastante materializados, destinados a receber as almas que serão banidas da Terra nos primeiros séculos deste milênio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Além de algumas inteligências aqui já apontadas como Seus enviados do sistema Sírius, bem como de planetas superiores dos nossos sistemas solar, vieram também os profetas e precursores que anunciaram e exemplificaram suas vindas; os pais e familiares que tiveram influência direta nos períodos de infância e juventude; os membros das instituições que lhe ampararam nas atividades preparatórias e finalmente os discípulos mais próximos, incluindo os que fracassam nas tarefas anteriores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Também não faltaram em todas essas missões os desafetos, ligados a Ele por irresistível lei cósmica de atração e necessidade de reabilitação. Paulo de Tarso, por exemplo, provavelmente já conhecia Jesus de outras existências, principalmente aquela em que, semelhante a Judas Iscariotes, serviu como instrumento de traição. A serviço de corruptos sacerdotes atlantes, cedendo ao fanatismo religioso, teria participado da trama que condenaria à morte o profeta Antúlio de Maha-Ethel. Nessa mesma trama também esteve envolvida a belíssima jovem Íris, cuja queda moral deu-se pela excessiva vaidade feminina e ilusões da beleza física, que a precipitou na prostituição. Juntamente com o indeciso e fanático discípulo, Íris retornaria na figura mundana de Maria de Magdala. Ambos venceram-se a si mesmos após suas tragédias pessoais e se transformaram em valiosos exemplos de redenção humana e transformação moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em diversas épocas também encarnaram-se na Terra inúmeros missionários e mensageiros Seus, desvendando as múltiplas nuances de conhecimento contidas na sua obra redentora: Rama, Moisés, Zoroastro, Abel, Hermes, Pitágoras, Sócrates, Platão, Orfeu, Fo-Hi, Confúcio, Lao-tsé, Apolônio, Francisco de Assis, Allan Kardec, Gandhi, Martin Luther King, todos, em suas respectivas culturas e contextos, falando a mesmo língua universal do amor ao próximo e da lei de causa e efeito. Esses missionários funcionam como protótipos evolutivos, seres em intensa transformação que impulsionam os que ainda permanecem indecisos, em compasso de espera. Encarnaram, como o próprio Cristo, em épocas definidas e favoráveis às mudanças.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Mas se deixarmos um pouco de lado esse fator “revelação” e nos atermos no fator essencial, que é a “transformação”, vamos perceber que no plano evolutivo do planeta Terra, o padrão ideal de humanidade veio sendo desenvolvido através da construção de protótipos raciais predominantes e reforçados genética e socialmente por modelos já evoluídos em outros orbes, pela transmigração de almas. Sabe-se que ao longo de mais de um milhão de anos, a espécie humana, após a transição definitiva dos seus caracteres individuais, já superou as marcas históricas de cinco protótipos antropológicos, dentre os sete a que está destinada esta coletividade planetária: o Homem Biológico, da pré-história; o Homem Teológico, da antiguidade oriental; o Homem Racional, da antiguidade greco-romana; o Homem Metafísico, da renascença e do advento do capitalismo; e o Homem Positivo da era científica industrial. Nos próximos milênios, observando o projeto educativo do Cristo, a verticalização da coluna vertebral será definitivamente substituída pela verticalização da consciência através do Homem Psicológico e posteriormente pelo Homem Cósmico. É a conquista inevitável o sexto sentido e da inteligência integral, a superação irreversível do instinto pela intuição e do determinismo pelo livre arbítrio. Tal projeto evolutivo, reafirmado na célebre advertência do “Sede perfeitos!”, jamais poderia ser realizado e concluído numa única existência e sim no desenrolar paciente dos séculos letivos das múltiplas encarnações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Sua proposta de salvação, que significa simplesmente evitar o fracasso existencial, e não uma condenação eterna, jamais foi teórica ou de natureza mágica, mas baseada em experiência própria, de quem passou pelos problemas e superou seus próprios obstáculos. Sua fala sempre foi precedida de exemplos vivos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Seu projeto redentor do Bem, do “Logos”, veio sendo acompanhado por inúmeros colaboradores e também por opositores, do Mal, de “Lúcifer”, coletividade de espíritos rebeldes que, por direito de livre arbítrio, se recusam a evoluir e superar seus limites morais. Esses, diante de fracassos das provas existenciais, se afastam da luz, se envolvem sombras de revolta. Apegam-se excessivamente à inteligência racional, reprimem suas potencialidades emocionais, desencadeando, pela influência do egoísmo e orgulho, a violência, a crueldade, o desequilíbrio sobre as almas ainda frágeis e indecisas no campo das escolhas morais. Muitos desses líderes opositores, bem como inúmeros de seus seguidores desviados já foram reconduzidos para as sendas da luz, tornando-se, pelo arrependimento, valiosos aliados e cooperadores nos projetos de reeducação espiritual. Outros tantos ainda resistem e tentam minar as bases da redenção, estimulando a exacerbação dos instintos, da violência e da hipocrisia, mas, segundo as revelações antigas e mais recentes, brevemente serão banidos para ambientes mais afins com as suas características. A luta entre o Bem e Mal, entre Lúcifer e Logos, é a batalha entre o instinto e a razão, a matéria e o espírito, a dialética espiritual entre o velho e o novo, do qual surge o diferente, o renovado o ressurgido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;O alvo de Jesus e dos seus discípulos, antecessores e posteriores, foi sempre a vicissitude humana, presente na condição existencial e limitada pela fragilidade física do corpo, porém extremamente sensível pela vulnerabilidade metafísica. É impossível compreender o todo que representa a Vida sem que haja compreensão das suas partes, que são as existências. Não há como compreender a ressurreição sem que haja a consciência pelas provas da encarnação. O potencial ressurreicional só se realiza através do risco carnal, ou seja, só a experiência da morte pode despertar o espírito para a Vida. Este sempre foi o alvo educativo de Jesus: a busca da fortaleza mental, a fé e o otimismo, a intuição e a evolução. Já o alvo dos seus adversários sempre foi a fraqueza humana, o instinto, o pessimismo, o materialismo, a descrença na progressão mental e a supervalorização negativa da culpa, do erro e da estagnação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;A dor gerada pelos sentidos físicos, combinada com o sofrimento moral, forma o conjunto de circunstâncias propícias para o despertar da consciência, a libertação do círculo vicioso das paixões e das doenças. Daí a necessidade da inteligência emocional, através da humildade e da resignação, para a conquista da liberdade. Já a intransigência, a fuga das provas, o comodismo e a revolta formam a situação propícia para a estagnação, ou seja, o adiamento da progressão, caracterizada pelos tormentos e pela escravidão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Até mesmo o formato ereto e vertical do corpo humano é representado biologicamente por uma cruz, significando psicologicamente que ele está em pé, na condição consciente (e não de quatro, na condição horizontal da animalidade), destinado aos sofrimentos próprios do ambiente hostil externo e dores morais internas, típicas das escolhas cruciais da existência. Os braços abertos, em postura de súplica ou de glorificação, nada mais são do que a verticalização da consciência, que no corpo é caracterizado pela flexão dos joelhos e da cabeça, em gestos de humilhação provacional; e na mente, pela flexibilidade do caráter emocional e dos sentimentos, significando as atitudes de humildade e de exaltação espiritual.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;O episódio da Ressurreição do Cristo também adquiriu grande força simbólica por que não somente comprovou a imortalidade, pelo impacto da sua aparição perispiritual, mas principalmente porque ela representa a finalidade máxima da encarnação, que é a superação moral das provas existenciais. A experiência de Maria Madalena e de Tomé, ao olhar e tocar respectivamente nas chagas abertas de Jesus, não foi apenas uma constatação material da sobrevivência da alma, mas a aquisição irreversível de responsabilidades morais gravíssimas, de quem estava sendo iniciado em novas verdades. A quem muito estava sendo dado, também muito seria exigido, em forma de complicados testemunhos. Essa iniciação representa o ingresso da individualidade na porta estreita da Consciência, da qual não há mais possibilidade de retorno. O retorno deliberado seria um suicídio espiritual, um jugo por demais pesado e o fardo insuportável da consciência violada, o afrontamento da própria Lei de Deus&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;, gravada no âmago do espírito. Isto foi apontado nas inúmeras escrituras antigas, nos evangelhos pela figuras simbólicas de Satã e do Inferno e confirmado na Codificação Espírita. Madalena representava o poder do arrependimento e Tomé o perigo e os riscos do ceticismo, ambos superados pela mudança atitudinal de dois Espíritos corajosos, convidados por Jesus a vivenciar essa difícil e fatídica lição ressurreicional.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Assim se processou a tarefa pública de Jesus, durante qual, em apenas três anos, implantou definitivamente seu projeto educativo, que veio sendo desenvolvido durante os milênios. Tal projeto estava ao mesmo tempo voltado para mentalidade infantil (pedagógica), e para mentalidade adulta (andragógica), respeitando individualmente os momentos favoráveis à maturação e auto-superação. Na sua Escola Planetária da Vida, tal projeto educativo foi denominado “O Reino” (Malkuth), um estado de coisas ou de espírito, cujo acesso está sempre no coração do outro, do semelhante. O material didático-pedagógico utilizado pelo Mestre eram as parábolas; já o material andragógico era sua abordagem pessoal, em situações reais e críticas, nas quais os alunos eram desafiados a superar a compreensão intelectual (pensamento, horizontal) e mergulharem na experiência vivencial (ação e emoção, vertical). O Reino ou estado de coisas é o conjunto de Leis que regem o Universo e que atingem direta ou indiretamente a natureza do espírito. Essa interconexão didática entre as experiências horizontais e verticais na mente humana é a forma mais simples de reconhecer e respeitar as diferenças e limitações individuais. Por isso, o Evangelho, como forma educativa, sempre foi uma experiência de construtivismo e de inclusão. É uma Boa Nova exatamente porque revela tudo que existe no Cosmos, que não podia ser revelado compulsoriamente, porém contempla a todos que nele vivem e que geralmente não tinham acesso a essas verdades, segundo suas capacidades pessoais. No decorrer dos milênios esses conceitos vieram alterando gradualmente os costumes e a legislação humana, pela Lei do Progresso, e transformará o planeta Terra em campo livre de regeneração e não mais de provas e expiações, punitivas e compulsórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;SIDARTHA, O BUDA; JESUS,O CRISTO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;“Rezam as crônicas que, naquele tempo, nas altas esferas onde se assentam os regente do mundo, o espírito santificado de Buda declarou que habitaria mais uma vez entre os homens, para salvá-los, e que desceria entre os Sakias, povo que vivia ao Sul do nervoso Himalaia.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“Na Palestina veio Jesus, no ponto mais alto da revelação eternizada, como exemplificador do amor universal, a fraternidade dos homens e a paternidade de Deus, conforme o enunciado fundamental do amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“Nessa Noite, Maya, esposa do rei Sudhodana, dos sakias, sonhou que uma estrela do céu, de seis raios e de rosada, de pérola, sobre a qual se via um elefante branco, armado com seis dentes, atravessou o espaço qual brilhante meteoro e penetrou em seu seio, do lado direito. Como é de regra quando encarnam budas, eles descem protegidos por devas; e nascem sem máculas, sem nódoas líquidas, sem manchas de mucosidades ou de sangue, puros e imaculados. E também , como é de regra, as regiões dos mundos inferiores onde o sol não penetra, São iluminadas por um esplendor de infinita claridade que ultrapassa a glória dos devas.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“Para a encarnação do anjo planetário, o vaso carnal escolhido e já compromissado desde antes de sua encarnação na Terra, foi Myrian, virgem hebréia de família sacerdotal, filha de Joaquim e Ana. (...) e uma tarde (...) estando Myriam sozinha em das dependências do templo (...) adormeceu e teve um sonho, ou melhor dito, uma visão (pois era dotada de aprimoradas faculdades psíquicas) durante o qual um anjo a visitou e a saudou como predestinada a Gerar o Messias esperado.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“Quando Maya despertou, a natureza toda estava emocionada e havia no ar um rumor de vozes que dizia: ‘Os mortos que volvem à vida e os vivos que baixam ao túmulo, que se levantem e escutem: chegou Buda. E os velhos augures, consultados, disseram que a rainha teria um filho divino, dotado de ciência maravilhosa, que seria útil a todos os homens e governaria o mundo, se o desejasse.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“Até que enfim, numa dessas noites fria e estreladas do inverno palestino quando, na profundidade dos espaços siderais, se completava a conjunção insólita, as vibrações celestiais desceram sobre Belém e envolveram a casa humilde onde o menino-Luz estava nascendo. E os pastores rústicos, enrodilhados nos seus mantos, nas encostas dos montes próximos, beneficiados de incrível lucidez, viram os clarões luminosos que desciam do céu, e ouviram o coro inaudível dos Espíritos clamando, para todo o mundo: ‘Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade”. E assim , mais uma vez, as forças das terras foram vencidas...”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“E grandes festas houve e dentre os peregrinos que chegaram veio um santo homem de cabelos brancos, chamado Azita – A Glória Negra – cujos ouvidos estavam já fechados para o mundo mas bem abertos para as harmonias dos céus. Ouviu os devas cantarem em honra do menino e foi ao palácio render-lhe homenagem. Tocou o chão sete vezes com a cabeça dizendo: ‘Eu te adoro. Tu és Ele... Vejo a luz rosada, as linhas das plantas dos pés, a doce linha curva da swástica, os trinta e dois signos sagrados e os oitenta sinais menores. Tu és a flor da nossa árvore humana, que só uma vez se abre em miríades de anos mas que, uma vez aberta, enche o mundo com seu perfume.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“Herodes , que sempre estivera preocupado com as profecias, assim que tomara conhecimento da conjunção planetária fora do comum, espalhara seus espiões por toda a parte, à cata de algum nascimento sobrenatural (como constava das profecias) e um desses espiões viu quando os três viajante orientais, acompanhados de seus serviçais, entraram na cidade, indagando de uns e de outros: ‘Onde está o Messias Salvador do Mundo, cuja estrela vimos no Oriente? (...) Mas quando, finalmente, em Belém, foram conduzidos à presença do Menino, este já estava crescido (dez meses e meio); e foi uma cena comovente aquela em que esses altos iniciados se viram na presença do Senhor do Mundo, do Governador Planetário. Consultaram seus pergaminhos, suas anotações, fizeram sobre o Menino as verificações próprias das circunstâncias, tanto no corpo físico como no espiritual e, por fim, se convenceram de que, realmente, ali estava encarnado o Messias Planetário. Prosternaram-se, então, perante Ele e o glorificaram; fizeram-lhe ofertas úteis de recursos próprios e necessários à vida material e, após isso, guiados sempre por essênios terapeutas que conheciam o País a fundo, retiram-se para suas longínquas terras”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“Aos 8 anos o rei indicou-lhe preceptores mas o menino mostrou saber tudo o quanto ensinavam e mais ainda; (...) Todavia começou a sofrer de longos períodos de alheiamento, de tristeza, refugiando-se em si mesmo, em meditações demoradas (...) E daí por diante era sempre assim: mostravam-lhe as coisas da superfície exterior, pelo que lhe agradava aos sentidos ou às ambições e ele, Sidartha, via sempre mais fundo, o coração humano com as suas fraquezas, as suas paixões, as suas dores, o seu desalento. E, por isso, cada vez se mais alheiava mais das suntuosidades que o cercavam e dos companheiros fúteis que o rodeavam.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“Quando Jesus ia ao Templo local, nas cerimônias públicas do culto, seu espírito costumava, às vezes, se exteriorizar-se e, imprevistamente, intervinha, de um ou de outro modo, esclarecendo os ouvintes como se fosse uma autoridade sapiente. (...) Desde criança, o Divino Enviado, muitas vezes só com sua presença, operava curas e fenômenos incomuns e, à medida que seus poderes psíquicos se foram exteriorizando com o crescimento, maiores e mais numerosas eram as circunstâncias em que tais fatos se sucediam, enchendo de assombro e respeito a todos quantos os presenciavam. Ao deparar com o sofrimento humano em qualquer de suas formas, o Divino Mestre sentia-se tomado de compaixão e fluidos magnéticos irradiavam dele em grandes ondas. Como espírito de elevadíssima condição (pois era um Serafim do Sétimo Céu de Amadores), já integrado na unidade da Criação Divina, Espírito da Esfera Crística, padecia com o sofrimento dos homens e nem sempre podiam esconder as próprias lágrimas.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“E o príncipe compreendeu que a vida era uma ilusão e que a miséria e a fraqueza e a dor dominavam no mundo e que nem mesmo ele, com todo o poder que possuía, estava isento de tais provações. Por isso resolveu seguir o seu destino entregando-se à salvação dos homens. (...) E o príncipe foi dali para as terras de Rajaghria, vestindo o traje amarelo dos mendigos e ali viveu imerso em profundas meditações dia após dia, noite após noite, enquanto ia recapitulando, aos poucos o conhecimento das verdades eternas.”&lt;br /&gt;“Afora os primeiros tempos de Nazareth, a juventude de Jesus transcorreu normalmente em sua casa até a morte de José, que se deu no ano 23 quando, então, assumiu a responsabilidade de sustentação do lar no trabalho da carpintaria. Nesse período fazia frequentes visitas aos santuários essênios do Monte Carmelo e do Monte Tabor, mais ou menos próximos de Nazareth; do Monte Hermon, na Fenícia e dos Montes Moab e Nebo na Judéia. Nesses santuários, sua delicada sensibilidade foi resguardada e pode ele desenvolver aos poucos sua extraordinária capacidade espiritual que, muito antes do início de sua vida pública, já utilizava como força irresistível do seu grande amor pelos homens. “&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“Durante muitos meses viveu ali abstraído do mundo, esquecendo-se até mesmo de esmolar para comer. Neste local, certo dia, recolheu-se para debaixo da árvore Bodhi, que encurvou seus ramos para abrigá-lo melhor, enquanto os animais da selva, quando caiu a noite, achegaram-se em torno dele para protegerem a sua meditação. Então, como narra a lenda, veio Mara, o príncipe das trevas, para o tentar com todos os poderes do mal, para que o mundo não se salvasse; e todos os demônios que combatem a sabedoria e a luz vieram em seguida, enchendo o ar em redor, ora fazendo alarido, produzindo rumores fortes como trovões, ora como cantigas suaves, proferidas por mulheres lindas, ou ainda grande aparato, oferecendo-lhe poderes imensos no céu e na Terra. Vieram os pecados capitais; o Egoísmo Frio, a pálida Dúvida, e Kama, o demônio do Prazer, que lhe pôs ante os olhos os maiores e mais tentadores gozos do mundo. Depois veio o Ódio, com serpentes enroladas em torno do peito; a Concupiscência, porta-voz da sensualidade; o Orgulho, a Ignorância, Injustiça e todos os Senhores do Inferno com seus cortejos e manhas. Mas a árvore protegia o santo com os seus ramos, cada vez mais encurvados e os tentadores ficavam todos do lado de fora; e quando passou de meia noite o Mestre viu todas as suas 550 encarnações anteriores quando viajou, desde a planície das paixões até os altos cumes da virtude onde estava agora, como salvador do mundo. Viu também os efeitos e as causas e compreendeu a lei do Karma; e a visão das esferas celestiais formando um só todo; e o giro do evos, formando os Calpas e Mahacalpas, medidas de tempo que ninguém alcança calcular e durante as quais os universos nascem, vivem e morrem; como também viu a evolução de todas as coisas, dos reinos da Natureza e de todos os seres que sofrem os males da existência. E na madrugada conheceu o segredo da Dor e da Ilusão que gera com auxílio dos sentidos, que engendram os desejos; e viu como se pode iluminar os Desejos e a Ilusão não buscando, não lutando, não errando, nem causando danos e suportando com paciência e resignação todos os males até que se esgote o efeito do Karma, rompam-se os laços da carne e possa o indivíduo, assim, fugir do giro da Roda. E quando a aurora surgiu e a luz veio vindo, clareando tudo e se espelhando no orvalho que cobria as folhas verdes, hora em que o assassino oculta seu punhal e o ladrão abandona sua presa e passam todos os terrores da alma, uma grande alegria e uma paz desceu sobre todas as coisas, porque o solitário, naquela noite, se transformara em Buda e a salvação do mundo estava assegurada para todos os que seguissem seus ensinos. E então Buda saiu para fora e veio para Kapilavastu; veio vindo aos poucos, pregando sua doutrina pelos lugares por onde passava, atraindo grande número de discípulos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mateus relata: “3. 13. Por Esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galiléia para o Jordão, a fim de que João o batizasse. 4. 1 a 11. A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito (cheio do Espírito Santo, segundo Lucas) ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus , porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus. Então o diabo levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito. Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem. Eles te sustentarão nas suas mão, para não tropeçares nalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram. Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“E grandes festas se prepararam em Kapilavastu, sua pátria, para receber o Buda, mas quando este chegou sozinho a pé, em veste de mendigo causou grande cólera a seu pai Sudodhana ao qual porém ele disse, explicando: Meu pai este é o costume da nossa raça, os Budas. E desde então passou a ensinar sua doutrina a seu pai, sua esposa e a todos os seus súditos no reino que por direito lhe pertencia. “&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“Jesus acompanhado de sua Mãe, seus parentes e discípulos, cumpriu o rito e compareceu à sinagoga local onde chegara, já então, notícia de sua presença na cidade, bem como sua fama de profeta. (...)Levantou-se Ele, pois, e dirigiu-se ao banco do pregador; cobriu-se com o talit – manto ou véu de orações - , tomou o rolo de pergaminho das mãos do servente e, ao invés de ler o texto referido, já marcado, como seria obrigatório, abriu-o na passagem de Isaías, que tratava do advento do Messias e que dizia: ‘O espírito do Senhor está sobre mim e me ungiu para que anuncie a boa nova aos pobres, para curar os de coração aflito, anunciar aos cativos sua libertação, dar vista aos cegos, libertar os oprimidos e apregoar o tempo das graças e dos galardões do Senhor’. (...) Hoje está se cumprindo esta escritura que acabais de ouvir’, como que dizendo e deixando bem claro que Ele era o ungido ao qual as Escrituras se referiam.” (...) Formou-se o tumulto e Jesus retirou-se sem mais palavras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;"Como a Páscoa se aproximava, Ele também foi se aproximando de Jerusalém (...) Ao aproximar-se da cidade, Jesus se deteve e pediu a dois de seus discípulos que fossem adiante e lhe trouxessem um jumento, para que entrasse na cidade montando, conforme estava predito nas Escrituras (...) Os acompanhantes cantavam hinos e aleluias em honra de Jesus, clamando: Hosana! Eis o nosso rei messias! O filho de Davi! Dançavam à frente do cortejo, agitando ramos, que haviam arrancado do arvoredo no caminho, em sinal de alegria. Assim foram até ao Templo onde a multidão esperava que houvesse algum acontecimento extraordinário e que Jesus, com uma só palavra ou um só gesto, derrubasse o reinado de Hanan e o poderia dos invasores romanos; e, na sua ingenuidade, também esperavam que naquele momento Jesus declarasse a libertação de Israel, inaugurando seu reinado de Messias nacional. Mas nada disso aconteceu; ao retornar o edifício, Jesus desceu do jumento, penetrou no Templo em silêncio e, após aguardar longo tempo, a multidão se dispersou desiludida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Adaptado e comparado com fragmentos de textos de Edgard Armond in “ Religiões e Filosofias” e “O Redentor”. Editora Aliança.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O LOGOS SE FEZ CARNE E A CARNE SE FARÁ LOGOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;“Quando o homem passa do plano material para o plano espiritual, entra a sua consciência individual na zona da consciência universal, verticalizando todas as funções de sua vida horizontal, sem prejuízo desta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Entretanto, essa verticalização da sua vida não se dá repentinamente – natura non facit saltus – diziam os antigos – realiza-se através de numerosas etapas sucessivas, representadas num diagrama por meio de linhas ascendentes rumo à vertical completa: 0, 15, 30, 45, 60, 75, 90.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Mesmo do caso que essas diversas etapas ascensionais, rumo ao ângulo reto de 90 graus, não sejam verificáveis externamente, elas sempre existem internamente: não há conversão repentina”, embora o passo final do movimento ascensional produza nos espectadores essa impressão, como, por exemplo, no caso e Paulo de Tarso; aliás, as próprias palavras do texto sacro, “duro é recalcitrar contra o aguilhão”, indicam suficientemente essa conversão paulatina.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Durante esse período que medeia entre a horizontal e a vertical está o homem empenhado num processo de ascensão difícil, sacrificial, doloroso; está “carregando a sua cruz”, está trilhando o “caminho estreito” e procurando “entrar pela porta apertada; está usando de “violência para tomar de assalto o reino de Deus”. Ser bom é, para ele, nesse período, uma medicina amarga, e ainda não um saboroso manjar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;A moral desse homem é simplesmente volitiva, imperada pela vontade; porém não racional, compreendida espiritualmente pela razão. Sente ele o imperativo categórico do dever, ignorando ainda o suave optativo do querer. Vive no período da lei e do temor, mas ainda não entrou na atmosfera do evangelho do amor. Deixou o Egito da velha escravidão do homem profano, mas, antes de entrar na terra promissão, tem de atravessar o deserto árido da disciplina. Esse homem é virtuoso, mas não é ainda um sábio ou sapiente. Ignora ainda o “jugo suave e o peso leve” do querer espontâneo. É um talento moral, mas não um gênio espiritual, porquanto este faz com jubilosa leveza e espontaneidade o que aquele faz com dificuldade, gemendo sob o pesado fardo da sua obrigação moral. O homem moral é um homem bom, mas não um homem perfeito; um cristão, mas não um homem crístico. A virtude do homem volitivamente moral não pode deixar de ter algo lúgubre e triste.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;O homem moral, nesse período, é tristonhamente bom – ao passo que o homem espiritual é radiantemente bom. Aquele é tristificado – este é cristificado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;De qualquer etapa da jornada ascensional da moral volitiva pode o homem voltar atrás, apostar, decair e recair para planos inferiores; mas das alturas da ética racional não há regresso nem recaída para planos inferiores, uma vez que ninguém pode desejar ser infeliz, depois de ter sido realmente feliz, porque a felicidade não é senão a voz do instinto de conservação, lei básica de todos os seres. Pode o homem moralmente bom – tristemente virtuoso, infelizmente bom – deixar de ser bom, enquanto esse ser-bom coincide integralmente com o ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Só o homem sapiente, que é o homem perfeito, racionalmente ético, não pode apostatar do seu plano superior, do ser-bom, porque nele o ser-bom é perfeitamente idêntico a ser-feliz – e ninguém pode querer apostatar da sua perfeita felicidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;O homem jubilosamente bom e irrevogavelmente salvo, ou auto-realizado sem nenhum perigo nem possibilidade de relapso ou perdição.&lt;br /&gt;O fim supremo do Cristianismo não consiste em fazer o homem bom, mas fazê-lo perfeito: “Sede perfeitos, assim como perfeito é o vosso Pai que estai no céus!”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Podem sistemas altruístas e intelectualistas produzir um homem bom – mas só a experiência direta do Cristo é que pode produzir um homem perfeito. O homem bom é um querente ou um crente – o homem perfeito é um sapiente.&lt;br /&gt;Mas... aqui atingimos a zona do grande mistério!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Como pode um homem, ontem sacrificialmente bom, passar a ser hoje um homem jubilosamente bom? Como pode ser fácil hoje o que era difícil ontem? Como pode a amarga medicina do dever converter-se na doce iguaria do querer? Como posso amar a lei, quando até agora só cumpria a lei por temor?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;É inegável que entre esse ontem e esse hoje, entre o difícil e o fácil, entre o dever e do sacrifício e o querer do amor, deve ter havido alguma profunda transformação biológica do homem, uma vez que essa modificação na zona ética e espiritual é inexplicável sem uma correspondente transmutação no plano físico e biológico. O sapiente vive num outro clima que o querente e o crente. O gênio espiritual não é uma simples continuação do talento moral, não! É um “novo homem” um “renascido pelo espírito”; houve um novo fiat creador, uma alvorada virgem e inédita, que surgiu das trevas da noite. “Se o grão de trigo não morrer...”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Evidentemente, o homem da moral volitiva e tristonha morreu, para que o homem da espiritualidade racional e jubilosa pudesse nascer. Pode Virgílio conduzir o homem do inferno até as extremidades fronteiras do purgatório – mas, daí por diante, só Beatriz é que pode guiar o homem, até ao coração do paraíso. Virgílio simboliza moral, a virtude difícil, amarga medicina –Beatriz, a “beatificadora”, significa o gênio espiritual, a santidade fácil, o lauto festim da alma redenta de todas as irredenções anteriores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;O homem crístico não é apenas um homem remendado, mas um novo remido; não é “roupa velha com remendo novo”, mas é, de alto a baixo, uma “nova creatura do Cristo”, que se despojou totalmente do “homem velho” que anda ao sabor das suas concupiscências, e se revestiu do “homem novo, feito em justiça, verdade e santidade”. O homem remido jogou fora a sua velha colcha de retalhos, ultrapassou não só os seus vícios, mas também as suas virtudes e virtuosidades de outrora, vestindo-se da túnica nupcial do “renascimento pelo espírito”.&lt;br /&gt;Assim é o homem crístico, o renascido, o remido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Ora, não é crível que os mesmos nervos de baixa freqüência vibratória, que serviam de veículo à moral difícil, possam reagir, com a mesma freqüência deficiente, à altíssima vibração da espiritualidade fácil. O gênio cósmico do Cristo e do homem crístico necessita de um instrumento adequado para poder exercer a sua atividade, para tanger a sua música divina e vibrar a sinfonia da sua jubilosa facilidade e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Entre o talento moral e o gênio espiritual, entre o homem tristemente virtuoso e o homem jubilosamente místico, entre o homem bom e o homem perfeito, há um profundo abismo, o mesmo que medeia entre o querer e crer e o saber, entre a inexperiência e a experiência, entre a morte e a vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Para que os nervos obtusos e irreceptivos ou semi-receptivos do homem comum respondam ao silencioso desafio das sutilíssimas ondas de altíssima freqüência do mundo divino, devem esses nervos passar por um misterioso processo de aguçamento ou refinamento, desconhecido ao homem profano e irridento. Quem “transborda de júbilo em todas as suas atribulações”, cruzou uma fronteira, transpôs um abismo, invadiu um mundo incógnito onde todas as amarguras são suaves, todos os pesos são leves, todas as trevas são luminosas e a própria morte se converteu num alvorada da vida eterna...&lt;br /&gt;Como realizar essa transformação biológica do veículo nérveo” como dar à nossa antena receptora uma nova capacidade essencialmente superior? Como processar essa estranha alquimia de transmutação de elementos vis em ouro de lei?...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Não é possível revelar em letra de forma tão grande mistério, que só a experiência pessoal aliada a uma intensa disciplina pode outorgar... O mistério anônimo da transformação biológica realizada pelo homem radiantemente bom...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;“Vade retro, satana!” – replica o Lógos. Vai na minha retaguarda, quando a vanguarda compete à Razão. A serpente rastejante do Intelecto tem de servir à serpente sublimada da Razão. A serpente rastejante do Intelecto tem de servir à serpente sublimada da Razão; se assim fizer, serão curadas por esta a s mordeduras&lt;br /&gt;daquela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Lúcifer, porém, satanizado pelo orgulho, recusou-se a obedecer à ordem do Lógos&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftn10" name="_ftnref10"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;, e, em vez de lhe seguir no encalço, retira-se, abandona o Cristo redentor, e continua irridento.&lt;br /&gt;Outras inteligências, porém, harmonizadas com a Razão, os anjos, aparecem e executam a ordem do Cristo, servindo espontânea e jubilosamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;A inteligência que se recusa a servir ao Cristo, exigindo ser por ele servida, é anti-crística, irridenta. A inteligência que serve ao Cristo é crística, redenta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;O grosso da humanidade dos nossos dias, ainda não cristificada, adere ao partido do Lúcifer anti-crístico, satanizado, querendo ser servida em vez de servir e tentando redimir o homem pelo conforto material, pela magia mental ou pelo poder político.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Enquanto a humanidade não atender ao convite de Lógos, de lhe ir no encalço, servindo e adorando a Deus somente – não haverá redenção, por mais que a inteligência iluda o homem com pseudo-redenções.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Huberto Rohden. Lúcifer e Logos – Fundação Alvorada&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;PROGRAMAS DOS ENCONTROS DE INICIAÇÃO E APROFUNDAMENTO ELABORADOS A PARTIR DOS TEXTOS &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;Em busca do Sétimo Ser – Iniciação Consciencial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Este curso, e, forma de encontros, não é apenas transmissão de conteúdo teórico-intelectual, mas o exercício de condições objetivas para o despertamento conciencial. As escolas comuns, de linha intelectual, não conseguem obter resultados práticos nessa área porque se restringem aos conteúdos racionais e superficiais da conduta humana. Já escolas iniciáticas, de linha andragógica, não temem a abordagem aprofundada e emocional, por isso mesmo atingem resultados mais duradouros. Sua finalidade não é o proselitismo de nenhuma corrente filosófica ou religiosa específica e de seus dogmas. Muito pelo contrário, trata-se de uma apologia e resgate do aspecto iniciático das verdades essenciais que todas elas possuem e que provocam a evolução e ampliação da consciência humana. De forma geral, todas as crenças e concepções foram aqui contempladas, nas incursões que fazemos no pensamento e nas experiências dos seus mestres criadores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;A parte prática que adotamos é uma adaptação das idéias da psicologia humanista, desenvolvidas nas práticas terapêuticas de Grupos de Encontro, e largamente utilizadas por inúmeras entidades de ajuda humanitária. Como tratamos da Consciência, que é sempre ação e atitude, o essencial das aulas ou reuniões é proporcionar o auto-conhecimento, e não somente o estudo lógico-racional e teórico dos temas. Para tanto é necessário o uso das duas inteligências emocionais (intra e interpessoal), abordando os temas sempre em dos aspectos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A) FALAR O QUE PENSAMOS ( Exteriorização da fala): após a exposição teórica, acontece uma discussão teórica e objetiva sobre o tema proposto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B) FALAR O QUE SENTIMOS (Interiorização da fala): uma reflexão vivencial e subjetiva, na qual podemos expressar nossos sentimentos e emoções ou apenas ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos expressamos nossos sentimentos, é muito importante observar o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falar de nossa própria experiência, sem teorizar, olhando para dentro do nosso ser;&lt;br /&gt;- Ouvir e respeitar as opiniões dos outros participantes;&lt;br /&gt;- Não criticar nem condenar o que ouvirmos; respeitar não quer dizer concordar;&lt;br /&gt;- Mesmo que não concordemos com o que ouvimos, guardaremos a mensagem para refletir por que pensamos e agimos diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;Ponto de Partida&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Sentir é criar.&lt;br /&gt;Sentir é pensar sem idéias, e por isso sentir é compreender, visto que o Universo não tem idéias.&lt;br /&gt;Mas o que é sentir?&lt;br /&gt;Ter opiniões não é sentir.&lt;br /&gt;Todas as nossas opiniões são dos outros.&lt;br /&gt;Pensar é querer transmitir aos outros aquilo que se julga que se sente.&lt;br /&gt;Só o que se pensa é que se pode comunicar aos outros. O que se sente não se pode comunicar. Só se pode comunicar o valor do que se sente. Só se pode fazer sentir o que se sente.&lt;br /&gt;O sentimento abre as portas da prisão com que o pensamento fecha a alma.&lt;br /&gt;A lucidez só deve chegar ao limiar da alma. Nas antecâmaras do sentimento é proibido ser explícito.&lt;br /&gt;Sentir é compreender. Pensar é errar. Compreender o que outra pessoa pensa é discordar dela.&lt;br /&gt;Compreender o que outra pessoa sente é ser ela. Ser outra pessoa é de grande utilidade metafísica. Deus é por toda gente.&lt;br /&gt;Ver, ouvir, cheirar, gostar, gostar, palpar – são os únicos mandamentos da lei de Deus. Os sentidos são divinos porque são a nossa relação com o Universo, e a nossa relação com o Universo Deus.&lt;br /&gt;Agir é descrer. Pensar é errar. Só sentir é crença e verdade. Nada existe fora de nossas sensações. Por isso agir é trair o nosso pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;em&gt;Fernando Pessoa , reflexões paradoxais, in “ O Eu profundo e outros Eus”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA OS ENCONTROS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSCIÊNCIA E VERDADE – Conceituação e Contextualização&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Dissertação escrita ou oral: Quem sou eu? Como me vejo?&lt;br /&gt;b) Verbalização: os participantes trocam suas dissertações e apresentam uns aos outros;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O HOMEM BIOLÓGICO – O despertar da Consciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Texto e Reflexão: O segredo do corpo vertical - Rohden&lt;br /&gt;b) Pesquisa Externa: Grupos ou Duplas farão entrevistas perguntando sobre as virtudes e os defeitos das pessoas (Transparência 8); Exposição oral dos resultados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O HOMEM TEOLÓGICO – O medo de existir e morrer / Síndrome do pânico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Texto e Reflexão: Vivendo o Processo de Morrer - Rogers&lt;br /&gt;b) Verbalização: A morte é o fim? Como eu vivenciaria esse processo? Como me ligo a Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O HOMEM RACIONAL – A Crise Existencial e a Busca Filosófica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Verbalização: Ação e Reação: Quem semeia vento, colhe tempestade? Conhecimento gera ética e responsabilidade? Grupo responde questões sobre o filme “A Inteligência Artificial”.&lt;br /&gt;b) Conclusão e exposição de todos: Preencher o cartaz:&lt;br /&gt;Penso, logo existo.&lt;br /&gt;Sinto, logo...&lt;br /&gt;Ajo, logo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O HOMEM METAFÍSICO – A Busca de Soluções e os Trabalhos de Hércules&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Pesquisa interna ou externa: Você possui algum preconceito?&lt;br /&gt;b) Verbalização: À noite todos o gatos são pardos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O HOMEM POSITIVO – Do saber para o fazer. A Quebra de barreiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Verbalização: Tenho um projeto de vida? Dia a dia estamos mudando? Mudando para melhor? Que virtudes gostaria de conquistar?&lt;br /&gt;b) Música: “Caçador de Mim”&lt;br /&gt;c) Todos refletem sobre a música “Saudosa maloca”: Deus ajuda a quem madruga? Deus dá o frio conforme o cobertor? O que significa madrugar? E o cobertor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O HOMEM PSICOLÓGICO – O Encontro consigo mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Leitura: O retrato de um santo (Will Durant descreve Gandhi);&lt;br /&gt;b) Verbalização: Como Gandhi responderia essas questões:&lt;br /&gt;- Sofrer é um castigo, injustiça ou aprimoramento?&lt;br /&gt;- Quem bate não esquece, mas quem apanha não esquece?&lt;br /&gt;- Consigo perdoar?&lt;br /&gt;c) Música “Saudosa maloca”: Verbalização: Deus ajuda a quem madruga? Deus dá o frio conforme o cobertor? O que significa madrugar? E o cobertor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SÉTIMO SER – A plenitude&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Texto e Reflexão: Os Versos de Ouro de Pitágoras&lt;br /&gt;b) Baseando-se no texto os participantes preenchem o perfil (cartaz com contorno humano) do 7º Ser&lt;br /&gt;c) Verbalização: Hoje sou melhor do que ontem?&lt;br /&gt;d) Avaliação final&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AUTO-AVALIAÇÕES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;I. PONTA PÉ INICIAL – 1ª e 2ª semanas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem sou Eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me vejo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;II. PROJETO EXISTENCIAL&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;Olhando ao meu redor: 2ª , 3ª e 4ª semanas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em que contexto estou inserido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual tem sido o significado e o sentido de minha existência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu destino já está traçado e definido? Ou posso muda-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa para mim o momento presente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado interfere no meu momento atual? De que forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vejo e o que espero do meu futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possuo uma utopia ? Quais são meus sonhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Encarando a realidade: 5ª , 6ª e 7ª semanas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Quais os meus principais problemas? Quais são as limitações que me impedem de progredir no terreno da transformação pessoal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Que tipo de reação tenho quando sou questionado sobre meus defeitos e limitações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Quais as causas dessas limitações e quais as soluções?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Preciso de ajuda? Que tipo de ajuda? Quem pode me ajudar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Qual é a prioridade para realizar uma mudança em minha existência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Qual o primeiro passo a ser dado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;III. AUTO-CONHECIMENTO – Genérico – 8ª semana&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o conhecimento de mim mesmo (a) é a chave do meu melhoramento pessoal?&lt;br /&gt;- Sim - Não - Sem idéia formada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito ser conhecedor de mim mesmo (a), em profundidade suficiente, podendo assim identificar os meus próprios impulsos?&lt;br /&gt;- Sim - Não - Superficialmente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me preocupei em descobrir os porquês de minhas principais manifestações impulsivas no terreno das emoções?&lt;br /&gt;- Sim - Não - Raramente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refletir sobre mim mesmo (a) e auto-analisar-me é difícil?&lt;br /&gt;- Sim - Não - Sem experiência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como reajo quando sinto que ofendi alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fico com pena - Sinto-me inquieto (a) - Peço desculpas - Reajo com indiferença&lt;br /&gt;- Pratico auto-punição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico triste ao constatar no seu íntimo, por vezes, sentimentos fortes que não consigo dominar?&lt;br /&gt;- Sim – Não - Indiferente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tentei relacionar meus principais defeitos?&lt;br /&gt;- Sim - Não - Não vejo razões para o fazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de algum erro ou falha minha, como me sinto?&lt;br /&gt;- Indiferente - Deprimido - Procuro corrigir-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sofri alguma dor profunda ou passei por período de doença que tenha feito mudar meus hábitos ou corrigir algum defeito?&lt;br /&gt;- Sim - Não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que me se sentiria mais satisfeito e alegre compreendendo e controlando melhor as minhas reações desagradáveis?&lt;br /&gt;-Sim - Não - Indiferente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;IV. AUTO-CONHECIMENTO – Vícios e maus hábitos – 9ª semana&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me irresistivelmente condicionado a algum vício ou mau hábito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofro as conseqüências maléficas que os mesmos provocam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tentei libertar-me voluntariamente de algum desses vícios e hábitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando como comecei neles, concluo: Foi por livre desejo? Foi por sugestão de alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tentado a experimentar algum dos vícios sociais, cedo facilmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo, por vezes, a minha imaginação articulando sensações que me satisfaçam ao alimentá-las?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pensei que esse tipo de imaginação me predispõe a cometê-las?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dificuldades em afastar da mente os devaneios e os pensamentos ligados a prazeres viciosos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já cheguei a compreender a necessidade de eliminar os vícios e hábitos negativos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que poderei com o próprio esforço deles se libertar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;V. AUTO-CONHECIMENTO – Limites e obstáculos – 10ª semana&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já refleti sobre os limites e defeitos que se acham mais acentuadamente incrustados em meu íntimo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já identifiquei particularmente algum, dentre outros limites, que constitua verdadeiro empecilho? Qual é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que muitos dos meus limites e defeitos não foram ainda conscientemente identificados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando algum limite ou defeito meu são manifestados, como consigo identificá-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- conscientemente&lt;br /&gt;- pelos males causados a mim próprio&lt;br /&gt;- pelos males causados a alguém&lt;br /&gt;- por outro meio, além desses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Diante de uma atitude ou reação errada cometida por mim mesmo, como me sinto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- triste - com auto-punição – indiferente - procuro redimir-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pensei se quero mesmo combater e superar os meus limites e defeitos? Em caso afirmativo, descreverei os meus motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que as “quedas” são oportunidades valiosas para o progresso anterior? Lembra-me de alguma situação que confirma esse entendimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como considero o esforço próprio que tenho desenvolvido para vencer minhas más tendências?&lt;br /&gt;- Nulo - Fraco - Razoável - Persistente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que as paixões excessivas são ruins pelas conseqüências mentais que provocam? E que somos consciências integradas a um corpo biológico-mental?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que conclusão eu tiro das respostas que dei sobre mim mesmo (a) ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Temas semanais desenvolvidos durante os encontros, escritos ou verbalizados oralmente&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sinto diante dessas situações(expressando-me sempre na 1ª Pessoa do Singular)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu mal humor modifica minha existência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha irritação soluciona algum problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ajudo alguém faço alguma exigência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa discussão sempre ajo com serenidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consigo cultivar o silêncio interior ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando observo alguém com algum desequilíbrio costumo colocar-me no lugar dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentar coisas ruins pode me trazer algum resultado positivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de uma situação de escuridão consigo acender sua luz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é consciente é pau para toda obra? Minha consciência está relacionada à minha disponibilidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas dores me trazem algum benefício?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sofrimento já promoveu algum progresso em minha existência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tive oportunidade de comprovar que o pessimismo é um equívoco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me arrependo sinto que dei o primeiro passo para uma mudança interior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consigo perceber que uma lei natural me impulsiona a mudar e progredir sempre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto a necessidade de conquistar definitivamente uma paz interior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim Deus é algo que está dentro ou fora do seu íntimo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual seria a finalidade da minha existência e da minha vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consigo ser desprendido, de coisas materiais e de relacionamento com pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como lido com o problema da escolha entre o bem e o mal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;VII. AVALIAÇÃO DOS ENCONTROS – 11ª semana&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;· Na minha opinião os encontros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Frustraram minhas expectativas&lt;br /&gt;- Satisfizeram minhas expectativas&lt;br /&gt;- Foram além das minhas expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Os encontros acrescentaram algo mais na minha experiência de vida? O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Mudei de opinião e sentimentos em relação a conceitos apresentados durante os encontros? Quais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Quais assuntos não consegui entender e/ou compreender plenamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Quais assuntos não tiveram tempo suficiente para serem aprofundados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Minhas sugestões para este e outros encontros são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Gostaria de dar continuidade ao meu processo de auto-avaliação e crescimento interior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;PROPOSTA DE CONTINUIDADE DOS ENCONTROS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;Aprofundamento Consciencial&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A finalidade desse dessa segunda fase dos encontros é proporcionar em 20 reuniões – que podem ser recicladas quantas vezes for necessária - uma oportunidade de aprofundamento das experiências anteriores, quando somente identificamos os obstáculos que bloqueiam a nossa transformação pessoal. Agora partimos para um estágio de auto-conhecimento ainda mais introspectivo no sentido de reflexão, porém mais aberto e exteriorizado no sentido da comunicação das nossas experiências. Para tanto, propomos temas diferentes mantendo as mesmas regras de participação da fase anterior. Nos grupos onde já identifica-se maior grau de maturidade e compreensão dos temas podemos dispensar o primeiro item (A):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A) FALAR O QUE PENSAMOS ( Exteriorização da fala): após a exposição teórica, acontece uma discussão teórica e objetiva sobre o tema proposto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B) FALAR O QUE SENTIMOS (Interiorização da fala): uma reflexão vivencial e subjetiva, na qual podemos expressar nossos sentimentos e emoções ou apenas ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos expressamos nossos sentimentos, é muito importante observar o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falar de nossa própria experiência, sem teorizar, olhando para dentro do nosso ser;&lt;br /&gt;- Ouvir e respeitar as opiniões dos outros participantes;&lt;br /&gt;- Não criticar nem condenar o que ouvirmos; respeitar não quer dizer concordar;&lt;br /&gt;- Mesmo que não concordemos com o que ouvimos, guardaremos a mensagem para refletir por que pensamos e agimos diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. CONHECIMENTO / Como tenho utilizado o conhecimento que adquiro? Eles têm mudado minha realidade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;2. VERDADE / O que significa para mim a Verdade? Estou preparado para conhecê-la? Quais são as verdades que conheço e que acredito? Respeito a verdade do outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03. CORAGEM / Como tenho lidado com os meus medos e inseguranças? Quando recuo diante de provas me sinto covarde? Sinto pena de mim mesmo ou fico indignado? Como posso reverter o medo em atitude de coragem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04. A TENTAÇÃO – FALSO PRAZER / Quando sou tentado a experimentar algum vício cedo facilmente? Minha vontade é fraca a ponto de não poder testá-la? Aceito desafios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05. ORGULHO / Como reajo diante de uma humilhação? Contrario-me por pequenos motivos? Diante de uma crítica reajo negativamente com justificativas? Gosto de ser o centro das atenções? Menosprezo e debocho do outro nas contendas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06. VAIDADE / Reconheço quando sou culpado de alguma falha de que me apontam? Procuro realçar qualidades que acho que possuo? Sou tolerante com as pessoas que estão em posições mais simples e humildes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08. CIÚME / Sinto confiança em relação às pessoas com quem convivo? Respeito a liberdade e a intimidade do meu parceiro? Deixo-me levar pela imaginação doentia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09. AVAREZA / Dou muita importância a pertences e ao dinheiro? Fico desequilibrado quando sofro prejuízos materiais?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;10. ÓDIO / Alimento antipatias? Cultivo pensamento de crueldade contra os que me agridem ou humilham? Sinto vontade de ofender com palavras agressivas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. VINGANÇA / Como controlo minhas emoções de ódio? Cedo ao impulso do revide ou procuro refletir no meu desequilíbrio momentâneo? Sinto prazer ou vergonha quando desejo vingança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. AGRESSIVIDADE / Como são minhas reações agressivas? Tenho rancor e repentes de cólera? Sou inclinado a atos violentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. PERSONALISMO / Gosto de fazer prevalecer meus pontos de vista/ Valorizo a experiência do outro? Boicoto idéias e projetos que não fui convidado a participar? Me sinto ofendido quando minha idéias são rejeitadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. MALEDISCÊNCIA / Como me comporto diante de uma informação maldosa? Que tipo de satisfação posso sentir quando emito uma calúnia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. INTOLERÂNCIA / Aceito os defeitos dos outros ou reajo com indignação? Sou crítico e severo nas cobranças? Lembro de aplicar a mesma medida em mim quando julgo e condeno os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. IMPACIÊNCIA / Demonstro inquietação e aborrecimento quando tenho que esperar ou agir na ocasião certa? Sofro quando anseio por algo? Questiono se sou merecedor das coisas que anseio com intranqüilidade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;17. NEGLIGÊNCIA / Descuido facilmente das minhas obrigações? Faço corpo mole nas situações que exigem atitude? Deixo para depois o que deve ser feito agora? Fujo de pensamentos que lembram os obstáculos a serem removidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. OCIOSIDADE / Como compreendo a Lei do Trabalho? O trabalho é um mal necessário? O ócio é inútil ou pode ser criativo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;19. PERSISTÊNCIA/ Diante dos mal resultados, entro em desânimo e desisto ou procuro refletir nas causas do fracasso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. REMINISCÊNCIAS e TENDÊNCIAS/ O passado interfere em minha vida atual de forma negativa? Existe algo em mim que precisa do passado que me impede de avançar para o futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; “Os Mestres”, Editora Pensamento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; O Livro dos Espíritos. Escala Espírita, itens 100 a 113.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; Iniciação Espírita – Aula 1 – Edgard Armond e outros autores. A Criação. Editora Aliança. Ver também Os Exilados da Capela e O Redentor( A Tradição Messiânica), do mesmo autor e editora; e A Caminho da Luz, de Emmanuel. FEB Editora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; Casou-se com a princesa lêmure (antiga companheira Vestha) difundindo as verdades divinas deturpadas por sacerdotes corruptos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; Combatia a escravidão, a antropofagia e o bárbaro comércio de carne salgada de crianças. “Na cidade de Supradeva veio Juno à vida física, filho de um lavrador chamado Esnek e de uma pastora de antílopes chamada Adhala. Ambos faleceram em uma epidemia, deixando seu filho órfão de sete anos. Um marinheiro, amigo de seu pai, dono de um barco de carga, o tomou a seus cuidados e fez dele um experiente e hábil marinheiro. Na Enseada dos Pinheiros (País de Envodaro) onde Juno ancorava seu barco, foi posto a pique e ali morreu junto com sua esposa cega, Vestha.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; “O grande espírito Luz tomou matéria carnal na Atlântida quando fazia mais de meio ciclo (+ anos de l2.500) que existia humanidade naquele continente. Depois de sua morte, ocorreu o primeiro afundamento parcial daquele continente. As submersões começaram e seguiram desde a região noroeste para o sudeste”. Depois de 3.500 anos tomou novamente matéria carnal ( como Antúlio) na capital do país de Dyaus (Atlântida). Passados 25 anos de sua morte, teve lugar outro afundamento parcial do continente atlante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; Origens da Civilização Adâmica. Rosália Luque Alvarez. Editora Pensamento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; Mensagens do Astral. Ramatis. Editora Freitas Bastos; Universo e Vida. Áureo. FEB Editora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; Questão 621 de O Livro dos Espíritos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=34962903&amp;amp;postID=4212976255761372943#_ftnref10" name="_ftn10"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; Segundo a tradição esotérica , os Lógos são entidades espirituais acima dos limites humanos, já plenamente integradas à Consciência Divina. Esses seres penetram na esfera do Pensamento Criativo Divino e exteriorizam sua vontade no plano material, através do Sol, seu natural veículo energético, despertando instintos nos animais, idéias e sentimentos nos seres humanos e plasmando formas.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34962903-4212976255761372943?l=era-do-espirito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/4212976255761372943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34962903/posts/default/4212976255761372943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://era-do-espirito.blogspot.com/2008/02/o-ser-e-conscincia.html' title='O Homem Cósmico Integral'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dQ8LsemMxrM/TXfxJzarL9I/AAAAAAAAHxA/vCWUbpaW5rc/s220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/R73C8Ze9aGI/AAAAAAAAASw/He-lRkFQJcQ/s72-c/Jesus+Imagens.jpg' height='72' width='72'/></entry></feed>
